Fabricantes de chips na Ásia correm para acelerar produção

A SMIC aponta que as interrupções na cadeia de abastecimento causadas por sanções impostas pelos EUA sejam principal fonte para o problema de oferta.

Redação
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A SMIC aponta que as interrupções na cadeia de abastecimento causadas por sanções impostas pelos EUA sejam principal fonte para o problema de oferta

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Fabricantes asiáticos de chips estão correndo para expandir a capacidade de produção para atender a uma escassez global que tem sido sentida de forma aguda pelas montadoras de veículos, mas as empresas alertam que a lacuna de fornecimento pode levar muitos meses para ser preenchida.

Fabricantes de automóveis, como General Motors, Stellantis e Honda estão parando linhas de montagem devido à escassez, em alguns casos exacerbada pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos, que aplicou sanções contra fábricas de chips chinesas.

Fábricas de chips principalmente de empresas asiáticas, que tendem a fazer chips mais antigos e menos sofisticados, estão particularmente sob pressão, principalmente devido ao baixo investimento em anos recentes. A maioria dessas fábricas é usada para fazer chips de automóveis.

“Estamos sob grande pressão”, disse Zhao Haijun, co-presidente da maior fabricante de chips da China, Semiconductor Manufacturing International, ao anunciar semana passada planos de expandir a capacidade de sua fábrica este ano.

No entanto, a empresa alertou que o aumento da capacidade não ocorre rapidamente devido a prazos de entrega de equipamentos mais longos, uma vez que lida com interrupções na cadeia de abastecimento causadas por sanções impostas pelos EUA.

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“Basicamente, temos pelo menos uma videoconferência por dia com um cliente sobre como podemos aumentar a capacidade, quais ajustes nós podemos fazer em produtos”, disse Zhao.

A TSMC, maior fabricante de chips contratados do mundo, disse que está acelerando produtos ligados a automóveis por meio de suas fábricas de chips e realocando capacidade. A empresa também vai ampliar investimento na produção e desenvolvimento de chips avançados entre US$ 25 bilhões e US$ 28 bilhões este ano.

A United Microelectronics (UMC), outra fabricante de chips taiwanesa, planeja investir US$ 1,5 bilhão em novos equipamentos neste ano, um aumento de 50% em relação a 2020.

A SK Hynix, da Coreia do Sul, maior fabricante de chips de memória, disse que está acelerando planos de realocar suas instalações de 8 polegadas para a China. A empresa quer que a realocação aconteça “assim que possível”.

A Renesas Electronics disse que está negociando a compra da designer anglo-alemã de chips Dialog Semiconductor por cerca de US$ 6 bilhões em dinheiro.

A combinação de escassez de oferta e aumento da demanda infla os preços. A UMC espera que os preços gerais dos chips subam 4% a 6% este ano, enquanto a Renesas disse que vai aumentar os preços de chips automotivos em 15%. (Com Reuters)

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