Criação de empregos nos EUA supera expectativas em fevereiro

Amanda Peeobelli / Reuters
Amanda Peeobelli / Reuters

O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ofereceu ontem (4) uma visão otimista do mercado de trabalho

A criação de empregos nos Estados Unidos saltou mais do que o esperado em fevereiro em meio à queda dos novos casos de coronavírus, maiores taxas de vacinação e dinheiro adicional do governo para alívio da pandemia, deixando a recuperação do mercado de trabalho de volta num caminho mais firme.

Foram criados no mês passado 379 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola, após um ganho de 166 mil em janeiro, disse o Departamento do Trabalho dos EUA nesta sexta-feira. Em dezembro, a economia fechou vagas pela primeira vez em oito meses.

Economistas consultados pela Reuters previam a criação de 182 mil empregos em fevereiro.

O relatório de emprego também ofereceu um lembrete de que, à medida que os norte-americanos entram no segundo ano da pandemia do coronavírus, a recuperação permanece terrivelmente lenta, com milhões de norte-americanos passando por longos períodos sem trabalho ou pelo desemprego permanente.

O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ofereceu ontem (4) uma visão otimista do mercado de trabalho, mas alertou que o retorno ao pleno emprego este ano é “altamente improvável”.

LEIA MAIS: Tudo sobre finanças e o mercado de ações

Embora a taxa de desemprego tenha caído de 6,3% em janeiro para 6,2% no mês passado, ela continua a ser reduzida por pessoas desempregadas que se classificam erroneamente como “empregadas, mas ausentes do trabalho”.

O mercado de trabalho tem demorado a responder à queda nos casos diários de coronavírus e hospitalizações, que ajudou a impulsionar os gastos do consumidor em janeiro e levou economistas a elevarem drasticamente suas estimativas de crescimento para o Produto Interno Bruto no primeiro trimestre.

Historicamente, o emprego fica atrasado em relação ao crescimento do PIB em cerca de um trimestre, mas sua recuperação só começou em fevereiro, um ano após a economia entrar em recessão no início do surto de Covid-19 nos Estados Unidos.

Embora milhões de pessoas estejam desempregadas, as empresas estão com dificuldades para encontrar trabalhadores, o que contribui para conter o crescimento do emprego.
A pandemia está mantendo alguns trabalhadores em casa, relutantes em aceitar ou retornar a empregos que poderiam expô-los ao vírus.

Os economistas acreditam que o mercado de trabalho norte-americano ganhará força na primavera e no verão no Hemisfério Norte, com as vacinações aumentando diariamente, embora o ritmo de declínio nas infecções por Covid-19 tenha diminuído recentemente. Espera-se também um salto nas contratações com o plano de recuperação de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden, que está sendo analisado pelo Congresso.

(Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).