Forbes Radar: Gol, Vale, CBO, Biosev, e outros destaques corporativos

últimas notícias sobre: Banco do Brasil, CESP, Engie, Usiminas, Renova Energia, Shell, Laboratório Teuto, Randon, Orizon e EDP Brasil.

Artur Nicoceli
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No Forbes Radar de hoje (12), a Usiminas registrou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no 4T20, montante 866% superior ao 3T20, com caixa de R$ 4,9 bilhões, o maior fechamento anual de caixa desde 2011. A Engie Brasil Energia registrou lucro líquido de R$ 2,79 bilhões em 2020, montante 21% superior ao alcançado em 2019 (R$ 486 milhões).

O Banco do Brasil anunciou o pagamento de R$ 0,4345 em Juros sobre Capital Próprio, enquanto a CESP registrou em 2020 lucro líquido de R $1,9 bilhão, expansão de 22% em relação a 2019, destinando R$ 150 milhões em pagamentos de JCPs.

Veja estes e outros destaques de negócios do dia:

GOL (GOLL4)

Devido ao aumento de 8% na demanda de passageiros na Gol, a oferta de voos por dia cresceu para novo pico de 628 A receita bruta consolidada alcançou R$ 810 milhões, com taxa de ocupação média de 83,2%.

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A GOL também atingiu um novo recorde de passageiros transportados desde o início da pandemia, com mais de 93 mil clientes atendidos em um único dia, chegando a um consumo líquido de caixa da total de R$ 1 milhão por dia em janeiro.

A empresa encerrou janeiro com aproximadamente R$ 2,2 bilhões de liquidez total, devido à redução no volume de recebíveis em cerca de R$ 100 milhões, decorrente do menor nível de vendas futuras (forward bookings).

A Gol convocou uma assembleia-geral dos acionistas para deliberar sobre sua reorganização societária. As empresas envolvidas são: a Gol, a Smiles e a GLA.

A reorganização consiste em alguns passos:

O primeiro é a incorporação de ações da Smiles pela GLA, por seu valor de mercado, com a emissão pela GLA, aos acionistas da Smiles, de ações ordinárias da GLA e de ações preferenciais resgatáveis classe B e C.

Logo em seguida, a incorporação de ativos da Smiles pela GLA, por seu valor de mercado, com a emissão pela GLA, aos acionistas da Smiles, de ações ordinárias da GLA e de papéis preferenciais resgatáveis classe B e C.

Por fim, o resgate das ações PN Resgatáveis GLA e dos ativos PN Resgatáveis GOL, com pagamento em dinheiro referente ao resgate das Ações PN Resgatáveis GOL aos atuais acionistas da SMILES.

Divulgação/Gol
Divulgação/Gol

Reorganização da Gol

Multiplan (MULT3)

O último trimestre de 2020 foi o primeiro em que todos os 19 shoppings centers da Multiplan estiveram simultaneamente em operação, ainda que com restrições e horários reduzidos em algumas cidades.

No período, as vendas dos lojistas atingiram 83,3% a mais que no quarto trimestre de 2019, totalizando R$ 4,3 bilhões, e tiveram um crescimento pelo oitavo mês consecutivo.

O Ebtida foi de R$ 148 milhões no 4T20 e no ano somou R$ 1,3 bilhão, um aumento de 47,7% em relação a 2019. O resultado é o mais alto na história da companhia, impulsionado pela venda, em julho, da torre comercial Diamond Tower, em São Paulo. O lucro líquido anual totalizou R$ 964 milhões, o que também representa recorde positivo, superior ao lucro de 2019, que foi duas vezes menor.

Com a retomada gradual das operações dos shoppings centers, a receita de estacionamento praticamente dobrou em comparação ao 3T20, totalizando R$ 44 milhões no 4T20.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil pagará R$ 1 trilhão em títulos de remuneração aos acionistas sob forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), referente ao último trimestre de 2020. O valor por ação é de R$ 0,4345.

O JCP será atualizado pela taxa Selic (até ontem o valor estava em R$ 0,435) e terá o pagamento feito no dia 3 de março, com base na posição acionária do dia 22 de fevereiro.

O Banco do Brasil também afirmou que avançará com cortes de custos neste ano. O banco estimou seu lucro líquido recorrente entre R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões, ante os R$ 12,7 bilhões no ano passado.

