Forbes Radar: SLC Agrícola, Yduqs, Magalu, Copel e outros destaques corporativos

O Forbes Radar de hoje (18) destaca os resultados financeiros da Copel, com lucro líquido de R$ 1 bilhão no quarto trimestre, crescimento de 88,4% ante o mesmo período de 2019. Já a SLC Agrícola registrou lucro líquido de R$ 194,2 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 119% em relação a igual período do ano anterior.

Também entre os destaques está a EZ TEC Empreendimentos, que fechou o quarto trimestre de 2020 com lucro líquido de R$ 139 milhões, crescimento de 30% em relação ao último trimestre de 2019.

Veja estes e outros destaques corporativos desta quinta-feira:

SLC Agrícola (SLCE3)

A SLC Agrícola registrou lucro líquido de R$ 194,2 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 119% em relação a igual período do ano anterior, apoiada por um “avanço notável no resultado bruto das culturas”, disse a empresa produtora de grãos.

Já o Ebitda ajustado (lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia atingiu R$ 397,9 milhões no último trimestre do ano passado, avanço de 43,4% na comparação anual.

Considerando todo o ano de 2020, a SLC Agrícola reportou lucro líquido R$ 510,9 milhões, avanço de 62,2% ante 2019, enquanto o Ebitda ajustado da companhia no período somou R$ 960,3 milhões, ganho de 20,7%.

Yduqs (YDUQ3)

O grupo de educação Yduqs teve prejuízo de R$ 102,6 milhões no quarto trimestre, ante lucro de R$ 58,1 milhões no último trimestre de 2019, refletindo os efeitos da crise criada pela pandemia e a gradual descontinuidade do Fies.

A companhia – especializada em ensino superior e dona de Estácio, entre outras marcas – anunciou ontem (17) que sua receita líquida no período cresceu 14,4%, a R$ 963 milhões, refletindo, sobretudo, os efeitos de aquisições, como as do grupos Adtalem e Athenas.

Em termos operacionais, o Ebitda caiu 50,8% ano a ano, para R$ 114,2 milhões, refletindo a perda de receita do programa federal Fies, além de concessão de descontos e maiores provisões para perdas com inadimplência em meio à crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19.

A empresa citou ainda leis e decisões na justiça que implicaram em concessão linear de descontos e provocaram impacto de R$ 83,8 milhões no trimestre.

O segmento presencial da Yduqs fechou 2020 com 335 mil alunos, alta de 8,5%, resultado das aquisições. Sem elas, a base de alunos de graduação caiu em 7,4%. Em contrapartida, o ensino digital a base cresceu 49,8%, número que sobe para 64%, com 427 mil alunos considerando as aquisições.

O Capex da Yduqs somou R$ 194 milhões no trimestre, alta de 44% sobre um ano antes, refletindo maiores investimentos em transformação digital e tecnologia da informação.

A posição de caixa da companhia fechou 2020 em R$ 1,63 bilhão, um aumento de 168,1% em 12 meses, consequência das emissões de dívida para financiamento das recentes aquisições. Ao mesmo tempo, a dívida líquida deu um salto de 190%, para R$ 3,2 bilhões no último ano.

Unipar (UNIP6)

A Unipar teve lucro líquido de R$ 370 milhões em 2020, com o Ebitda na casa de R$ 1 bilhão. A empresa também encerrou o ano passado com receita líquida de R$ 3,8 bilhões, o que representa crescimento de 26,9% comparado aos 12 meses de 2019.

Uma operação mais sólida e sustentável permitiu à Unipar obter uma geração de caixa robusta, cumprir seu cronograma de amortização de dívidas, terminar o ano com caixa de R$ 1,1 bilhão e saldo negativo em sua dívida líquida.

Por avaliar constantemente a melhor estrutura e alocação de capital, a diretoria da Unipar está submetendo à aprovação em sua próxima assembleia-geral a proposta de distribuição de dividendos no total de R$111,7 milhões.

