Ibovespa recua com pressão em Wall Steet, mas PEC Emergencial ameniza tombo na semana

O Ibovespa encerrou o último pregão da semana em queda de 0,72% aos 114.160 pontos, em correção puxada pelo exterior com os rendimentos dos títulos públicos nos EUA pressionando Wall Street e impulsionando o movimento de rotação de carteiras. Na semana, o índice brasileiro perdeu 0,90%, enquanto o índice de blue chips, Dow Jones, subiu 4,07%, com ações do setor de energia e bancos entre os principais suportes.

A taxa do Treasury com vencimento para 10 anos, referência global em segurança no mercado, chegou hoje ao maior nível desde fevereiro do ano passado, a 1,629%.

“Em termos bem resumidos e práticos, a alta (nos rendimentos dos treasuries) eleva o prêmio exigido pelo mercado para a tomada de risco no mercado de renda variável e, consequentemente, reduz o potencial de valorização das ações. Com boa parte das bolsas nas máximas, esse aumento da percepção de risco culmina em uma realização de lucros, com os investidores em busca de um melhor nível de preço para ter um nível de risco x retorno adequado”, explica o analista da Clear Corretora, Rafael Ribeiro.

Nesta semana, o presidente Joe Biden assinou o pacote de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão após aprovação do texto no Congresso e anunciou planos de disponibilizar vacinas para todos os norte-americanos adultos até o dia 1º de maio, colaborando com as expectativas de retomada da economia e pressão inflacionária nos EUA.

Mais cedo, a equipe da XP Investimentos avaliou em nota que “a volatilidade no mercado de juros deve continuar com as perspectivas de reabertura econômica, especialmente após aprovação do pacote de estímulos.”

No contexto doméstico, a sessão conjunta para promulgação da PEC Emergencial acontece na manhã da próxima segunda (14), após a votação dos destaques do texto na Câmara ser concluída em segundo turno na madrugada de hoje. A PEC abre caminho para o retorno do auxílio emergencial e, de acordo o Ministério da Economia, os pagamentos devem ter início ainda neste mês e variar entre R$ 175 e R$ 375.

Com a aprovação da proposta, a Câmara passará a se dedicar a outros temas, como o projeto da Lei do Gás e as reformas tributária e administrativa (que serão destravadas), assim como a privatização da Eletrobras e dos Correios, afirmou o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

O dólar teve leve alta ante o real nesta sexta, subindo 0,30% e negociado a R$ 5,55 na venda. Ao fim de uma semana com fortes oscilações no mercado câmbio, marcada por noticiário fiscal, político e ativa presença do Banco Central, a divisa norte-americana acumulou a maior queda semanal em três meses, perdendo 2,1%.

A aprovação da PEC Emergencial pelo Congresso e a atuação do Banco Central foram determinantes para o alívio na taxa de câmbio. Pelos cálculos do Citi, o Bacen ofertou na semana US$ 3,2 bilhões em contratos de swap cambial tradicional, sendo US$ 750 milhões apenas nesta sexta. O swap cambial tradicional é um derivativo cuja venda equivale a uma injeção de liquidez no mercado futuro, ajudando a amenizar pressões de alta sobre o dólar.

O Banco Central também realizou venda de dólar à vista nesta semana, diversificando os instrumentos de atuação num período em que a moeda chegou a quase R$ 5,90, máximas em dez meses.

Para estrategistas do Citi, o maior ativismo do Bacen pode ter como pano de fundo o desejo de um dólar mais baixo antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana, em meio a receios sobre o repasse das flutuações no câmbio aos preços da economia. (Com Reuters)

DESTAQUES DO IBOVESPA

Maiores Altas
EMBR3: +4,80% a R$ 14,40
MULT3: +3,94% a R$ 23,21
EZTC3: +3,03% a R$ 31,66
LREN3: +2,82% a R$ 41,56
CPLE6: +2,61% a R$ 6,30

Maiores Baixas
BTOW3: -5,21% a R$ 63,91
VVAR3: -4,22% a R$ 11,80
LAME4: -3,56% a R$ 21,67
B3SA3: -2,40% a R$ 55,34
USIM5: -2,31% a R$ 16,88

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