Ibovespa sobe com Nova York, mas ruídos domésticos pressionam o câmbio

O Ibovespa encerrou o primeiro pregão da semana no azul, subindo 0,60% aos 114.850 pontos amparado pela recuperação nos índices em Wall Street. O vencimento de opções sobre ações na B3 e os ruídos políticos, no entanto, garantiram a volatilidade no índice brasileiro em dia de poucos negócios na Bolsa.

O dólar começou a semana em firme alta contra o real, ganhando 1,43% e negociado a R$ 5,63 na venda, em dia de fluxo negativo e com operadores atentos a movimentações políticas relacionadas à pandemia. A divisa norte-americana se manteve em rota ascendente na sessão a despeito de novas intervenções do Banco Central, que injetou US$ 500 milhões via swaps cambiais e US$ 1,065 bilhão por meio de leilão à vista.

O governo federal ainda procura um substituto para o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apesar das negativas do ministério sobre a mudança no comando. A médica Ludhmila Hajjar, um dos nomes cotados para o posto, declinou hoje o convite alegando “motivos técnicos”.

“A pandemia ainda tem altos custos econômicos, sociais e de saúde, e todos eles sugerem que a recuperação econômica pode estagnar e que as contas fiscais e a dívida pública provavelmente permanecerão sob pressão”, avaliam estrategistas do Société Générale.

Também entre os destaques políticos está a promulgação realizada hoje da PEC Emergencial pelo Congresso Nacional. Além de trazer gatilhos para contenção de despesas em caso de crise fiscal, a proposta abre caminho para a concessão de auxílio financeiro aos brasileiros mais atingidos pela pandemia de Covid-19 no limite total de R$ 44 bilhões.

No Brasil e nos EUA, a atenção dos investidores na semana está voltada para a próxima quarta (17), dia em que serão conhecidas as decisões de política monetária de ambos os países. A expectativa no plano doméstico é de elevação na taxa Selic na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) após a aprovação da autonomia do Banco Central, que deverá analisar o avanço da inflação no país ante os desafios da recuperação econômica.

No Boletim Focus desta semana, o mercado projeta que a taxa suba 0,50 ponto percentual, para 2,50% ao ano. O levantamento apontou também que a projeção é de Selic de 4,50% ao final de 2021.

Para a inflação neste ano, a projeção subiu pela 10ª semana seguida e chegou a 4,60%, de 3,98% antes e bem acima do centro da meta oficial, de 3,75%. A margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Já nos EUA, a inflação acumulada nos últimos 12 meses fechou fevereiro em 1,7%. O chair do Fed, Jerome Powell, já sinalizou que a política monetária norte-americana deve permanecer inalterada até que haja uma redução acentuada na taxa de desemprego do país.

No fechamento do pregão em Nova York, o Nasdaq Composite avançou 1,05% aos 13.459 pontos na esteira do arrefecimento nos rendimentos dos treasuries. A taxa do título com vencimento para 10 anos era de 1,612% na publicação deste texto, o maior patamar desde fevereiro de 2020, mas em leve queda nesta segunda.

“Com as notícias positivas das vacinas e o estímulo, acreditamos que continuará a haver uma boa migração para fora de ações que se beneficiam do distanciamento social”, disse Greg Bassuk, CEO da AXS Investments. “Estamos otimistas com os setores de serviços financeiros e energia na saída da pandemia.”

O S&P 500 terminou o dia ganhando 0,65% aos 3.968 pontos, com nove dos 11 principais índices setoriais subindo no pregão, liderados por serviços públicos e imobiliário, cada um com alta superior a 1%. O índice Dow Jones fechou a sessão em alta de 0,53% aos 32.953 pontos. (Com Reuters)

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