Gastos com construção nos EUA têm máxima recorde em dezembro

REUTERS/Brian Snyder
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O Departamento do Comércio informou hoje (1) que os gastos com construção aumentaram 1,0%, para US$ 1,490 trilhão

Os gastos com construção nos Estados Unidos atingiram máxima recorde em dezembro, uma vez que as baixas taxas hipotecárias impulsionaram projetos privados.

O Departamento do Comércio informou hoje (1) que os gastos com construção aumentaram 1,0%, para US$ 1,490 trilhão, nível mais elevado desde o início da série, em 2002.

Os dados de novembro foram revisados para mostrar avanço de 1,1%, em vez da alta de 0,9% informada anteriormente.

Economistas consultados pela Reuters projetavam aumento de 0,9% nos gastos com construção em dezembro. Na comparação com dezembro do ano anterior, tiveram alta de 5,7%.

Os gastos com construção, que respondem por cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), cresceram 4,7% em 2020.

Setor manufatureiro enfraquece

A atividade manufatureira dos Estados Unidos desacelerou ligeiramente em janeiro, enquanto uma medida de preços de insumos e de produção pagos pelas fábricas saltou para o nível mais elevado em quase dez anos, fortalecendo expectativas de que a inflação vai acelerar neste ano.

O Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou nesta segunda que seu índice nacional de atividade fabril caiu a 58,7 no mês passado, de 60,5 em dezembro.

Leitura acima de 50 indica expansão da manufatura, que responde por 11,9% da economia dos EUA. Economistas consultados pela Reuters esperavam leitura de 60 em janeiro.

A manufatura tem sido impulsionada por forte demanda por bens, como eletrônicos e móveis, já que 23,7% da força de trabalho está trabalhando de casa por causa da pandemia de Covid-19.

Mas o subíndice do ISM para novas encomendas caiu a 61,1 no mês passado, de 67,5 em dezembro. As fábricas também viram moderação nas encomendas para exportação. Apesar disso, as contratações aumentaram no mês passado.

Gargalos na cadeia de oferta continuaram a elevar os custos para os empresários. O índice de preços pagos saltou a 82,1, nível mais alto desde abril de 2011, ante 77,6 em dezembro.

Isso sustenta previsões de aceleração da inflação nos próximos meses, embora o desemprego alto possa limitar a capacidade de elevar os preços. (Com Reuters)

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