PMI brasileiro caiu a 56,5 em janeiro, maior queda em seis meses

DavidGray/Reuters
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Antecipação das compras e fraca demanda pelos produtos na pandemia levaram à queda no Índice de Gerentes de Compras (PMI)

A indústria brasileira perdeu força no início de 2021, devido ao baixo crescimento do índice de novos produtos (um indicador crucial do futuro das contratações e da produção) em 2020 e por cautela das empresas devido ao coronavírus, apontou hoje (1°) a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, em inglês).

O IHS Markit informou que seu índice PMI caiu a 56,5 em janeiro, de 61,5 em dezembro, embora tenha permanecido acima da marca de 50, que separa o crescimento da contração do índice. A leitura foi a mais baixa desde junho do ano passado.

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“Embora a notícia de que o setor industrial brasileiro tenha continuado sua expansão em janeiro seja boa, o fato do crescimento perder impulso é mais uma vez um motivo de preocupação. O principal sinal de alerta é uma notável redução do crescimento do índice de novos pedidos”, alertou a diretora associada de Economia da IHS Markit, Pollyanna De Lima.

Em janeiro, o índice de novos pedidos, maior subcomponente do PMI, apresentou crescimento, mas foi o ritmo mais fraco dos últimos sete meses. Enquanto algumas empresas vincularam a variação no volume de novos pedidos ao fato dos clientes terem antecipado compras devido a anúncios de futuras altas nos preços, outras disseram que a expansão foi contida pela pandemia e demanda mais fraca pelos produtos.

Após quatro meses de expansão, em janeiro, o índice de novos pedidos para exportação estagnou. Já a produção industrial chegou ao oitavo mês seguido de crescimento no início deste ano, contudo o ritmo foi o mais fraco também desde junho de 2020, diante de restrições à capacidade, escassez de matéria-prima e a crise do coronavírus.

Ao mesmo tempo, os custos dos insumos para a indústria brasileira aumentaram em janeiro, em meio a relatos de escassez mundial de matéria-prima. A taxa de inflação ficou no nível mais baixo em seis meses, mas, ainda assim, mostrou-se acentuada em relação ao período pré-pandemia.

Diante do aumento das despesas, as empresas voltaram a aumentar os preços de bens finais em no último mês, embora a taxa de inflação tenha sido a mais leve em seis meses e ficado muito abaixo daquela observada para os custos de insumos.

“Embora os dados mais recentes tenham mostrado um aumento acentuado no índice de preço de bens finais, a lacuna entre as taxas de inflação dos custos e os preços cobrados (a maior em cinco meses), e isso demonstra que as empresas continuam absorvendo a maior parte do custo adicional”, completou De Lima.

Ao buscar controlar as despesas, os empresários optaram por limitar as contratações em janeiro. Com isso, o aumento no índice de emprego foi o mais fraco na atual sequência de sete meses de criação de vagas, segundo o PMI.

Ainda assim, os fabricantes mantiveram a visão otimista de que a produção expandirá nos próximos 12 meses, e encontram esperanças no início da vacinação contra o coronavírus, no lançamento de novos produtos e em esforços de marketing. (com Reuters)

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