Cosan foca em subsidiárias e não descarta IPOs em 2021, diz CEO

Reuters/AmandaPerobelli
Reuters/AmandaPerobelli

O anúncio acontece após a conclusão de reorganização societária que unificou três holdings e suas ações negociadas em bolsa

O conglomerado Cosan inicia hoje (10) uma nova etapa em seus mais de 15 anos como empresa listada, que deverá focar em Ofertas Públicas Iniciais (IPOs, em inglês) de três companhias do grupo (Raízen, Compass e Moove) e no fortalecimento da Rumo, já negociada na B3. O anúncio acontece após a conclusão de reorganização societária que unificou três holdings (Cosan Limited, Cosan S.A. e Cosan Logística) e suas ações negociadas em bolsa.

“É uma coisa bastante importante, vínhamos trabalhando há bastante tempo nisso. As três holdings viram uma, e os negócios de infraestrutura, logística e energia ficam debaixo de um mesmo guarda-chuva”, disse à Reuters o presidente da Cosan, Luis Henrique Guimarães, lembrando que listar as quatro plataformas do grupo é um movimento planejado subsequente.

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“A gente comemora e já vira a página, e já vamos atrás de como melhorar o resultado e aplicar o capital”, afirmou o CEO, destacando que a Cosan agora busca cumprir as promessas de IPOs da Raízen, do setor de açúcar, etanol e de vendas de combustíveis, e Compass, que atua na distribuição de gás, produção e comercialização de energia.

A ação da Cosan tem sido negociada em patamar de mais de R$ 90, máxima histórica atingida nesta semana, o que para o executivo é um sinal de que o mercado entende que a simplificação da estrutura qualifica a empresa a continuar tomando suas decisões. Seguindo essa lógica, os IPOs deverão ser realizados – e o CEO não descarta a efetivação das operações ainda neste ano.

Questionado se a movimentação para a oferta de ações da Raízen – que fechou acordo recentemente para incorporar a rival Biosev por R$ 3,6 bilhões mais ações – seria a mais adiantada, Guimarães negou, enfático.

“Raízen não é o processo mais avançado, porque a Compass está pronta, basta eu apertar o botão”, comentou, em referência ao processo do IPO da companhia de gás e energia, que foi cancelado em setembro último devido às condições de mercado e poderia ter levantado mais de 4 bilhões de reais. Ainda sobre a Raízen, o executivo também disse que o IPO está sendo trabalhado com a sócia, a Shell, “para no momento correto poder divulgar as informações”.

“Uma das maiores qualidades é entender os timings de mercado, respeitar a nossa relação com sócio e fazer as coisas dependendo da situação. A ordem (dos IPOs das empresas) vai ser o que é melhor para a companhia e os investidores”, disse.

Ao ser indagado sobre o ambiente para ofertas de ações ainda em 2021, o executivo lembrou que no primeiro trimestre, apesar de todos os desafios gerados pela pandemia, o país tem visto recordes de IPOs.

“Tudo tem muito a ver com a qualidade do ativo e o momento que o mercado está passando. Então eu nunca diria que não teria oportunidade em um ano como este que estamos vivendo”, afirmou, e acrescentou que o avanço da vacinação em várias partes do mundo traz algum alívio.

“Os números estão melhorando, vamos ter um ambiente externo global muito bom, vai depender um pouco do Brasil, de as coisas entrarem em um ritmo legal.”

Em relação à Compass, o executivo comentou que a companhia foi selecionada pela Petrobras como “negociadora exclusiva” no processo de desinvestimento da Gaspetro, holding de distribuição de gás na qual a petroleira tem 51% de participação. “Estamos no momento discutindo os termos e condições”, completou.

A Compass, que já atua em distribuição por meio da Comgás, ainda poderá atuar em térmicas, através da disputa por leilões do governo para novas usinas de geração de energia, assim como operar na comercialização de gás natural, biogás e eletricidade. (com Reuters)

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