Charlie Munger, da Berkshire Hathaway, avalia o bitcoin como repugnante e ruim para a sociedade

Reprodução/Forbes
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Vice-presidente da empresa de Warren Buffett registrou seus comentários no último sábado (1°) em live da companhia

O vice-presidente da Berkshire Hathaway, Charlie Munger, criticou o bitcoin na reunião anual da Berkshire no último sábado (1°), chamando a criptomoeda – que Munger e seu parceiro de longa data, Warren Buffett, criticaram por anos – de “repugnante e contrária aos interesses da civilização”.

Durante uma live de perguntas e respostas, um investidor questionou Buffett e Munger sobre o ceticismo em relação às criptomoedas, especialmente o bitcoin, cujo preço subiu mais de seis vezes no ano passado.

Buffett se esquivou da pergunta, brincando que irritaria os investidores em bitcoins se a criticasse.

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Munger foi menos diplomático: ele disse que odeia os ganhos recentes do bitcoin, argumentando que a moeda foi “criada do nada” e que é um método de pagamento ideal para criminosos.

“Não gosto de uma moeda que é tão útil para sequestradores e criminosos”, disse Munger. “Acho que todo o seu desenvolvimento é repugnante e contrário aos interesses da civilização.”

O ceticismo quanto ao bitcoin não é uma novidade para os dois líderes da Berkshire Hathaway. Buffett já chamou o bitcoin de “ilusão” e “veneno de rato” e prometeu nunca possuir criptomoedas ano passado, argumentando que atraem charlatões e “basicamente não têm valor”. Munger, por sua vez, chamou o bitcoin de “ouro artificial” e insistiu que sua volatilidade o torna inútil como meio de troca.

Buffett e Munger falam abertamente sobre a aversão ao bitcoin, mas não são os únicos a questionar a moeda digital. Os entusiastas do bitcoin acreditam que a criptomoeda está ganhando força entre o grande público como meio de pagamento, mas críticos alertam que seus preços astronômicos são resultado de especulação e que o bitcoin permanece muito volátil para servir como uma moeda.

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