Copel (CPLE6)

A Copel registrou lucro líquido (incluindo operações descontinuadas) de R$ 1 bilhão no quarto trimestre, um montante 88,4% superior aos R$ 596 milhões reportados um ano antes. Em 2020, o lucro líquido foi de R$ 3,9 bilhões, um crescimento de 89,5% em relação a 2019, de R$ 2 bilhões.

No último trimestre, o Ebitda ficou em R$ 1,308 bilhão, alta de 26,5% na comparação com o quarto trimestre de 2019, que foi de R$ 1 bilhão.

O conselho de administração aprovou o plano de neutralidade de carbono com o objetivo de contribuir com os compromissos estabelecidos no Acordo de Paris. O plano visa até 2030 neutralizar a GEE (Emissão de Gases de Efeito Estufa) para os ativos que a Copel detém controle operacional, através da redução e compensação de emissões residuais

O conselho também deliberou a distribuição de dividendos e JCP contra as reservas de retenção de lucros, no montante total de R$ 1,5 bilhão, o equivalente a 40% do lucro líquido ajustado de 2020.

Outra proposta aprovada pelo conselho foram as políticas de investimentos. De acordo com a companhia, “a política estabelece os critérios para a seleção, priorização, avaliação, aprovação e acompanhamento dos investimentos”.

As políticas de investimentos são:

  • Investimentos Operacionais: ampliação de capacidade e modernização dos ativos das concessões de Distribuição, Transmissão e Geração, além da continuidade dos negócios existentes;
  • Investimentos Estratégicos: aquisição e desenvolvimento de novos ativos com ênfase em oportunidades brownfield e que proporcionem sinergias operacionais à companhia. Inclui-se a revisão de portfólio e desinvestimentos;
  • Investimentos em Inovação: projetos voltados à inovação aberta.

Segundo Fato Relevante divulgado pela Copel, a última aprovação feita pelo conselho de administração na noite de ontem (17) foi a criação do 1º Programa de Conversão de Ações e Formação de Certificados de Depósito de Ações (Programa de UNITs). Suas características consistem em:

  • Cada UNIT será composta de 1 ação ordinária e 4 ações preferenciais classe B, e depositadas perante o Banco Bradesco, na qualidade de agente emissor;
  • As UNITs conferirão a seus titulares os mesmos direitos, vantagens e restrições das ações de emissão da companhia por eles representados, inclusive em relação ao pagamento de dividendos, juros sobre o capital próprio e quaisquer outros benefícios;
  • A B3 instituirá carteiras específicas (a serem divulgadas pela Bolsa de Valores) para as quais as ações e PNB deverão ser transferidas (a conversão de ações será permitida nas quantidades estritamente necessárias para viabilizar a formação de UNITs).

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EZ TEC Empreendimentos (EZTC3)

A construtora Eztec teve lucro líquido de R$ 139,7 milhões no quarto trimestre de 2020, montante 30% na comparação com o mesmo período de 2019, com o resultado financeiro compensando o desempenho operacional mais fraco.

A forte alta do IGP-DI, na esteira da valorização do dólar ante o real, teve resultado positivo na carteira de recebíveis da companhia, que financia diretamente as vendas para parte de seus clientes. Assim, o resultado financeiro respondeu sozinho por 55% do lucro do período.

Por outro lado, a receita líquida da Eztec, de R$ 262,2 milhões, mostrou uma queda de 15% ano a ano, com a diminuição no ritmo de obras e de vendas de estoque pronto.

A companhia mencionou queda no ritmo de aprovações de projetos e os efeitos da forte alta de insumos como de aço, cimento, PVC, cobre, esquadrias de alumínio, vidro, elevadores, entre outros.

Com o VGV (Valor Geral de Vendas) desabando 59,2%, o resultado operacional da companhia medido pelo Ebitda somou R$ 75,4 milhões, recuo de 19%.

Em outra frente, a Eztec acelerou novas aquisições de terrenos “devido ao seu acesso diferenciado às oportunidades criadas pela pandemia”, o que resultou numa queima de caixa de R$ 219 milhões no trimestre.

