Forbes Radar: Iguatemi, Bradesco, BRF e outros destaques corporativos

No Forbes Radar de hoje (5), empresas dão sequência à temporada de balanços do 1º trimestre de 2020. O Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 6,515 bilhões, alta de 73,6%. Ao mesmo tempo, a Minerva Foods teve lucro líquido de R$ 259,5 milhões, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2020 e a Iguatemi registrou lucro líquido de R$ 39,84 milhões, um salto de 220%.

No universo das parcerias, a B2W fechou negócio com a OOOOO para realizar lives commerces e a Even e a JHSF se uniram para desenvolver um projeto de alto padrão na cidade de São Paulo.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

Bradesco (BBDC4)

O Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, divulgou alta de 73,6% no lucro líquido recorrente do primeiro trimestre, que ficou em R$ 6,5 bilhões, superando expectativas do mercado ( R$ 6 bilhões) em um resultado apoiado por menores provisões e inadimplência.

O montante foi impulsionado pela queda de 41,8% nas provisões para perdas com crédito. O presidente-executivo, Octavio de Lazari, disse em fevereiro que 2021 seria um “ano de recuperação”, após o banco ter reservado no ano passado R$ 9,1 bilhões além do provisionamento normal para lidar com as perdas potenciais da pandemia.

O Bradesco também controlou fortemente os custos. As despesas operacionais caíram 4,7% em relação ao ano anterior, pois o banco fechou 1.088 agências e reduziu o número de funcionários em mais de 8.500 pessoas.

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau registrou lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 1.016% na comparação com os três primeiros meses de 2020 R$ 221 milhões.

O Ebitda também teve um forte salto de 308%. Nos três primeiros meses desse ano fechou em R$ 4,2 bilhões, o que era R$ 1 bilhão, no mesmo período do ano passado.

A empresa informou que “O resultado financeiro do 1º trimestre foi superior ao mesmo período de 2020 devido à variação cambial que impactou as dívidas da companhia em moeda estrangeira. Além O lucro líquido ajustado nos três primeiros meses deste ano ter sido recorde trimestral histórico da Gerdau, muito impulsionado pelo Ebitda.

No primeiro trimestre de 2021, a produção de aço bruto manteve-se em linha com o resultado do ano anterior. Já as vendas de aço no trimestre foram superiores ao registrado no mesmo período de 2020, alinhadas à tendência de retomada dos principais setores consumidores nos países onde a companhia mantém suas operações.

Minerva (BEEF3)

A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, reportou lucro líquido de R$ 259,5 milhões para o primeiro trimestre deste ano, queda de 4,3% em relação ao mesmo período de 2020 (R$ 271 milhões), pressionada por um cenário adverso nas operações do Brasil.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 27,1% no período, para R$ 484,9 milhões, informou a companhia em balanço financeiro.

A disparada nas cotações da arroba bovina, acima de R$ 300, aliada ao enfraquecimento do mercado interno em meio à pandemia da Covid-19 e exportações que ganharam ritmo mais firme somente a partir de março afetaram todo o setor e limitaram as margens da companhia.

No entanto, o desempenho da subsidiária Athena Foods compensou uma parcela significativa dos resultados, puxada pelo desempenho em países como Paraguai, Colômbia e Uruguai, disse o CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, em videoconferência com jornalistas. “É a primeira vez em que Athena passa em um trimestre inteiro a operação brasileira, em receita”, afirmou o executivo.

A receita bruta da Minerva foi de R$ 6,1 bilhões no primeiro trimestre, alta de 37,7% no comparativo anual. Deste montante, R$ 3,06 bilhões correspondem a Athena (+60,8%) e R$ 2,68 bilhões são provenientes da unidade do Brasil (+26,4%).

A receita líquida alcançou R$ 5,8 bilhões entre janeiro e março, avanço de 39,3% ante igual período do ano anterior.

Assaí (ASAI3)

A bandeira de atacarejo Assaí divulgou ontem (4) lucro líquido de R$ 240 milhões para o primeiro trimestre, mais do que o dobro em relação ao desempenho obtido no mesmo período do ano passado.

A companhia informou receita líquida de R$ 9,45 bilhões de janeiro a março, alta de 21% no comparativo anual. As despesas com vendas, gerais e administrativas como parcela da receita líquida subiram de 9,2% para 9,5%. A margem bruta avançou de 15,6% para 16%.

