Ibovespa sobe com impulso por riscos global; mercado doméstico monitora LDO

O Ibovespa trabalha no azul nos primeiros negócios desta quinta-feira (15), em alta de 0,60% aos 121.014 pontos às 10h12, horário de Brasília, acompanhando a renovação do apetite por riscos nos mercados globais com projeções de reabertura das economias e dados positivos da temporada de balanços nos Estados Unidos. Ontem, JP Morgan e Goldman Sachs apresentaram resultados acima das expectativas do mercado, enquanto hoje são conhecidos os números de Bank of America e Citigroup.

No Brasil, as atenções do mercado se voltam hoje para a apresentação pelo governo do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, estabelecendo os parâmetros para a peça orçamentária do próximo ano, incluindo uma meta fiscal. A LDO é apresentada sem uma solução para o impasse em torno do Orçamento de 2021. O governo trabalha com a hipótese de veto parcial do texto do orçamento e envio de um projeto de lei para recompor as despesas obrigatórias.

Nos indicadores, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou em abril, subindo 1,58% no mês, ante avanço de 2,99% em março, com a queda nos preços das matérias-primas ajudando a aliviar a pressão geral no atacado. O índice acumula alta de 9,16% no ano e de de 31,74% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta manhã pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Já o volume do setor de serviços do Brasil cresceu 3,7% fevereiro em relação a janeiro e teve queda de 2,0% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã. Com o resultado, o setor acumula em nove meses crescimento de 24,0%, recuperando-se da perda de 18,6% registrada nos meses de março a maio de 2020 devido à pandemia.

O dólar opera em queda contra o real na manhã desta quinta-feira, recuando 1,28% e negociado a R$ 5,59 na venda, mais uma vez influenciado pelo ambiente externo propício a riscos. Os investidores devem monitorar na pauta doméstica a entrega da LDO de 2022 em meio ao ambiente de incertezas fiscais.

Analistas e o próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconhecem o peso da preocupação fiscal nos preços do dólar, que nos atuais patamares faz do real a moeda mais barata no mundo, segundo o Deutsche Bank.

Em Wall Street, os índices futuros de ações operam em firme alta, impulsionados por robustos balanços do primeiro trimestre deste ano, dados de recuperação da economia e pelo avanço da vacinação nos EUA. O país já tem quase 40% da população imunizada com ao menos uma dose contra a Covid-19.

As vendas do varejo norte-americano cresceram 9,8% em março, informou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira, impulsionadas pela última rodada de pagamentos diretos às famílias enviado pela Casa Branca. Já os novos pedidos de auxílio desemprego caíram para 576 mil solicitações na semana encerrada em 10 de abril, o menor patamar desde o início da pandemia. Na semana anterior, os novos pedidos somaram 769 mil, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. (Com Reuters)

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