Quase 500 pessoas se tornaram bilionárias no último ano

Reprodução/Forbes
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Chamath Palihapitiya, Tim Cook e Kim Kardashian West estão entre os 493 recém-chegados à lista de bilionário da Forbes

A Covid-19 não impediu o surgimento de novos bilionários, que se multiplicaram a uma taxa impressionante em relação ao ano passado. Em um recorde, 493 pessoas se juntaram à lista de Bilionários do Mundo da Forbes este ano. Isso significa que o mundo, em média, ganhou um novo bilionário a cada 17 horas desde a última vez que a Forbes divulgou a lista de bilionários em 18 de março de 2020. O recorde anterior para novos bilionários em um ano foi em 2015, com 290 novos nomes.

O patrimônio líquido médio desses 493 recém-chegados é de US$ 2 bilhões. A média da faixa etária é 54 anos, ante 63 anos para a lista geral de 2.755 bilionários. 84% deles são bilionários self-made, que fundaram suas empresas em vez de herdá-las, contra 72% para a lista geral.

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Nenhum país colocou mais nomes na lista da Forbes este ano do que a China, que ganhou 205 novos bilionários. Entre os notáveis ​​recém-chegados chineses estão o mais rico, Chen Zhiping, de 45 anos (patrimônio de US$ 15,9 bilhões), que é presidente e CEO da fabricante de dispositivos de vaporização Smoore International, e Kate Wang (patrimônio de US$ 5 bilhões), CEO da empresa chinesa de vaporização RLX Technology. Aos 39 anos, ela é uma das mulheres bilionárias mais jovens do mundo.

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Kate Wang, RLX Technology

Os Estados Unidos têm o segundo maior número de recém-chegados, com 98 pessoas. Isso inclui rostos famosos como Kim Kardashian West (US$ 1 bilhão) – cujo império de beleza e moda a coloca além da marca dos dez dígitos –, o magnata de Hollywood Tyler Perry (US$ 1 bilhão) e o CEO da Apple, Tim Cook (US$ 1,3 bilhão). A recém-chegada mais rica também é uma norte-americana: Miriam Adelson, com patrimônio de US$ 38,2 bilhões. Ela chegou à lista após herdar o império de cassinos construído por seu falecido marido, Sheldon Adelson, que morreu em janeiro.

A Alemanha somou o terceiro maior número de bilionários este ano, com 26 pessoas, seguida por Canadá e Índia, com 19 cada. Ao todo, 36 países têm pelo menos um novo bilionário este ano.

O rosto mais jovem da lista é Kevin David Lehmann (US$ 3,3 bilhões), herdeiro da principal rede de drogarias da Alemanha, a dm-drogerie markt. Ele tem apenas 18 anos. O mais jovem bilionário self-made é Austin Russell (US$ 2,4 bilhões), fundador de 26 anos da startup de laser lidar Luminar, que fabrica sensores que ajudam carros autônomos a terem percepção 3D.

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Austin Russell, startup Luminar

Russell é um dos dez novos bilionários que ficaram super-ricos lucrando com o boom das SPACs no ano passado. Abreviação para “empresas de aquisição de propósito específico”, as SPACs são empresas que abrem o capital em busca de outras companhias privadas para adquirir e receber esses investimentos que, por fim, serão usados também para a abertura de capital da adquirida. Russell fez uma fusão da Luminar com SPAC em dezembro de 2020. Outros recém-chegados incluem os patrocinadores de SPACs em série Chamath Palihapitiya (US$ 1,2 bilhão) e Bill Foley (US$ 1,9 bilhão).

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Outros criaram novas riquezas à moda antiga: abrindo o capital de suas empresas por meio de um IPO tradicional. Whitney Wolfe Herd (US$ 1,3 bilhão) tornou o Bumble, aplicativo de namoro centrado em mulheres fundado em 2014, abriu capital na Nasdaq em fevereiro, tornando-se a bilionária mulher self-made mais jovem do mundo aos 31 anos. A nova mulher mais rica da lista também estreia após um IPO. Pan Dong, que preside a fabricante de sabão em pó Blue Moon Group Holdings, abriu o capital de sua empresa em Hong Kong em dezembro. Sua fortuna equivale a US$ 8,3 bilhões.

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Whitney Wolfe Herd, Bumble

Há também os bilionários das criptomoedas. Com as criptos crescendo mais uma vez – o bitcoin disparou 800% entre março do ano passado e meados de março de 2021, enquanto o XRP da Ripple aumentou 200% –, nove novos bilionários surgiram. O mais rico é Sam Bankman-Fried, de 29 anos, que acumulou uma fortuna de US$ 8,7 bilhões como fundador de duas empresas de criptomoeda. Sua empresa de comércio quantitativo, Alameda, administra US$ 32 bilhões em bitcoin, outras criptomoedas importantes e outros derivados. Ele também fundou a bolsa FTX, que alcançou o status de unicórnio em janeiro de 2020, menos de um ano após seu lançamento. A maior parte de sua riqueza está vinculada ao patrimônio da FTX e seus tokens FTT.

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Sam Bankman-Fried, FTX

Outros cripto bilionários notáveis ​​incluem o herdeiro do Vale do Silício Tim Draper, cuja compra de US$ 18,7 milhões em bitcoin do mercado negro da Silk Road em 2014 foram confiscados pela Polícia Federal norte-americana. Atualmente, esse valor é avaliado em US$ 1,5 bilhão. Cameron e Tyler Winklevoss também entram na lista (US$ 3 bilhões cada), após ficarem famosos por usarem parte de seu acordo com o Facebook para adquirir bitcoin quando a moeda surgiu. Os irmãos gêmeos possuem cerca de 70 mil bitcoins, além da empresa de câmbio de criptomoedas Gemini, que processa cerca de US$ 200 milhões por dia em negociações.

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Outro caminho para a riqueza que foi especialmente lucrativo durante o ano pandêmico foi o setor de saúde. A Forbes encontrou 61 novos bilionários da saúde este ano e pelo menos 40 deles se juntaram à lista graças ao seu envolvimento na luta global contra a pandemia da Covid-19. Isso inclui Sergio Stevanato (US$ 1,9 bilhão), um bilionário italiano cujo Stevanato Group, de propriedade familiar, produz muitos dos frascos de vidro usados ​​para envasar as vacinas. Ele deixou o cargo de CEO da empresa em 2010, mas ainda possui uma participação de 68% e é presidente emérito. Seu filho, Franco, é o presidente executivo.

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Sergio Stevanato, Stevanato Group

Outros novos bilionários da área de saúde na linha de frente da Covid-19 incluem Prathap Reddy (US$ 1,5 bilhão), um médico bilionário indiano cuja rede de hospitais dobrou o preço de suas ações em meio a uma mudança para se concentrar no tratamento e diagnóstico da Covid-19; Uğur Şahin (US$ 4 bilhões), médico turco que fundou a empresa alemã BioNTech, que desenvolveu uma vacina em parceria com a Pfizer, e Stéphane Bancel (US$ 4,3 bilhões), o CEO francês da Moderna (junto com outros dois fundadores da empresa e um dos primeiros investidores), empresa sediada nos EUA, que teve sua vacina contra a Covid-19 aprovada no país em dezembro.

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