O desempenho operacional medido pelo Ebitda cresceu 44%, para R$ 640 milhões.

Iguatemi (IGTA3)

A Iguatemi anunciou que seu lucro líquido de janeiro a março somou R$ 39,84 milhões, um salto de 220% em relação ao mesmo período de 2020 (R$ 11,8 milhões), quando o setor já havia sido afetado por uma primeira onda de medidas de isolamento social que fecharam seus shoppings por meses.

refletindo novas medidas devido ao recrudescimento da doença pelo país no começo de 2021, o Iguatemi viu a receita bruta cair 4,6% ano a ano, para R$ 193,1 milhões. Já o faturamento líquido subiu 7,6%, devido sobretudo a uma política de escalonamento dos descontos para lojistas nos aluguéis.

Também refletindo redução de despesas operacionais, o resultado da companhia medido pelo Ebitda no trimestre teve queda de apenas 0,7%, a R$ 100,3 milhões. Mas a margem Ebitda caiu 5,1 pontos percentuais, para 60,2%.

A companhia viu seu índice de inadimplência líquida saltar 7,6 pontos percentuais sobre um ano antes, para 11,3%. A taxa de ocupação caiu quase quatro pontos, para 90,3%.

A empresa afirmou que tem atualmente 100% das suas unidades abertas e funcionamento em regime de 8 a 12 horas diárias, com capacidade de utilização de 73,5%.

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Copasa (CSMG3)

A Copasa registrou lucro líquido de R$ 219,787 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 36,7% sobre 2020 (R$ 160 milhões). Já o Ebitda somou no 1º trimestre R$ 520,1 milhões, avanço de 9,5% sobre R$474 milhões dos três primeiros meses de 2020.

Entre janeiro e março, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 47 milhões, mas apresentou uma melhora sobre os R$ 92 milhões no ano passado.

BRF (BRFS3)

A BRF, maior processadora de carne de frango do Brasil, anunciou que vai investir R$ 292 milhões até 2022 para modernizar instalações no estado do Paraná.

A companhia também disse que vai retomar a produção de peru em sua fábrica de Francisco Beltrão, que em março recebeu autorização para exportar produtos para o México.

Como parte dos planos, a unidade de Francisco Beltrão, onde a BRF também produz frango, será expandida. A meta da empresa é processar cerca de 7.500 aves por dia na planta até o segundo trimestre de 2022. A expansão da unidade também criará mais de 400 empregos diretos, disse a BRF.

O anúncio foi realizado pelo presidente-executivo da BRF, Lorival Luz, ao governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), em videoconferência na tarde de ontem (4), segundo o comunicado.

Twitter (TWTR34)

O Twitter informou que comprou a startup de notícias Scroll, que usará como parte de uma futura oferta de assinaturas.

A empresa tem investido em oferecer novos tipos de conteúdo em sua plataforma de mídia social, incluindo áudio e formato longo, após anunciar a compra da plataforma de newsletter Revue.

O Scroll permite que os usuários assinem e leiam notícias de portais como Insider, BuzzFeed e USA Today sem anúncios – é um espécie de streaming de notícias. A empresa diz que os sites que trabalham com o Scroll ganham mais dinheiro com esse serviço do que com a venda de publicidade.

O negócio ajudará o Twitter a construir um pacote de assinatura, que permitirá que os usuários acessem recursos premium de agências de notícias ou a newsletter Revue de um escritor, acrescentou o Twitter.

Os termos financeiros do negócio não foram divulgados.

PetroRio (PRIO3)

A petroleira brasileira PetroRio permanece na disputa pelo campo de Albacora, na Bacia de Campos, colocado à venda pela Petrobras, mas também avalia a compra de outros ativos marítimos no mercado, disse ontem (4) o presidente da companhia, Roberto Monteiro.

A previsão atual é que uma fase de ofertas por Albacora ocorra em julho, conforme disse o executivo, durante teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados da empresa no primeiro trimestre.

“Temos uma parceria já firmada com um grupo espanhol (para concorrer por Albacora), isso é público, hoje teríamos 50%, nós seríamos operadores, e esse grupo teria os outros 50%. Nós gostamos da ideia, sem dúvida, e estamos abertos a isso”, disse Monteiro.

