Brito, "arquiteto" da AB Inbev, passará cargo de CEO a chefe da América do Norte

O brasileiro, que comandou o grupo durante 15 anos, será substituído em julho

Redação
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Francois Lenoir/Reuters
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Carlos Brito, presidente-executivo da AB InBev

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Carlos Brito, que transformou a Anheuser-Busch InBev na maior cervejaria do mundo ocupando o seu comando durante 15 anos, deixará o cargo de presidente-executivo em julho e será substituído pelo chefe do grupo na América do Norte, conforma companhia muda o foco das aquisições para o aumento das vendas.

A cervejaria de marcas como Budweiser, Corona e Stella Artois disse hoje (6) que seu conselho elegeu por unanimidade Michel Doukeris, o ex-chefe de vendas, para suceder o brasileiro Brito a partir de 1º de julho.

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O presidente do conselho de administração da AB Inbev, Martin Barrington disse que a experiência de Doukeris em marcas, consumidores e inovação significa que o empresário de 48 anos é ideal para a próxima fase da empresa.

Essa fase poderia ser mais focada em promover as vendas de mais de 500 marcas do que em aquisições em um mercado cervejeiro já concentrado.

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“Isso não deve ser um choque para os investidores … Michel foi o principal candidato interno”, disse Trevor Stirling, analista de bebidas da Bernstein Securities, acrescentando que Doukeris tem um histórico impressionante, principalmente na China e na Ásia-Pacífico.

Brito, hoje com 61 anos, chegou quando a cervejaria se chamava InBev, resultado da fusão em 2004 entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev, que ele chefiava.

Durante sua gestão, a empresa assumiu o controle da Anheuser-Busch em 2008, acrescentou o Grupo Modelo do México e em 2016 gastou mais de US$ 100 bilhões na SABMiller, então a segunda maior cervejaria do mundo.

“Brito foi o arquiteto que liderou e transformou a AB InBev na empresa líder mundial de cerveja e uma empresa líder global de bens de consumo embalados, integrando com maestria os muitos negócios que compõem a AB Inbev hoje”, disse Barrington.

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FORTE RECUPERAÇÃO NO INÍCIO DE 2021

A empresa relatou separadamente lucro no primeiro trimestre acima das expectativas, mesmo com bloqueios fechando a hotelaria em grande parte da Europa e uma proibição de vendas de álcool por um mês na África do Sul.

As vendas de cerveja aumentaram 64% na Ásia-Pacífico, um ano depois do bloqueio inicial do coronavírus na China, um importante mercado da AB InBev.

Na América Latina, houve elevação de mais de 10%, superando o crescimento da indústria em dois de seus principais mercados, Brasil e México. Na Europa, as vendas de suas próprias cervejas ficaram estáveis.

A subsidiária brasileira Ambev registrou lucro líquido de R$ 2,73 bilhões no primeiro trimestre, mais do que dobro do verificado um ano antes.

O resultado medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 14,2% em uma base comparável e removendo o impacto da conversão de moeda, para 4,27 bilhões de dólares, superando a previsão média de expansão de 6,6% em uma pesquisa compilada pela empresa.

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Este número deve aumentar entre 8% e 12% em 2021, com crescimento de receita maior do que isso, com base em vendas mais altas de cerveja, aumento de preços e mudança no gosto do consumidor para marcas premium, disse a AB InBev. (Com Reuters)

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