Intervenções no câmbio não têm relação com cenário inflacionário, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central disse hoje (25) que a associação entre os dois fatores é um "equívoco"

Redação
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Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Neto disse que o BC calcula o volume necessário da intervenção e divide as atuações ao longo de dias

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse hoje (25) se tratar de um equívoco a associação entre as intervenções no câmbio feitas pela autoridade monetária quando o real está apreciando e o cenário inflacionário.

“Gostaria de deixar bem claro que nós entendemos que o efeito que o câmbio traz é o inflacionário através dos canais, a gente tem olhado isso há bastante tempo”, disse Campos Neto em entrevista à imprensa.”Acreditamos no princípio da separação, ou seja, política monetária se faz com juro, câmbio é flutuante, e temos uma parte macroprudencial para a estabilidade financeira”, completou.

LEIA MAIS: Campos Neto diz que parte do movimento do câmbio não tem respaldo em fundamentos

Neto destacou ainda que, quando vai atuar no câmbio para sanar alguma disfuncionalidade, o BC calcula o volume necessário da intervenção e por vezes divide as atuações ao longo de dias.

“Ao menos que tenha uma mudança muito grande no patamar de câmbio, você vai acabar fazendo um movimento geral menor nos últimos dias com o câmbio apreciando”, explicou ele.

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“Continuamos atuando exatamente do mesmo jeito , mas, por alguma razão, toda vez que uma intervenção é feita com o câmbio apreciado existe a percepção de que ela foi alterada”, acrescentou o presidente do Banco Central. (Com Reuters)

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