Ainda assim, a companhia afirmou que espera lançar de R$ 2,8 bilhões a R$ 3,3 bilhões em projetos residenciais ao longo de 2021.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

O Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da Blau Farmacêutica pode movimentar cerca de R$ 2,1 bilhões. O cálculo usa a premissa de venda integral das ações ofertadas e que cada papel será vendido a R$ 47,60, no centro da faixa estimada pelos coordenadores da oferta, que vai de R$ 44,60 a R$ 50,60.

Do montante total, cerca de R$ 1,5 bilhão corresponde à venda de ações novas, cujos recursos a empresa pretende usar para expansão de suas fábricas, investir em centros de coleta de plasma nos Estados Unidos, acelerar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, expansão na América Latina e pagar dívidas.

Com sede em Cotia, no estado de São Paulo, a companhia especializada em produtos para tratamento de câncer, doenças sanguíneas e dos rins tem cinco fábricas no Brasil e cinco subsidiárias na América Latina, incluindo Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai.

A operação, que será coordenada por Itaú BBA, Bradesco BBI, BTG Pactual, XP, JPMorgan e Citi, também servirá para o único acionista da empresa, Marcelo Hahn, vender uma fatia no negócio.

CDF

A plataforma de serviços de assistência técnica residencial CDF iniciou ontem (17) o processo para listagem de suas ações na Bolsa de Valores, pretendendo captar recursos para expandir os negócios de forma orgânica e através de aquisições.

Fundada em 2007 e com sede na Grande São Paulo, a CDF tem duas linhas principais de negócios. A primeira, de suporte para problemas de tecnologia, oferece um help desk com atendimento remoto e venda pacotes de assinaturas mensais com tíquete médio em torno de R$ 24 ao mês. A outra envolve serviços de instalação e reparo de eletrodomésticos, além de encanamento e problemas da rede elétrica. Essa divisão é atendida por uma rede de cerca de 7 mil técnicos.

A companhia afirma ter contratos com grandes varejistas e com empresas de energia e seguradoras no país, o que lhe garante estabilidade na receita. Além disso, possui acordos com concessionárias de serviços públicos com duração de cinco anos. Os nomes dos parceiros não foram revelados.

A CDF diz no prospecto preliminar da oferta encaminhada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ter uma base de cerca de 9,1 milhões de clientes ativos e R$ 175 milhões de receita líquida em 2020, uma queda de 8,9% ante o ano anterior.

Além de captar recursos para financiar projetos de expansão da empresa, a oferta servirá para que os atuais sócios, incluindo três pessoas físicas e o fundo Old Bridge, vendam sua participação no negócio. A operação será coordenada por Itaú BBA, Banco ABC BRASIL e XP.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza anunciou ontem (17) a aquisição da plataforma de conteúdo digital de moda, beleza e decoração Steal the Look (STL), por valor não revelado.

Fundada em 2012, a Steal the Look produz conteúdo sobre tendências de moda, beleza e decoração, além de cultura, comportamento e empreendedorismo. Segundo o Magazine Luiza, a STL tem cerca de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais e 6 milhões de visitantes únicos por ano.

Para a varejista, a compra a faz avançar em duas frentes definidas como estratégicas para o ano: expansão em moda e publicidade digital.

“As categorias de moda e beleza, juntas, formam um mercado extremamente pulverizado, ainda pouco digitalizado e com tamanho total de R$ 223 bilhões anuais. Seu potencial online pode alcançar ainda mais bilhões”, disse em nota a diretora-executiva de moda e beleza do Magalu, Silvia Machado.

A varejista entrou no segmento de moda em 2019, com a compra da Netshoes e da Zattini – conquistando um market share relevante logo de início. No ano passado, comprou a Hubsales, passando a conectar fabricantes de moda diretamente ao consumidor final através de seu marketplace.

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3)

O Procon de São Paulo multou a Cia Brasileira de Distribuição, que detém empresas como Pão de Açúcar, Extra e Compre Bem, em R$ 10 bilhões por infringir quatro artigos do Código de Defesa do Consumidor.

