Carteira recomendada: Vale e B3 são as ações mais sugeridas para abril

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A Forbes analisou 24 carteiras recomendadas de bancos e corretoras e levantou quais foram as ações sugeridas para abril

Passada a temporada de balanços do último trimestre de 2020, analistas e estrategistas de bancos de investimentos e corretoras de valores apontam suas reflexões sobre o mercado de ações e economia nas carteiras recomendadas de abril. A Vale segue em primeiro lugar entre os papéis mais sugeridos pelo quarto mês consecutivo, mas com atenção redobrada do mercado aos impactos do preço de minério de ferro e consumo chinês nas operações da companhia.

Na sequência, a B3 ocupa há dois meses a segunda posição entre as ações mais recomendadas por bancos e corretoras. Entre as mudanças sugeridas para o mês está a Via Varejo, que subiu de cinco recomendações em março para nove em abril. No quarto trimestre de 2020, a empresa registrou lucro líquido de 336 milhões e anual de R$ 1 bilhão, crescimento apoiado pela transformação tecnológica.

O Forbes Money avaliou vinte e quatro recomendações de bancos e corretoras para compilar os ativos mais sugeridos no mês de abril. Veja abaixo a íntegra das recomendações:

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Ações mais recomendadas entre 24 carteiras de bancos e corretoras

Veja algumas análises de especialistas e as ações mais recomendadas para abril:

  • Vale (VALE3) – 17 recomendações

    Safra: “Estamos reduzindo levemente o peso de Vale em nossa carteira recomendada. O ambiente positivo dos preços de minério de ferro favorece os resultados da empresa. Além disso, a Vale produz minério com alto teor de ferro, cuja procura pode se sobressair com a estratégia de redução de emissões de gases poluentes na China. Considerando que a Vale possui um baixo nível de endividamento e não tem necessidade de investimento significativo, acreditamos que ela deva continuar a gerar um fluxo de caixa forte que deve se traduzir em pagamentos de dividendos atrativos.”

    XP: “Atribuímos a performance levemente negativa das ações da Vale em relação ao Ibovespa à forte queda dos preços de minério de ferro para US$ 165,15/t (-6% no mês), mais do que compensando a leve alta do dólar no período. O preço da commodity vem sendo bastante impactado pelas notícias de restrição de produção de aço na China, apesar da alta de 13% ano contra ano na produção de aço no acumulado de janeiro e fevereiro, além de outros sinais de diminuição da demanda por aço, visto que o crescimento no desenvolvimento de propriedades e infraestrutura começou a diminuir, enquanto e os estoques de vergalhão na China começaram a crescer rapidamente. Adiante, esperamos um retorno de dividendos anualizado de 8,8% em 2021.”

    Reuter/Ricardo Moraes
  • B3 (B3SA3) – 11 recomendações

    Orama Investimentos: “A B3 atua em um segmento de grande relevância e com barreiras de entrada que tornam a chegada de concorrentes bastante complicada. Operar um setor como este requer, além de mão de obra, um robusto sistema tecnológico, e esses fatores acabam dificultando a consolidação da concorrência. A falta de concorrentes ainda traz um benefício importante para a B3, que é o fato de a empresa ganhar em todos os cenários, visto que a volatilidade do mercado acaba aumentando os volumes negociados e consequentemente gerando mais receita para a empresa. Continuamos enxergando crescimento no número de CPFs na bolsa, dado que entendemos que esse é um movimento estrutural para a população brasileira. Esse movimento, assim como o aumento na volatilidade dos mercados, também acaba gerando maiores volumes operados e maior receita.”

    Toro Investimentos: “A B3 segue se beneficiando do bom momento do Ibovespa e das quedas consecutivas da taxa básica de juros (2,75%). O número de investidores na Bolsa tem batido sucessivos recordes e o investimento em renda variável deve ganhar cada vez mais espaço na cultura financeira do brasileiro. No início do mês, inclusive, o Banco Central decidirá novamente a taxa Selic e há boas chances de que ela seja mais uma vez cortada. Bom para a B3.”

    Reuters
  • Via Varejo (VVAR3) – 9 recomendações

    Singulare: “A Via Varejo é líder de vendas no varejo de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e móveis no Brasil, operando através de marcas bastante fortes no país, como Casas Bahia e Pontofrio. Nossa recomendação de compra para as ações da companhia está baseada nos seguintes fatores: Valuation descontado da empresa, com a ação negociando a R$ 12,07 ante preço-justo estimado em R$ 24 por papel e a expectativa de forte crescimento do top line, por conta do momento de transformação digital que a empresa vive.”

    Planner: “A ação da Via Varejo sofreu variações neste começo de ano após a confirmação de bons resultados em 2020. A administração da companhia passou ao mercado uma confiança de sequência de bom desempenho de vendas, explorando sua ampla rede de lojas no Brasil e as vendas online. A forte reestruturação da companhia e o foco no digital trouxeram resultados expressivos nos diversos canais de negócios, o que deverá continuar neste ano. O setor tem uma sazonalidade natural, que vem afetando as ações dos demais players do comércio e varejo, em período de instabilidade na economia e na política, ficando a expectativa de retomada atrelada a uma aceleração da vacinação no país e consequente flexibilização para a retomada das atividades.”

    Instagram

Vale (VALE3) – 17 recomendações

Safra: “Estamos reduzindo levemente o peso de Vale em nossa carteira recomendada. O ambiente positivo dos preços de minério de ferro favorece os resultados da empresa. Além disso, a Vale produz minério com alto teor de ferro, cuja procura pode se sobressair com a estratégia de redução de emissões de gases poluentes na China. Considerando que a Vale possui um baixo nível de endividamento e não tem necessidade de investimento significativo, acreditamos que ela deva continuar a gerar um fluxo de caixa forte que deve se traduzir em pagamentos de dividendos atrativos.”

XP: “Atribuímos a performance levemente negativa das ações da Vale em relação ao Ibovespa à forte queda dos preços de minério de ferro para US$ 165,15/t (-6% no mês), mais do que compensando a leve alta do dólar no período. O preço da commodity vem sendo bastante impactado pelas notícias de restrição de produção de aço na China, apesar da alta de 13% ano contra ano na produção de aço no acumulado de janeiro e fevereiro, além de outros sinais de diminuição da demanda por aço, visto que o crescimento no desenvolvimento de propriedades e infraestrutura começou a diminuir, enquanto e os estoques de vergalhão na China começaram a crescer rapidamente. Adiante, esperamos um retorno de dividendos anualizado de 8,8% em 2021.”

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