Bloqueio no Canal de Suez eleva fretes e provoca desvio de navios

Esforços para liberar a embarcação da rota marítima podem levar semanas

Redação
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Os fretes de navios com derivados de petróleo quase dobraram desde que o Ever Given encalhou no canal

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O Canal de Suez intensificou hoje (26) os esforços para desencalhar um navio gigantesco que transporta contêineres e bloqueia a rota marítima vital.

O bloqueio fez os fretes de tanqueiros com derivados de petróleo dispararem e transtornou as cadeias de suprimento globais, de grãos a roupas de bebê.

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Os fretes de navios com derivados de petróleo quase dobraram desde que o Ever Given, de 400 metros de comprimento, encalhou no canal na terça-feira (23).

Os esforços para liberar a embarcação podem levar semanas e ser complicados por condições climáticas instáveis, o que cria o risco de atrasos custosos para empresas que já lidam com as restrições da Covid-19.

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A proprietária do navio, Shoei Kisen, negou uma reportagem segundo a qual ela pretende soltá-lo até a noite de amanhã (27), dizendo que os trabalhos para que ele volte a flutuar continuam.

A SCA (Autoridade do Canal de Suez) disse que os esforços de rebocadores para liberar o navio serão retomados assim que as operações de dragagem feitas em sua proa para retirar 20 mil metros cúbicos de área forem finalizadas.

“Além das dragas já no local, uma draga especial de sucção está com a embarcação agora e começará a trabalhar em breve. Esta draga pode retirar dois mil metros cúbicos de material por hora”, disse a Bernhard Schulte Shipmanagement, a administradora técnica do Ever Given.

A SCA disse que acolheu uma oferta de ajuda dos Estados Unidos. A Turquia também disse que pode enviar uma embarcação ao canal, parte de uma iniciativa recente de Ancara para consertar seus laços tensionados com o Egito depois de anos de animosidade.

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A suspensão do tráfego pelo canal estreito que liga Europa e Ásia aprofunda os problemas de empresas de transporte que já enfrentam transtornos e atrasos no suprimento de bens de varejo para os consumidores.

Analistas acreditam em um impacto maior em tanqueiros menores e derivados de petróleo, como a nafta, e nas exportações de combustíveis de petróleo da Europa à Ásia se o canal permanecer fechado durante semanas.

“Cerca de 20% da nafta da Ásia é suprida pelos mares Mediterrâneo e Negro através do Canal de Suez”, disse Sri Paravaikkarasu, diretor de petróleo asiático da FGE, acrescentando que redirecionar navios pelo Cabo da Boa Esperança pode aumentar as viagens em duas semanas e elevar custos com combustíveis.

O impacto sobre os fretes para os mercados de energia provavelmente será mitigado pelo fato de a demanda de petróleo cru e gás natural liquefeito (LNG) estar na baixa temporada, disseram analistas. (Com Reuters)

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