Arrecadação federal abre o ano com queda real de 1,5% em janeiro

ThiagoNori/GettyImages
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O impacto negativo foi provocado por fatores não recorrentes e mudanças na legislação

A arrecadação federal registrou queda real de 1,5% em janeiro sobre o mesmo mês do ano passado, e somou R$ 180,2 bilhões, mostraram dados da Receita Federal hoje (25). O desempenho interrompeu uma sequência de cinco meses de alta no recolhimento de receitas.

Em relatório, a Receita disse que a arrecadação sofreu no mês o impacto de fatores não recorrentes e de mudanças na legislação e que, se não fossem essas condições, a arrecadação teria tido alta real de 3,7% em janeiro sobre o mesmo período de 2020.

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Entre esses fatores extraordinários, o Fisco destacou a redução a zero do IOF incidente sobre operações de crédito, com impacto de R$ 1 bilhão, e um crescimento de R$ 6,4 bilhões nas compensações tributárias. Por outro lado, houve uma arrecadação extraordinária de R$ 1,5 bilhão de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

Entre os tributos de maior arrecadação, o recolhimento do IRPJ/CSLL teve alta real de 5,7%, para R$ 57,5 bilhões, enquanto o do Cofins/Pis-Pasep caiu 3,9%, a R$ 30,4 bilhões. As receitas previdenciárias tiveram retração de 5,83%, somando R$ 36,2 bilhões. (com Reuters)

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