Goldman Sachs será o segundo grande banco norte-americano a oferecer bitcoins aos clientes

Reprodução/Forbes
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Anúncio do banco ocorre poucas semanas depois do Morgan Stanley oficializar a oferta da criptomoeda para seus clientes

Menos de duas semanas depois do Morgan Stanley afirmar que vai começar a oferecer exposição de bitcoin para seus clientes, o Goldman Sachs também anunciou que está se aprofundando no mercado de criptomoedas. Em entrevista à rede de TV norte-americana CNBC, porta-vozes do banco afirmaram que estão se preparando para oferecer um “amplo espectro” de investimentos em criptomoedas para seus clientes premium (com grandes patrimônios) nos próximos meses.

O Goldman espera começar a oferecer exposição em bitcoin aos clientes de sua divisão de gestão de fortunas privadas no segundo trimestre, disse Mary Rich, a nova diretora global de ativos digitais do banco. Embora o Goldman ainda não tenha declarado quais investimentos em criptomoedas serão ofertados aos clientes, Rich disse que o banco espera incluir tokens digitais, bem como derivativos e veículos de investimento tradicionais.

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A notícia vem semanas depois do Goldman reiniciar sua mesa de negociação de criptomoedas em meio à disparada nos preços do bitcoin, atuando como um formador de mercado na compra e venda de títulos em nome de clientes, mas não gerenciando ativamente as criptomoedas.

Na última semana, o bitcoin era cotado no exterior acima dos US$ 58 mil, uma valorização de 810% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

“O Bitcoin está em um caminho inevitável para ter a mesma ou uma capitalização de mercado mais alta que o ouro”, disse o investidor em criptomoedas Michael Novogratz à CNBC na quarta. “É a rapidez com que a adoção acontece. A adoção está acontecendo mais rápido do que eu previ – é chocante para mim a rapidez com que as pessoas estão entrando no sistema.” A atual capitalização de mercado do ouro é de cerca de US$ 10,6 trilhões, enquanto o bitcoin está próximo de US$ 1,1 trilhão na última semana.

Uma onda de adoção institucional e preocupações inflacionárias ajudaram os preços do bitcoin – e o mercado de criptomoedas – a atingir novas máximas neste ano. Há alguns dias, o bilionário Elon Musk tweetou que a Tesla começaria a aceitar o bitcoin para compras de veículos e que iria reter a criptomoeda como ativo, em vez de convertê-la em dólares ou outra moeda fiduciária. Também neste mês, a Fidelity Investments entrou com o pedido do seu primeiro fundo de bitcoin negociado em Bolsa, enquanto o poderoso banco Morgan Stanley disse que passará a ofertar a negociação de bitcoins a seus clientes, embora esteja limitando a oferta destes produtos a investidores com “uma tolerância agressiva a riscos”.

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