Ibovespa sobe quase 2% em abril e marca segunda alta mensal consecutiva

O Ibovespa perdeu o patamar dos 119 mil pontos na sessão de hoje (30) e fechou em queda de 0,98% aos 118.893 pontos, com o recuo das Bolsas norte-americanas pressionando o índice brasileiro. Dados mostrando uma desaceleração na atividade industrial da China colaboraram para o mau humor do mercado no dia. Na semana, o índice brasileiro perdeu 1,36%. Em abril, no entanto, avançou 1,94%

A pressão negativa no dia veio ainda da queda de 2,62% da Vale ON (VALE3), refletindo o recuo nas cotações do minério de ferro no exterior.

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De acordo com Lucas Marins, analista de equities da Investmind, o mês de abril foi marcado pela alta dos papéis ligados a commodities. O índice de materiais básicos (IMAT) teve alta de cerca de 13% no mês, puxado pela alta das ações da Vale e das siderúrgicas.

Entre as altas, o destaque fica pelas ações da Hering (HGTX3), com valorização de 71% após combinar seus negócios com o Grupo Soma. “Do lado das quedas, destaque para BRF, com queda acumulada de 17,57%, seguindo o pessimismo do mercado com a alta do preço do milho e soja com o potencial de aumento de custos e compressão de margens pela empresa”, diz Marins.

A semana foi marcada pelo noticiário corporativo, com os balanços corporativos e anúncios de fusão mexendo nos ativos. Entre os balanços, o destaque vai para Santander na quarta-feira (28), que trouxe lucro acima do esperado e gerou mais expectativa pelos resultados dos rivais. Já quanto a fusões e aquisições, o anúncio de que o Grupo Soma comprou a Cia. Hering no início da semana, e da combinação de operações entre Lojas Americanas e B2W, trouxeram otimismo acerca das perspectivas de recuperação da economia.

O dólar subiu 1,76% ante o real nesta sexta-feira, fechando a R$ 5,4310 na venda, seguindo a recuperação da moeda norte-americana frente aos pares internacionais. A disputa pela formação da Ptax também trouxe pressão ao câmbio. Ainda assim, o dólar acumulou queda de 1,22% na semana e recuo de 3,49% em abril.

O Rabobank projeta que o dólar ficará em R$ 5,45 ao fim de maio, o que aponta estabilidade em relação ao fechamento desta sexta. Em dezembro, a estimativa é que a moeda ficará mais barata, valendo R$ 5,35, com alta das commodities e menor temor sobre reflação global.
Em nota, os estrategistas Mauricio Une e Gabriel Santos destacam expectativa de melhora nos ingressos de recursos ao país, com aumento das estimativas para exportações neste ano, o que ajudará o Brasil a registrar superávit em conta corrente de US$ 2,0 bilhões, segundo cálculos do banco que incluem ainda aumento de 70% (US$ 20,1 bilhões) nos investimentos diretos no país (IDP), para US$ 54,3 bilhões.

“Isso deve em parte levar a uma apreciação do real até o fim do ano”, disseram os estrategistas.

No exterior, as Bolsas em Nova York também fecharam o dia no vermelho, em dia de realização de lucros amparado pelo avanço da pandemia na Índia, que levou os Estados Unidos a determinar a restrição de voos vindos do país a partir da próxima terça-feira (4). Na sessão, o S&P 500 caiu 0,72%, o Nasdaq, 0,75% e o Dow Jones, 0,84%.

No mês de abril, no entanto, os índices acumularam ganhos. O S&P 500 marcou o terceiro mês consecutivo de alta, de 4,01%, em um período marcado por renovações de recordes. O Nasdaq ganhou 3,58% no mês, e o Dow Jones, 2,18%.

A última semana do mês também foi cheia nos Estados Unidos: o PIB (Produto Interno Bruto) do país superou as expectativas no primeiro trimestre e marcou crescimento de 6,4%, refletindo que o compromisso da administração de Joe Biden em buscar a recuperação tem surtido efeitos. Os balanços também movimentaram os mercados nos últimos dias, com destaque para quatro das cinco maiores companhias tecnológicas, Apple, Amazon, Facebook e Alphabet, a dona do Google. Todas trouxeram lucro acima do projetado pelo mercado. (Com Reuters)

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