Ibovespa abre de lado, com exterior misto e recuo das commodities

O Ibovespa abriu a sessão de hoje (20) próximo da estabilidade e oscilando, com manhã marcada pelas Bolsas no exterior sem direção única. As incertezas domésticas impulsionam o sentimento de cautela, que tem ainda como pano de fundo o segundo dia de depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na CPI da Covid-19 no Senado. Em contrapartida, a Câmara aprovou ontem a MP (Medida Provisória) que permite a privatização da Eletrobras. O projeto segue para o Senado dentro do prazo previsto. O time da XP Política pontua que o governo precisará se empenhar mais nas tratativas com os senadores para melhorar as perspectivas do texto.

Perto das 10h12, horário de Brasília, o principal índice da B3 caía 0,05%, a 122.579 pontos.

Neste cenário, após fechar em alta na véspera, o dólar opera em queda ante o real, de 0,36%, a R$ 5,2903. No exterior, o índice que mede a divisa norte-americana ante seus pares, o DXY, opera em queda.

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As Bolsas dos Estados Unidos indicam mais uma abertura em queda para hoje, o quarto pregão consecutivo, após vendas fortes de ativos de liquidez na véspera, influenciados pela queda do bitcoin. Os investidores também reagiram à divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) de ontem (19). Pablo Spyer, diretor da EQI Investimentos, afirmou que a ata “mostrou que os debates sobre o fim dos estímulos monetários na economia norte-americana ganham força no Banco Central”.

As commodities têm mais um dia no vermelho. O minério de ferro fechou em queda de 1,99% em Dalian. O petróleo Brent recuava 1,34%, a US$ 65,77, perto das 9h30, horário de Brasília.

Em contrapartida, os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos da última semana podem trazer certo alívio à sessão. O país registrou 444 mil pedidos, ante expectativa de 450 mil, e abaixo da semana imediatamente anterior, de 478 mil. O registro de hoje foi o mais baixo desde meados de março de 2020.

As ações europeias, por outro lado, apresentam altas, se concentrando nas reaberturas das economias e relevando os acontecimentos de ontem nos EUA. O Stoxx 600 sobe 0,54%; na Alemanha, o DAX cresce 0,67%; enquanto o CAC 40 valoriza 0,69% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,39%; e o FTSE 100 a 0,25% positivos, no Reino Unido.

As Bolsas asiáticas fecharam esta quinta-feira com resultados variados. O índice Shanghai, da China, caiu a 0,11% ao longo do dia; o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,50%, após passar o último dia fechado devido ao feriado; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,68%. Por outro lado, no Japão, o índice Nikkei subiu 0,19%, depois de divulgar que as exportações de abril no país dispararam 38,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, à maior taxa desde 2010. (com Reuters)

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