Ibovespa abre em leve queda entre riscos domésticos e exterior positivo

O Ibovespa opera em queda nos primeiros negócios desta sexta-feira, recuando 0,10% aos 120.496 pontos às 10h17, horário de Brasília, pressionado pelo contexto doméstico em meio ao avanço de mais de 2% na semana. O orçamento de 2021 segue indefinido em Brasília, aumentando o ambiente de preocupações com o lado fiscal e a cautela do mercado diante das incertezas nas negociações no fim de semana.

Ontem, o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou em plenário a anulação das condenações do ex-presidente Lula no âmbito da operação Lava Jato, garantindo o retorno dos seus direitos políticos.

O dólar sobe 0,63% contra o real nesta sexta-feira, negociado a R$ 5,65 na venda, mas caminha para encerrar a semana com leves perdas, refletindo o clima positivo no exterior após dados promissores das principais economias globais, embora os investidores continuem de olho nas incertezas fiscais e políticas domésticas.

De acordo com Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, o contexto juros x inflação dos últimos 12 meses colabora para a desvalorização do real frente aos pares globais. “O Brasil tem o menor juros real, menor até que os EUA, Europa, México e outros países que são nossos pares, isso é um dos principais motivos para a nossa moeda tão desvalorizada frente aos pares internacionais”, avalia, acrescentando que a normalização da política monetária deve colaborar para uma recuperação da divida brasileira.

A próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) acontece nos dias 5 e 6 de maio, a expectativa é de nova elevação de 0,75 ponto percentual na taxa de juros.

No contexto internacional, o tom dos mercados é positivo nesta manhã. Os índices de ações operam em firme alta na Europa e os contratos futuros em Wall Street registram mais um dia de ganhos. O viés positivo é ainda impulsionado pelos indicadores norte-americanos e balanços corporativos.

Na Ásia, a recuperação econômica da China acelerou com força no primeiro trimestre de 2021, para um crescimento recorde de 18,3% em relação à forte queda do ano anterior devido ao coronavírus. O avanço do PIB chinês, no entanto, veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava crescimento de 19,2%.

As vendas no varejo da China dispararam 34,2% em março sobre o mesmo período do ano anterior, superando a expectativa de ganho de 28,0% e o salto de 33,8% visto nos dois primeiros meses do ano. A produção industrial cresceu 14,1% em março sobre o ano anterior, após salto de 35,1% em janeiro-fevereiro e atrás da projeção de economistas de 17,2%.

As ações na China fecharam em alta hoje, impulsionadas pelo resultado do PIB trimestral, embora as preocupações persistentes com o aperto da política monetária tenham colaborado para um recuo na semana. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,35% aos 4.966 pontos. No acumulado da semana, o CSI300 caiu 1,4%. (Com Reuters)

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