Ibovespa recua 2% na abertura com aumento de tributos para bancos

O Ibovespa opera em queda firme nos primeiros negócios desta terça (2), recuando 2,08% aos 108.037 pontos às 10h20, horário de Brasília, com o mercado reagindo ao anúncio na noite de ontem do aumento na alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras, como os bancos. A medida tem por objetivo compensar a redução a zero do PIS/Cofins incidentes sobre o óleo diesel e gás de cozinha, com impacto estimado de R$ 3,67 bilhões na arrecadação federal.

O presidente Jair Bolsonaro oficializou as mudanças via decreto e medida provisória. As novas alíquotas para o óleo diesel (válida por dois meses) e GLP residencial (sem prazo definido) entram em vigor imediatamente. Para a CSLL, a alíquota foi elevada de 20% para 25% até 31 de dezembro.

A compensação envolve ainda a alteração das regras de IPI para a compra de veículos por pessoas com deficiência e o encerramento do Regime Especial da Indústria Química (REIQ).

As novas regras do IPI na aquisição de veículos por pessoas com deficiência também entrarão em vigor imediatamente. “Já o final do REIQ e o aumento da CSLL das instituições financeiras somente entrarão em vigor em 1º de julho de 2021”, afirmou em nota a Secretaria-Geral da Presidência da República.

“Essa decisão gera uma incerteza institucional”, disse à Reuters Paloma Brum, economista da Toro Investimentos.”Pode ser que agora sejam os bancos, mas depois outras instituições podem ter a tributação elevada.”

Em Wall Street, os índices futuros operam em queda nesta manhã, indicando que os investidores podem tirar o pé das compras na sessão e realizar lucros após as robustas altas de ontem. Às 10h21, o S&P 500 recuava 0,14% aos 3.893 pontos.

O dólar era negociado em forte alta contra o real nesta manhã, subindo 1,57% e superando a marca dos R$ 5,67 nos primeiros negócios do dia, com os investidores reagindo às mudanças tributárias promovidas do presidente Jair Bolsonaro.

Para Paloma, a decisão tributária pode ter impactado ainda nas pressões inflacionárias, principalmente levando em consideração o baixo patamar da taxa Selic. “Isso pode levar a saída de dólares do país”, alertou.

O mercado doméstico segue acompanhando também a leitura do parecer da PEC emergencial, prevista para hoje no Senado. O texto, que abre caminho para o retorno do auxílio emergencial, encontra resistência no Senado por incluir pontos como a desvinculação das receitas de saúde e educação.

O governo negocia com os senadores mudanças nos temas divergentes. Ontem, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o auxílio será pago até junho deste ano em parcelas mensais de R$ 250. (Com Reuters)

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