Dólar deve subir, mas rali perderá força mais à frente em 2021, diz Fórum

Segundo autoridades do Fed, banco central deve ignorar pressões de preços que podem se acumular nos próximos meses

Redação
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Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

Atualmente, rendimento referencial dos EUA está em 1,6191%

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O crescimento econômico e os rendimentos mais altos dos títulos manterão o dólar mais forte por enquanto, mas o rali perderá força mais tarde em 2021 por causa de um Federal Reserve “dovish” e do crescente déficit fiscal dos Estados Unidos, disseram economistas e estrategistas.

A alta do dólar será atenuada nos próximos meses porque a política monetária extraordinária do Fed não resultará em inflação sustentada, disseram eles no Fórum Reuters Global Markets.

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Autoridades do Fed disseram que o banco central vai ignorar as pressões de preços que devem se acumular nos próximos meses e deixar a economia “aquecer” para encorajar mais contratações.

O risco de uma espiral fora de controle da inflação é limitado, porque os preços em alta restringiriam a demanda, e o Fed pode, eventualmente, contar com seu kit de ferramentas, incluindo a orientação futura e controle da curva de juros, para controlar os preços.

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“A inflação que estamos vendo não é uma inflação de estagnação em espiral de salários e preços, é uma inflação de recuperação e transitória”, disse Jeffrey Halley, analista de mercado sênior para a Ásia-Pacífico da Oanda.

Halley espera que o dólar termine o ano em baixa, com o iene japonês chegando a 112,00 por dólar. Atualmente, a moeda japonesa está em 108,99.

Há uma possibilidade real de que os rendimentos dos títulos continuem subindo, mas o Fed não precisa aumentar os juros para combatê-la, disse Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado global da Invesco.

“A operação ‘Twist’ é mais provável”, disse Hooper, acrescentando que espera que o Fed aja apenas se os mercados se tornarem “desordenados” quando o rendimento do Treasury de dez anos atingir 2%.

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O rendimento referencial dos EUA está atualmente em 1,6191%.

“Mas se o rendimento de dez anos subir para até 3% e os mercados forem capazes de digerir o aumento dos ‘yields’, o Fed não entrará em ação”, disse ela.

Eric Freedman, CIO do US Bank Wealth Management, comparou a comunicação entre os mercados e o Fed ao “jogo Marco Polo”, em que os mercados vendem títulos e esperam para ver se o Fed está preocupado com esse nível de taxa de juros.

Freedman disse que os juros teriam que subir e de forma mais abrupta para que o Fed se preocupe. (Com Reuters)

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