Ibovespa opera em alta com balanços e noticiário corporativo no radar

O dólar recua contra o real, perdendo 0,73% e negociado a R$ 5,45 na venda, acompanhando a fraqueza da divisa no exterior

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa opera em alta na abertura dos negócios desta segunda-feira (26) na B3, ganhando 0,52% aos 121.152 pontos às 10h09, horário de Brasília, em dia de mercados de lado no exterior, mas com agenda agitada para a semana que tem instalação da CPI da Covid-19 em Brasília, decisão de política monetária nos EUA e balanços corporativos por aqui e lá fora.

Entre os resultados do primeiro trimestre, destaque na Bolsa brasileira para os números da Vale, WEG e CSN, entre os mais de 20 balanços esperados para a semana. No exterior, cerca de 50% do S&P 500 reporta resultados na semana, com as gigantes de tecnologia (Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Google) ocupando os holofotes.

No lado corporativo, a notícia do dia é o acordo de associação para incorporação da Cia Hering pelo Grupo Soma. De acordo com fatos relevantes emitidos por ambas as empresas, os acionistas da Cia Hering receberão 1 ação ON e 1 PN da nova companhia por cada ação que detêm atualmente.

Fica ainda no radar dos investidores a notícia divulgada no fim de semana pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de que um primeiro texto da reforma tributária será apresentado no dia 3 de maio. Ele reforçou em suas redes sociais que o Congresso tem o compromisso de votar ainda neste ano as reformas tributária e administrativa.

“A sinalização de que o Congresso pode apresentar uma versão inicial do texto … pode ser vista como um bom indicativo para a retomada da agenda de reformas”, disse Ricardo França, analista da Ágora Investimentos, em um morning call.

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Nos indicadores, o Boletim Focus de hoje trouxe uma elevação nas expectativas para a taxa básica de juros, subindo a 5,50% em 2021, ante 5,25% na semana anterior. Para 2022 a Selic foi calculada em 6,13% na mediana das projeções, contra 6% antes.

Já para a inflação, os especialistas consultados passaram a ver uma taxa de 5,01% neste ano, de 4,92% antes, aproximando-se cada vez mais do teto da meta: o centro do objetivo é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central volta a se reunir na próxima semana para nova decisão sobre a taxa de juros, atualmente em 2,75%. A expectativa no Focus é de um aumento para 3,5% no encontro.

O dólar recua contra o real nesta segunda-feira, perdendo 0,73% e negociado a R$ 5,45 na venda, acompanhando a fraqueza da divisa no exterior na sessão, enquanto operadores monitoram a agenda da semana.

Em Wall Street, os índices futuros operam em campo misto nesta manhã e próximos da estabilidade. O mercado norte-americano acompanha na semana a reunião de política monetária do Federal Reserve, com fim previsto para a quarta-feira, enquanto a Casa Branca trabalha na proposta do novo plano econômico do presidente Joe Biden, estimado em US$ 1 trilhão. O texto deve aumentar a cobrança de impostos para os mais ricos no país, quase dobrando a alíquota de tributo sobre ganho de capital entre a população com renda anual acima de US$ 1 milhão.

Nos indicadores dos EUA, os pedidos de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves, aumentaram 0,9% no mês passado, informou o Departamento de Comércio do país hoje. O chamado núcleo dos pedidos de bens de capital caiu 0,8% em fevereiro, depois que temperaturas extremamente baixas atingiram grande parte do país.

Economistas consultados pela agência Reuters previam um aumento de 1,5% nas encomendas do núcleo de bens de capital em março. (Com Reuters)

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