Ibovespa fecha em alta, mas recua 1,2% na semana com avanço da pandemia

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,91% aos 114.780 pontos, em sintonia com a forte recuperação observada em Nova York após dias de intensa volatilidade para os mercados globais. Na semana, o avanço da pandemia por aqui e na Europa pesou no índice brasileiro, que acumulou queda de 1,2%. No ano, o recuo é de 3,5%.

Na sessão de hoje, o desempenho foi amparado pelo anúncio da criação de uma vacina 100% nacional contra a Covid-19 pelo Instituto Butantan. A perspectiva é de realização de testes do imunizante em abril, início da produção em maio e oferta de 40 milhões de doses a partir de julho, etapas que dependem de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo o Butantan, a vacina já leva em conta a variante brasileira do novo coronavírus e deve oferecer resposta imune maior que as vacinas atuais.

Também no radar dos investidores, o ​Congresso Nacional aprovou ontem (25) a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021 com um remanejamento de mais de R$ 25 bilhões, boa parte destinada a emendas parlamentares. O texto aprovado traz como parâmetro a meta de déficit primário já estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, de R$ 247,1 bilhões para os orçamentos fiscal e da seguridade social. Também estima crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,2% para este ano.

Em análise matinal, a XP Investimentos afirmou que o orçamento é “irreal para 2021”, já que as manobras realizados pelos parlamentares irão “obrigar o governo a bloquear mais de R$ 30 bilhões para recompor as despesas obrigatórias, o que aumenta o risco de paralisação de serviços públicos no segundo semestre.”

Segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central, o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 2,326 bilhões em fevereiro. Com isso, o déficit em 12 meses passou a 0,48% do PIB, ante 0,64% do PIB em janeiro. Por sua vez, os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$ 9,007 bilhões, acima da expectativa no mercado de US$ 6,1 bilhões.

O dólar fechou em forte alta contra o real, ganhando 1,26% e negociado a R$ 5,74 na venda, em meio a um expressivo movimento de compras defensivas diante da falta de perspectivas de melhora econômica em curto prazo, aumento na percepção de riscos e fortalecimento da divisa norte-americana no exterior. Na semana, o dólar saltou 4,6%, a maior alta em nove meses.

No contexto internacional, os preços do petróleo avançaram mais de 4% nesta sexta-feira, por temores de que a oferta global da commodity e de produtos refinados possa ser afetada por semanas devido ao encalhe de um gigante navio porta-contêineres no Canal de Suez. O petróleo Brent fechou em alta de 4,2%, a US$ 64,57 o barril. Já o petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou 4,1%, para US$ 60,97 o barril.

O mercado do petróleo apresentou grande volatilidade nesta semana, com operadores avaliando tanto o impacto potencial do bloqueio do Canal de Suez, que ocorreu na terça-feira, quanto o efeito dos novos lockdowns devido à pandemia de coronavírus.

Em Wall Street, os índices registraram um amplo avanço na sessão, com ações de tecnologia, saúde e financeiras fornecendo impulso em meio a apostas dos investidores de uma recuperação que deve gerar o crescimento econômico mais rápido desde 1984.

Dados divulgados nesta manhã pelo Departamento do Comércio nos EUA revelam que os gastos das famílias norte-americanas tiveram queda de 1% em fevereiro, contra crescimento de 3,4% em janeiro após a liberação de uma rodada de pagamentos diretos às famílias. A renda familiar em fevereiro caiu 7,1%, contra crescimento de 10,1% em janeiro. A expectativa do mercado é de forte avanço nos indicadores de consumo em março, quando os efeitos da rodada mais recente de estímulo ao consumo dos norte-americanos poderão ser observados.

O índice Dow Jones terminou o dia em alta de 1,29% aos 33.072 pontos, o S&P 500 avançou 1,66% aos 3.974 pontos e o Nasdaq ganhou 1,24% aos 13.138 pontos. (Com Reuters)

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