Ibovespa mergulha com avanço de juros nos EUA e incertezas domésticas

O dólar fechou em alta contra o real hoje, subindo 0,49% a R$ 5,44 na venda, em dia negativo para ativos de risco no mundo.

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa encerrou o dia em forte queda, recuando 0,96% aos 119.198 pontos, acompanhando o movimento negativo observado nas Bolsas globais ditado por fortes recuos nas ações de tecnologia. Na contramão do índice brasileiro, a CSN Mineração terminou o dia em alta de 5,8% cotada a R$ 9,00 em estreia na B3.

No cenário internacional, pesa sob o mercado a expectativa de inflação nos Estados Unidos. A projeção de alta nos preços da economia (inflação) impulsiona os rendimentos dos títulos da dívida pública norte-americana. A taxa do título de 10 anos superou hoje as máximas em dozes meses, a 1,3%. A renda fixa dos EUA é considerada a mais segura do mundo e, com a valorização dos títulos públicos, os ativos mais arriscados, como as ações, despertam menor interesse dos investidores.

Em Nova York, os índices fecharam o dia em queda, com o Nasdaq Composite liderando as perdas em mais um pregão. Além do peso de melhores rendimentos na renda fixa norte-americana, o mercado digeriu hoje um crescimento nos novos pedidos de seguro desemprego nos Estados Unidos, para 861 mil novas solicitações, interrompendo a sequência de quedas. Os dados reforçam o apelo pela aprovação do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão, em tramitação no Congresso do país.

O Dow Jones recuou -0,38% aos 31.493 pontos, o S&P 500 perdeu 0,44% aos 3.913 pontos e o Nasdaq teve baixa de 0,72% aos 13.865 pontos.

Os EUA enfrentam também desde o fim de semana uma forte nevasca no estado do Texas. O clima eliminou mais de 3 milhões de barris de capacidade diária de refinamento no Golfo dos EUA, de acordo com cálculos da agência Reuters, e analistas da indústria acreditam que a produção de petróleo pode ser afetada por dias ou semanas.

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No contexto doméstico, o mercado acompanha ainda as negociações para o novo auxílio emergencial. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou hoje que a PEC Emergencial será pautada no plenário da Casa na próxima semana. O governo sugeriu, em reunião de líderes do Senado realizada hoje, reduzir a amplitude da PEC Emergencial para facilitar sua votação na próxima semana e informou a intenção de editar uma medida provisória sobre o auxílio emergencial assim que a PEC for aprovada.

Segundo o líder da minoria na Casa, senador Jean Paul Prates (PT-RN), a ideia foi apresentada pelo líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). O plano propõe enxugar o texto da proposta de oito, para quatro pontos. A PEC Emergencial seria, ainda, fundida a uma outra PEC, que trata de questões do pacto federativo.

O dólar fechou em alta contra o real hoje, subindo 0,49% a R$ 5,44 na venda, em dia negativo para ativos de risco no mundo em meio a incertezas sobre a recuperação econômica global, alta nos rendimentos dos títulos de dívida dos EUA e receios em torno da agenda econômica no Brasil. (Com Reuters)

DESTAQUES DO IBOVESPA

Maiores Altas
JHSF3: +3,78% a R$ 7,42
CRFB3: +2,33% a R$ 20,60
SUZB3: +2,28% a R$ 74,04
PRIO3: +1,49% a R$ 88,41
KLBN11: +1,47% a R$ 28,90

Maiores Baixas
BEEF3: -4,37% a R$ 9,63
BTOW3: -3,91% a R$ 83,00
TIMS3: -3,67% a R$ 13,65
UGPA3: -3,47% a R$ 22,50
GNDI3: -3,34% a R$ 92,31

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