No quarto trimestre de 2020, o BB registrou lucro líquido de R$ 3,6 bilhões, superando as estimativas do mercado, mas ainda 30,1% abaixo do ano anterior. O banco foi atingido por provisões mais altas para empréstimos inadimplentes em meio à pandemia do coronavírus. O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 12,1%.
Para 2021, o banco vê sua carteira de crédito crescer entre 8% e 12%, contra 9% no ano passado. Mas a receita de taxas ainda pode diminuir em relação ao último ano.

Vale (VALE3)

A mineradora Vale informou que seu Conselho de Administração aprovou as propostas de incorporação da Companhia Paulista de Ferro Ligas e da Valesul Alumínio.

Também foi aprovada a cisão parcial das Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), com incorporação da parcela cindida pela Vale, acrescentou a companhia, em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários.

As operações visam “simplificação da estrutura societária, redução de custos e consolidação de propriedade de ativos na Vale”,informou a empresa.

As propostas aprovadas pelo Conselho serão submetidas à deliberação em assembleia-geral de acionistas da Vale ainda a ser convocada.

Companhia Energética de São Paulo (CESP6)

A Companhia Energética de São Paulo (CESP) registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão em 2020, avanço de 49% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre de 2020, a empresa teve uma alta de 20%, atingindo R$ 1,6 bilhão em lucro líquido, na comparação com igual período de 2019.

No último trimestre do ano passado, a receita operacional líquida totalizou R$ 501 milhões, aumento de 14% em relação aos R$ 33 milhões.

Em 2020, o lucro totalizou R$ 1,9 bilhão, uma expansão de 22% em relação a 2019, de acordo com o documento divulgado ao mercado, majoritariamente decorrente do início das operações de trading pela CESP Comercializadora.

O Ebitda registrou crescimento de 35% em relação a 2019, alcançando R$ 1 bilhão em 2020. A forte capacidade de geração de caixa também permitiu à companhia encerrar 2020 com R$ 743 milhões de fluxo de caixa operacional após serviço da dívida, o que representa um índice de conversão de caixa de 73%.

A combinação da forte geração de caixa com o resultado líquido de 2020, permitirá a distribuição, em 2021, de R$ 850 milhões de proventos aos acionistas, sendo R$ 150 milhões via Juros sobre Capital Próprio, já declarados, e R$ 700 milhões via dividendos, representando um payout para o ano de 2020 de 49% e dividend yield de 9%. Os pagamentos ocorrerão em 15 de abril (R$ 600 milhões) e 15 de setembro de 2021 (R$ 250 milhões).

Engie (EGIE3)

A Engie Brasil Energia registrou receita operacional líquida de R$ 12 bilhões no ano de 2020, resultado 25% acima do apurado em 2019, que foi R$ 2 bilhões. O Ebitda atingiu R$ 6 bilhões, alta de 25,7% em comparação ao ano anterior, que foi R$ 1,3 bilhão. Já o lucro líquido foi de R$ 2,79 bilhões em 2020, montante 21% superior ao alcançado em 2019, que era R$ 486 milhões.

Outro elemento relevante no resultado foram os custos operacionais, que se mantiveram estáveis mesmo com a entrada em operação de novos ativos. Além disso, as despesas financeiras tiveram um crescimento de R$ 783,1 milhões (57,8%), resultado principalmente do impacto da alta do IGPM sobre a correção das concessões a pagar e do aumento dos juros e correção monetária.

De acordo com o documento enviado ao mercado, “foi essa consistência em seus resultados em meio aos desafios do ano de 2020 que possibilitou que o Conselho de Administração aprovasse a proposta de distribuição de dividendos complementares no montante de R$ 609 milhões (R$ 0,7471 por ação), a ser ratificada pela Assembleia Geral Ordinária.

O total de proventos relativos a 2020 atingiu R$ 2 milhões (R$ 2,4717 por ativo), equivalente a 100% do lucro líquido ajustado (desconsiderando a repactuação do risco hidrológico).”

Usiminas (USIM5)

A Usiminas registrou no último trimestre de 2020 o maior volume de vendas de aço desde 2015, para 1,1 milhão de toneladas, com venda total de minério no ano em de 8,7 milhões de toneladas, recorde anual.

A receita líquida de R$ 5,5 bilhões no quarto trimestre e de R$ 16,1 bilhões em 2020, foram também recordes trimestral e anual. O Ebtida de R$1,6 bilhão no 4T20 e de R$3,2 bilhões em 2020, foram os maiores desde 2008.

