Faturamento do setor mineral no Brasil cresce 95% no 1º trimestre, aponta Ibram

Lunae Parracho/Reuters
Lunae Parracho/Reuters

A produção mineral no primeiro trimestre somou 227 milhões de toneladas no período

O faturamento do setor mineral no Brasil somou R$ 70 bilhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 95% ante o mesmo período de 2020, com impulso de preços que deverão seguir firmes, podendo se acomodar somente em 2022, avaliou o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).

O forte crescimento, segundo o presidente do Conselho Diretor do Ibram, Wilson Brumer, foi devido à recuperação da economia chinesa após a crise do coronavírus, além da alta nos preços das commodities e a desvalorização do real frente ao dólar.

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A produção mineral no primeiro trimestre somou 227 milhões de toneladas, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado, com impulso do minério de ferro.

Brumer acredita que os preços das commodities poderão permanecer expressivos enquanto houver recuperação econômica de grandes consumidores, como China, Estados Unidos e Europa. No entanto, ele acredita que os valores poderão se estabilizar.

“Pode ser que os preços das commodities continuem crescendo, mas eu diria de maneira conservadora que a tendência. Em 2022 os preços tendem a se acomodar”, disse Brumer, ao participar de coletiva de imprensa sobre os resultados do setor no trimestre.

O Ibram publicou ainda que o Brasil arrecadou R$ 2,1 bilhões em royalties da mineração nos primeiros três meses do ano, alta de mais de 100% ante o mesmo período do ano passado.

“Importante frisar que boa parte do Cfem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), 60%, vai para municípios produtores. Isso se reflete muitas vezes quando se compara o IDH dos municípios mineradores com os demais”, disse o diretor-presidente do Ibram, Flávio Penido.

O minério de ferro foi o que mais arrecadou no período, um total de R$ 1,7 bilhão, ante R$ 787 milhões no ano anterior. Já na comparação entre os estados, o Pará foi o que mais arrecadou, com um total de R$ 1 bilhão no período, ante R$ 519 milhões um ano antes. Minas Gerais, por sua vez, arrecadou R$ 881 milhões no primeiro trimestre, contra R$ 393 milhões um ano antes.

Brumer destacou que o recolhimento da Cfem vem crescendo a cada ano, atingindo no ano passado 6 bilhões de reais. “Pode ser que tenhamos um recolhimento entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões neste ano, mas é apenas uma expectativa”, afirmou.

INVESTIMENTOS

O Ibram apresentou ainda uma estimativa de investimentos no setor mineral no Brasil de US$ 38 bilhões, entre 2021 e 2025, o mesmo valor que havia sido estimado para o período 2020-2024.

O Estado de Minas Gerais tem a maior previsão de aportes, de US$ 13 bilhões. A Bahia tem previsão de receber US$ 11 bilhões. Já o Pará deverá receber US$ 9 bilhões no período.

“Minas Gerais continua forte nos seus investimentos, não só de manutenções de instalações atuais, como também na área ambiental”, disse Brumer. (Com Reuters)

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