Rival da Vale, CSN Mineração tem estreia na bolsa prevista para o dia 18

Fernando Soutello/Reuters
Fernando Soutello/Reuters


O ticker utilizado será CMIN3. Oferta deve movimentar mais de R$ 5 bilhões

A CSN Mineração tem estreia prevista na Bolsa para a quinta-feira (18) no nível 2 da B3, similar ao Novo Mercado, mas as empresas listadas têm o direito de manter ações preferenciais (PN). A companhia usará o ticker: CMIN3.

A Oferta Pública Inicial (IPO, em inglês) da companhia está atribuindo cerca de 533 milhões de ações. A CSN Mineração estabeleceu o intervalo indicativo de preço por ação entre R$ 8,50 e R$ 11,35. Caso seja considerado apenas as ações adicionais e o preço médio de R$ 9,93 por ativo, a Companhia Siderúrgica Nacional pode levantar o montante de R$ 5 bilhões. O valor mínimo que pode ser investido é R$ 3 mil e o máximo é R$ 1 milhão.

A companhia pretende utilizar os recursos líquidos provenientes da oferta para fazer frente a uma parcela dos recursos necessários à execução de seus projetos de expansão, tais como o projeto Itabirito P15 e os Projetos de Recuperação de Rejeitos de Barragem Pires e Casa de Pedra. Os recursos líquidos provenientes da oferta secundária serão integralmente repassados aos acionistas vendedores.

A oferta é composta por um conglomerado de bancos que terão percentuais distintos referente a quantidade de ações, com liderança do Morgan Stanley (17,89%), seguido por mais 11 instituições financeiras, como XP (13,16%); Bank of America (9,47%); BTG Pactual (9,47%); Bradesco (9,21%); UBS (9,21%); Santander (5,29%); Caixa (5,26%); Citi (5,26%); Fibra (5,26%); JP Morgan (5,26%) e Safra (5,26%).

Companhia Siderúrgica Nacional

A CSN tem capital social de cerca de R$ 6 bilhões. De acordo com o prospecto, “o capital social poderá ser aumentado, independentemente de reforma estatutária, no valor de até R$1,8 bilhão, mediante a emissão de ações ordinárias.”

Até setembro de 2020, o Ebitda era de R$ 5 bilhões. A receita operacional líquida foi de R$ 8,9 bilhões no mesmo período do ano passado, ante R$ 8,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2019.

A empresa tem histórico de mais de 100 anos na produção de minério de ferro. Atualmente, como segundo maior exportador de minério de ferro no Brasil, a companhia possui uma das maiores reservas de minério de ferro no mundo, certificada em mais de 3,02 bilhões de toneladas de acordo com a auditoria da Snowden, realizada em 2015.

A Companhia Siderúrgica Nacional está localizada no Quadrilátero Ferrífero, região reconhecida por sua riqueza mineral, no centro-sul do Estado de Minas Gerais, no Brasil e possui uma logística integrada que permite um escoamento eficiente via ferrovias da MRS até o terminal portuário TECAR, localizado no Porto de Itaguaí

Com o objetivo de cobrir a alta e crescente demanda por minério de ferro de alta qualidade, a empresa conta com grandes projetos de expansão, os quais a CSN acredita que aumentarão a capacidade de processamento do minério de ferro da Companhia significativamente, passando dos atuais níveis de 33 milhões de toneladas por ano para até 108 milhões de toneladas por ano, até 2033.

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