O Lucro Líquido de R$ 1,9 bilhão no 4T20, foi 866% superior ao trimestre anterior e o caixa da companhia de R$ 4,9 bilhões, se tornou o maior fechamento anual de caixa desde 2011.

Para 2021, a Usiminas projetou investimentos de R$ 1,5 bilhão e despesas de R$ 300 milhões.

Renova Energia (RNEW4)

A Renova Energia fechou a venda de seu projeto eólico Alto Sertão III – Fase B à gestora Prisma Capital, por R$ 58,38 milhões.

O negócio foi selado em um leilão do ativo realizado ontem (11), em meio à recuperação judicial da Renova. Embora o certame ainda demande homologação, a KPMG, administradora judicial da Renova, confirmou a vitória da Prisma.

A comercializadora de eletricidade 2W Energia chegou a apresentar uma proposta de R$ 110 milhões pelo projeto eólico da Renova, mas previa pagamento em compensações de créditos. A Explora Investimentos ofertou R$ 1 milhão.

Além desses grupos, também haviam se habilitado para o leilão dos direitos e ativos do projeto Alto Sertão III – Fase B as elétricas Rio Energy, Copel e Omega.

A Renova Energia sofreu um revés nesta última quinta-feira, ao ver rejeitados pedidos para o registro de 5,5 gigawatts em novos projetos junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O regulador negou registros de requerimento de outorga (DROs) solicitados pela Renova justamente devido à situação financeira da empresa, ao alegar que ela dificilmente conseguiria viabilizar os empreendimentos, enquanto poderia atrapalhar o avanço de outros projetos próximos de seus parques.

A decisão da Aneel deve impedir que a Renova consiga gerar recursos com a venda dos projetos, que mesmo em fase inicial poderiam despertar interesse no mercado devido a uma atual “corrida” por ativos de geração renovável que já possuam outorga ou estejam próximos, disse à Reuters o especialista Pedro Dante, sócio do Lefosse Advogados.

O governo do presidente Jair Bolsonaro aprovou no Congresso neste mês a medida provisória 998, que prevê a retirada de alguns subsídios concedidos a ativos renováveis como usinas eólicas e solares. O benefício só será garantido para novos projetos que obtenham outorga em prazo de até 12 meses após a publicação da lei decorrente da MP.

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CBO

A empresa de apoio marítimo CBO planeja retomar em breve conversas com investidores para realizar uma Oferta Pública Inicial (IPO, em inglês), enquanto vê melhora de condições de mercado e boas perspectivas para o seu crescimento nos próximos anos, disseram executivos à Reuters.

Detida atualmente pelos fundos de private equity Vinci Partners e Pátria, e pelo BNDESpar, o Grupo CBO poderá utilizar recursos captados no mercado para acelerar seu crescimento, na esteira do aumento da produção de petróleo nos próximos anos, principalmente a partir do pré-sal.

A companhia tem hoje uma frota de 33 navios de apoio e tem expectativas de vencer novos contratos e agregar de 15 a 20 novas embarcações nos próximos dois anos.

Rafael Kirsten, diretor de Relações com Investidores, afirmou à Reuters que as preparações para a realização de um IPO foram paralisadas no ano passado, principalmente devido às incertezas ligadas às eleições nos Estados Unidos e à pandemia de coronavírus.

Shell (RDSA34)

A Shell se comprometeu a eliminar emissões líquidas de carbono até 2050, em meta mais ambiciosa do que as divulgadas anteriormente, à medida que sua produção de petróleo recua em relação ao pico atingido em 2019.

A companhia anglo-holandesa está passando por sua maior reformulação até o momento, preparando-se para expandir seus negócios em energias renováveis e de baixo carbono, diante da crescente pressão de investidores do setor de óleo e gás em favor do combate às mudanças climáticas.

A Shell elaborou no ano passado um plano para chegar ao carbono zero líquido até 2050, em linha com o acordo climático de Paris e com as ambições da União Europeia, mas disse que a meta dependia de seus clientes.

Ontem (11), em uma atualização da estratégia, a Shell divulgou planos para reduzir suas emissões por meio do rápido crescimento de seus negócios de baixo carbono, incluindo biocombustíveis e hidrogênio, embora os gastos devam seguir inclinados para petróleo e gás no futuro próximo.

