Hapvida e Notre Dame finalizam acordo de fusão que pode criar o maior conglomerado de saúde do país

Shannon Fagan/GettyImages
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União dos grupos de saúde Notre Dame e Hapvida resultará numa sociedade de aproximadamente R$ 100 bilhões

O Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI) e o grupo Hapvida confirmaram ontem (27) a definição do acordo de associação, que pode resultar no maior conglomerado de saúde do país. Na negociação também foram estabelecidos os termos e condições para a fusão das duas empresas. Como resultado da medida, a Companhia Combinada contará com dois co-CEOs, Irlau Machado Filho e Jorge Pinheiro.

As negociações entre as empresas começaram em janeiro, num negócio de aproximadamente R$ 100 bilhões. No grupo combinado, 53,6% ficarão com os acionistas da Hapvida, enquanto que para a Notre Dame Intermédica, ficarão os 46,4% restantes.

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Como haverá incorporação total da Notre Dame pela Hapvida, a operação contará com troca de ações e pagamento em dinheiro. O cálculo realizado para a relação de troca levou em consideração os preços médios ponderados pelo volume dos pregões dos 20 dias anteriores a 21 de dezembro de 2020, mais 15% de prêmio sobre o preço médio dos papéis da Notre Dame. Cada ação da GNDI será trocada por 5,2490 ações da Hapvida.

O grupo Hapvida é controlado pela família Pinheiro e um de seus integrantes, Jorge Pinheiro, que é presidente-executivo. Criada em 1993, no Ceará, a empresa se fortaleceu nas regiões Norte e Nordeste nos últimos anos, em um processo intensificado a partir de 2018 quando fez sua estreia na B3. Em setembro, a Hapvida afirmou ter 6,4 milhões de beneficiários.

Com sede na capital paulista, a Notre Dame Intermédica também é fruto de fusões e aquisições contínuas. A companhia afirma ter 6,2 milhões de beneficiários. Desde 2014, o fundo de investimentos norte-americano Bain Capital detém o controle acionário da Notre Dame.

A combinação da Notre Dame com a Hapvida teria uma receita líquida anual de cerca de R$ 16 bilhões, segundo os resultados anualizados das duas empresas referentes ao terceiro trimestre de 2020. O valor de mercado combinado pode se aproximar de R$ 100 bilhões e esse novo conglomerado de saúde deve competir com a Rede D’or, que fez IPO em dezembro e conta com uma capitalização bursátil de R$ 121 bilhões.

 

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