Segundo o órgão, a empresa foi punida “por praticar em sua rede de lojas, site e aplicativos irregularidades relacionadas à oferta de produtos, falta de informação ostensiva sobre oferta promocional, publicidade enganosa e cláusulas abusivas em campanha promocional.”

Gol (GOLL4)

A Gol estima operar uma frota média de 74 aeronaves no primeiro trimestre de 2021, o que representará 67% da frota média operada no mesmo trimestre de 2019. A companhia projeta que a receita do trimestre tenha queda próxima de 10% se comparada com o último trimestre de 2020.

A Gol também acredita que irá encerrar o primeiro trimestre de 2021 com R$ 1,9 bilhão em liquidez e R$ 14,3 bilhões em dívida líquida ajustada. “Diversas importantes iniciativas são relevantes para assegurar que a GOL mantenha a liquidez nos patamares esperados no final do 1T21”, informou a empresa.

3R Petroleum (RRRP3) e Petrobras (PETR4)

A 3R Petroleum está a procura de ampliar seu portfólio de ativos da Petrobras, afirmou o diretor financeiro da petroleira, Rodrigo Pizarro, à Reuters.

A companhia, que abriu capital em novembro do ano passado, já fechou até o momento quase US$ 600 milhões em contratos com a petroleira estatal, com a compra de participação e operação de seis polos de campos maduros de petróleo, dos quais US$ 216 milhões já foram pagos. Parte dos valores são desembolsados na assinatura dos contratos e outros montantes dependem do cumprimento de condicionantes, como a própria conclusão do negócio.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig informou que sua subsidiária nos Estados Unidos, a National Beef Packing Company, processadora líder de carne bovina no estado de Iowa, planeja aumentar a capacidade atual de 1.100 cabeças dia, para 2.500 cabeças por dia através de um investimento de cerca de US$ 100 milhões.

O investimento total será realizado nos próximos dois anos e está na política de Capex para crescimento orgânico da companhia. O projeto irá dobrar a capacidade da planta e aumentará a produção de produtos premium.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux informou que a próxima assembleia geral da companhia, convocada para 26 de março, às 11h, será realizada de forma parcialmente digital, ou seja, também será admitida a participação dos acionistas da companhia à distância por meio de sistema eletrônico.

Segundo a empresa, “a decisão da companhia de admitir a participação à distância por meio digital não altera qualquer item da ordem do dia.”

AES Brasil (TIET11) e Itaú Unibanco (ITUB4)

A AES Brasil, controlada pela norte-americana AES, fechou acordo de investimento com o Itaú Unibanco envolvendo um aumento de capital de R$ 855 milhões em uma das empresas do grupo, a Gaimbê Solar, detentora de projetos de geração de energia eólica e solar.

O negócio envolverá a subscrição pelo Itaú de novas ações preferenciais a serem emitidas pela holding responsável pelos projetos renováveis operacionais. A Gaimbê controla subsidiárias associadas ao complexo solar Guaimbê e ao parque eólico Alto Sertão II.

A elétrica, que antes usava o nome de AES Tietê, disse que o acordo com o Itaú “reforça sua capacidade de trazer investidores de qualidade”, bem como o compromisso da instituição financeira com o fomento da geração de energia renovável.

(Com Reuters)

Calendário de divulgação dos próximos resultados:

  • Hapvida (HAPV3) – 18 de março
  • Cyrela Realt (CYRE3) – 18 de março
  • Grupo Soma (SOMA3) – 18 de março
  • C&A Modas (CEAB3) – 18 de março
  • Even (EVEN3) – 18 de março
  • Valid (VLID3) – 18 de março
  • Time For Fun (SHOW3) – 18 de março
  • Tecnisa (TCSA3) – 18 de março
  • Cury Construtora (CURY3) – 18 de março
  • Lavi Empreendimentos (LAVV3) – 18 de março
  • Melnick (MELK3) – 18 de março
  • Light (LIGT3) – 18 de março

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