“Usaremos nossos pontos fortes já estabelecidos para construir nosso portfólio competitivo enquanto realizamos a transição”, disse em comunicado o CEO da Shell, Ben van Beurden.

Laboratório Teuto

O laboratório farmacêutico Teuto está se preparando para fazer uma oferta pública inicial de ações até meados do ano que pode movimentar mais de R$ 1 bilhão, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto à Reuters.

O Teuto, que pode se tornar a segunda farmacêutica listada na B3, contratou unidades de banco de investimento do JPMorgan Chase, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil para coordenar a oferta, acrescentaram as fontes.

A farmacêutica disse em comunicado que não comenta especulações de mercado.

O Teuto, no qual a Pfizer já teve uma fatia de 40%, pretende usar os recursos arrecadados para novos investimentos e redução da dívida, acrescentou uma fonte.

Biosev (BSEV3)

A Biosev teve lucro líquido de R$ 485 milhões em nove meses da safra 2020/21, ante prejuízo de R$ 429 milhões no mesmo período do ano anterior, com uma produção recorde de açúcar e bons preços da commodity, que sinalizam resultados operacionais ainda melhores na próxima temporada que se inicia em abril, disseram executivos.

No terceiro trimestre da safra, o lucro líquido foi de R$ 329 milhões, ante ganhos de R$ 22 milhões no mesmo período da temporada passada, à medida que a empresa colhe resultados de investimentos, ganhos de eficiência e vendas de produtos com melhores margens que vão além das cotações do açúcar.

A produtividade dos canaviais da Biosev, com unidades em operação em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais atingiu 85,7 toneladas de cana por hectare no acumulado da safra, recorde histórico com alta de 2,9% ante mesmo período do ciclo anterior. A companhia ainda registrou aumento de 9% no Açúcar Total Recuperável (ATR Produto), para 142,4 kg por tonelada de cana.

“Os resultados confirmam mais uma vez essa virada do negócio, que começou na Biosev há três anos, com foco grande na melhoria operacional agrícola e industrial, mesmo em um ano desafiador, com clima seco em São Paulo”, disse o presidente da Biosev, Juan José Blanchard, à Reuters.

Randon (RAPT4)

A Randon estimou ontem receita líquida consolidada de R$ 6,8 bilhões em 2021, com as vendas no mercado externo somando US$ 250 milhões, de acordo com fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A fabricante de equipamentos e sistemas automotivos também calculou em R$ 250 milhões os investimentos neste ano. A companhia divulgará seu balanço de 2020 em 4 de março.

Orizon (ORVR3)

A Oferta Pública Inicial (IPO) da Orizon saiu a R$ 22 por ação, movimentando R$ 554 milhões, segundo informações apresentadas nesta quinta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O valor ficou dentro da faixa estimada pelos coordenadores da oferta, Credit Suisse, BTG Pactual e XP Investimentos, que ia de R$ 20 a R$ 27 por papel.

De acordo com os dados na CVM, R$ 381 milhões foram da venda de ações novas, cujos recursos a companhia pretende usar para investimentos em expansão, aquisições, amortização de dívida e reforço do capital giro.

Acionistas da Orizon, incluindo veículos de investimentos Inovatec Participações e Spectra Portinari, também venderam o equivalente a R$ 172 milhões em participação na oferta.

A estreia dos papéis na B3 deve acontecer na próxima quarta-feira (17).

EDP Brasil (ENBR3)

A EDP Brasil assinou contrato para a aquisição de um projeto que envolve a construção de uma linha de transmissão no Maranhão, informou a companhia em comunicado ontem (11).

A empresa, controlada pelo grupo europeu EDP Energias de Portugal, fechou o negócio junto a um consórcio formado por I.G. Distribuição e Transmissão e ESS Energias Renováveis, e ficará com 100% das quotas da Mata Grande Transmissora de Energia.

A EDP Brasil não informou o valor da operação. Segundo a EDP, o investimento total no ativo está estimado em R$ 88, incluindo as obras e a aquisição.

O consórcio entre I.G. e ESS havia arrematado o projeto (lote 18) em leilão de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em junho de 2018, com 23,63% de deságio frente à receita anual permitida (RAP) máxima.

O empreendimento envolve a construção de uma linha em tensão de 230 kilovolts com 113 quilômetros de extensão. Ele já possui licença de instalação e deve entrar em operação antes do previsto no cronograma da Aneel (setembro de 2022), de acordo com a EDP Brasil. (Com Reuters)

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