O executivo frisou, no entanto, que “Albacora não é nossa única ideia de investimento”. Segundo ele, a empresa observa outras oportunidades de negócios, inclusive além dos ativos que estão à venda pela petroleira estatal.

CSN (CSNA3)

A CSN destinou R$ 901 milhões para o pagamento de dividendos, sendo R$ 0,652949 por ação. A remuneração estará disponível a partir de 12 de maio.

Vale (VALE3)

A Vale informou que realizou uma reunião ontem (4) com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e afirmou que está empenhada em solucionar as questões relativas à aplicação do MRE (mecanismo de realocação de energia) ao Consórcio Candonga, operador da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Minas Gerais. As operações da usina encontram-se suspensas desde novembro de 2015, em consequência do rompimento da barragem de Fundão da Samarco.

O comunicado foi feito após reportagem do jornal O Estado de S.Paulo afirmar que a Vale decidiu devolver R$ 500 milhões que teria recebido apesar de a hidrelétrica ter interrompido a geração em função do desastre da Samarco, joint venture da própria Vale com a BHP.

A Vale disse que o Consórcio Candonga acionou o MRE, um sistema de compartilhamento de riscos de geração entre todas hidrelétricas do Brasil, que funciona como um condomínio, “considerando a melhor informação disponível à época acerca da retomada das operações na usina Risoleta Neves”.

Questionada pela Reuters especificamente sobre a devolução dos R$ 500 milhões, a Vale não comentou.

Even (EVEN3) E JHSF (JHSF3)

A Even e a JHSF se uniram para desenvolver um projeto multiuso de alto padrão em terrenos adjacentes que cada empresa detém isoladamente na cidade de São Paulo, no bairro do Real Parque, cujo total da área dos terrenos é de cerca de 45.300 metros quadrados.

Neste local, a Even possui aproximadamente 14 mil metros quadrados de terreno e VGV (valor geral de vendas) de R$ 737 milhões. O terreno da JHSF tem aproximadamente 34 mil metros.

Eternit #ETER3

A Eternit informou que foi finalizado o leilão judicial do imóvel de Aparecida de Goiânia (GO), que faz parte do plano de recuperação judicial, tendo sido o lance vencedor no valor de R$ 24 milhões.

Segundo a companhia, “os recursos obtidos no leilão serão destinados à quitação do saldo dos credores concursais da Opção A da Classe III (credores quirografários).”

B2W (BTOW3)

A B2W fechou parceria com a OOOOO (pronuncia-se ‘U’), plataforma de social commerce lançada em 2020, para criar um sistema de live.

Em junho do ano passado, a B2W havia começado o Americanas Ao Vivo, um serviço de live commerce – igual ao que está sendo fechado com a OOOOO – em que influenciadores apresentam produtos e interagem com clientes. Desde que foi lançado, o programa mostrou uma conversão de vendas sete vezes maior que a média do site.

O Americanas Ao Vivo será mantido a parte e continuará funcionando, enquanto o OOOOO produzirá um novo canal com a B2W.

C&A (CEAB3)

A C&A informou que vai emitir R$ 500 milhões em debêntures para reforçar o caixa da companhia.

(Com Reuters)

Calendário de divulgação dos próximos resultados:

  • AES (AESB3) – 5 de maio
  • Profarma (PFRM3)- 5 de maio
  • Sinqia (SQIA3) – 5 de maio
  • Tenda (TEND3) – 5 de maio
  • BR Propert (BRPR3) – 5 de maio
  • Pão de Açúcar (PCAR3) – 5 de maio
  • QUERO-QUERO (LJQQ3) – 5 de maio
  • Taesa (TAEE4) – 5 de maio
  • Copel (CPLE3) – 5 de maio
  • Companhia Paranaense de Energia (CPLE5) – 5 de maio
  • Totvs (TOTS3) – 5 de maio
  • Ultrapar (UGPA3) – 5 de maio
  • TIM (TIMS3) – 5 de maio
  • Engie Brasil (EGIE3) – 5 de maio
  • Braskem (BRKM3) – 5 de maio
  • TAEE (TAEE3) – 5 de maio

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