Pedidos semanais de auxílio-desemprego sobem e construção de moradias cai nos EUA

RUNSTUDIO/GettyImages
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Os pedidos totalizaram 861 mil na semana encerrada em 13 de fevereiro, abaixo do recorde de março do ano passado, mas acima do seu pico em 2007-09

O número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego subiu inesperadamente na semana passada, mas o mercado de trabalho está se recuperando continuamente já que estímulos fiscais adicionais e a queda nos casos de coronavírus estão permitindo a reabertura de mais empresas de serviços.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 861 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 13 de fevereiro, contra 848 mil na semana anterior, disse o Departamento do Trabalho hoje (18). Economistas consultados pela Reuters previam 765 mil solicitações na última semana.

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As solicitações de auxílio caíram em relação a um recorde de 6,867 milhões em março passado, quando a pandemia atingiu os Estados Unidos. Ainda assim, elas estão acima de seu pico de 665 mil atingido durante a Grande Recessão de 2007-09, há motivos para otimismo cauteloso de que a recuperação do mercado de trabalho norte-americano ganhará força na primavera (no Hemisfério Norte).

Parte do aumento nos pedidos pode estar relacionada ao fechamento temporário de fábricas de automóveis no início da semana passada devido à escassez global de chips semicondutores. A General Motors anunciou que suspenderia totalmente a produção de sua fábrica Fairfax, em Kansas City, na semana de 8 de fevereiro. Além disso, a Ford reduziu a jornada de trabalho em sua fábrica de caminhões de Dearborn e em sua planta de montagem de Kansas City.

Cerca de 12,3 milhões dos 22,2 milhões de empregos perdidos durante a pandemia foram recuperados nos Estados Unidos. O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, em inglês) estima que o emprego não retornará a níveis pré-pandemia antes de 2024.

Construção de moradias

A construção de novas moradias nos Estados Unidos caiu mais do que o esperado em janeiro, em meio à disparada nos preços da madeira, embora um aumento nas licenças para construção futura sugira que o mercado imobiliário continua sendo sustentado por estoques magros e taxas de hipoteca historicamente baixas.

O início de construção de moradias caiu 6%, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 1,5 milhão de unidades no mês passado, disse o Departamento de Comércio dos EUA hoje (18). Economistas consultados pela Reuters previam que a leitura cairia para 1,6 milhão de unidades em janeiro.

A construção residencial recuou 2,3% na comparação anual. Enquanto isso, as permissões para futuras construções saltaram 10,4%, para uma taxa de 1,8 milhão de unidades em janeiro. As permissões em geral se tornam início de construções em um a dois meses.

As infecções por coronavírus e as taxas de hospitalização vêm diminuindo desde meados de janeiro. Dados do governo divulgados ontem (17) mostraram que as vendas no varejo dos EUA aumentaram à maior taxa em sete meses em janeiro.

Além disso, o Congresso dos Estados Unidos está avaliando o enorme pacote de recuperação de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden, que se somaria a quase US$ 900 bilhões em estímulos fiscais adicionais do governo oferecidos no final de dezembro.

A ata da reunião de política monetária de janeiro do Federal Reserve, publicada na quarta-feira, mostrou que a maioria das autoridades do Fed “antecipa que o progresso contínuo nas vacinações levará a um aumento considerável na atividade econômica”. (com Reuters)

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