Qualcomm prevê vendas de US$ 7,6 bilhões para segundo trimestre fiscal

Crescimento nas vendas acontece em onda de compradores de dispositivos com conectividade de rede 5G.

Redação
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SergioPerez/Reuters
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Crescimento nas vendas acontece em onda de compradores de dispositivos com conectividade de rede 5G

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A Qualcomm estimou ontem (3) vendas e lucros para o segundo trimestre fiscal acima das expectativas de Wall Street, a empresa previu vendas com um ponto médio de US$ 7,6 bilhões e lucro ajustado em um ponto médio de US$ 1,6 por ação, ante estimativas de US$ 7,1 bilhões e US$ 1,5 por ação, de acordo com dados IBES da Refinitiv.

A previsão é feita diante de movimento puxado por uma onda de compradores de telefones em todo o mundo, que atualizaram seus dispositivos para conectividade de rede 5G. A companhia disse que as vendas de chips para celulares no primeiro trimestre foram de US$ 4,2 bilhões, alta de 79% contra um ano antes. As vendas de chips de radiofrequência, uma área de crescimento da Qualcomm, subiram 157%, para US$ 1 bilhão. As vendas de chips automotivos somaram US$ 212 milhões, um aumento de 44% em relação ao ano anterior.

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A Qualcomm é o maior fornecedor mundial de chips que ajudam os telefones celulares a se conectar a redes de dados celulares, fornecendo chips para a Apple e outros fabricantes de aparelhos. Mas a empresa também está construindo negócios fornecendo chips para montadoras como a General Motors.

Duas das mais novas linhas de negócios da empresa (chips de radiofrequência para ajudar dispositivos a lidar com sinais 5G mais recentes e chips de internet das coisas para dispositivos como fones de ouvido sem fio) agora se tornaram negócios de bilhões de dólares por trimestre. “Se pudéssemos fazer mais, poderíamos vendê-los”, acrescentou Steve Mollenkopf, atual presidente-executivo da Qualcomm.

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Para o primeiro trimestre fiscal encerrado em 27 de dezembro, a Qualcomm disse que as vendas e o lucro ajustado foram de US$ 8,2 bilhões e US$ 2,1 por ação, respectivamente, ante estimativas de analistas de US$ 8,2 bilhões e US$ 2,1 por ação, segundo a Refinitiv. A receita de chip e licenciamento foi de US$ 6,5 bilhões e US$ 1,6 bilhão de, respectivamente, ante estimativas de US$ 6,5 bilhões e US$ 1,7 bilhão, segundo a FactSet.

Cristiano Amon, que assumirá como presidente-executivo em junho, disse que a Qualcomm espera que o fornecimento de chips permaneça apertado até o segundo semestre, mas que a demanda está superando a oferta. A aposta ocorre em momento em que rivais da Huawei, que em grande parte não usavam chips da Qualcomm, passaram a ocupar a fatia de mercado da marca chinesa após os EUA colocarem a empresa em uma lista proibida de comércio no ano passado. “Estamos vendo um crescimento de participação em um nível superior proeminente”, disse Amon.

A companhia prevê um ponto médio de US$ 6,2 bilhões para a receita de seu negócio de chips no segundo trimestre fiscal, superando as estimativas de US$ 5,6 bilhões, de acordo com dados da FactSet. A Qualcomm prevê um ponto médio de vendas para seu negócio de licenciamento, que tem margens maiores do que seu negócio de chips e gera grande parte de seu lucro, de US$ 1,3 bilhão, inferior às estimativas de US$ 1,4 bilhão, de acordo com a FactSet.

As vendas mais altas de chips, e chips com melhores margens, foram responsáveis pela previsão de lucro da empresa acima das expectativas, apesar de ficar aquém das estimativas para seu negócio de licenciamento, disse Akash Palkhiwala, diretor financeiro da Qualcomm, à Reuters. (com Reuters)

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