Ibovespa fecha em alta com suporte da Vale e siderúrgicas

O Ibovespa acelerou os ganhos no fim do dia e fechou em alta de 0,87% aos 122.937 pontos a sessão de hoje (17), descolando do desempenho das Bolsas norte-americanas com suporte dos papéis da Vale (VALE3) e empresas siderúrgicas. Segundo analistas, o movimento foi amparado pela forte demanda doméstica por minério de ferro.

A produção brasileira de aço bruto em abril somou 3,1 milhões de toneladas, alta de 59,3% ano a ano e maior volume desde outubro de 2018. Já a produção de aços longos, impulsionada ainda pela construção civil, mais que dobrou, saindo de 445 mil toneladas para 923 mil. A de planos, puxada ainda por reestocagem e demanda ainda forte em setores como máquinas e equipamentos e veículos, cresceu 61,3%, para 1,3 milhão de toneladas.

“A maior demanda do mercado interno reflete a retomada dos setores consumidores, mas também a formação de estoques defensivos de alguns segmentos em relação à volatilidade do mercado, ocasionado pelo boom no preço das commodities”, afirmou em comunicado o presidente do Instituto Aço Brasil, responsável pelos dados, Marco Polo de Mello Lopes.

No exterior, os índices em Wall Street terminaram a segunda-feira em queda, repercutindo as preocupações com a trajetória inflacionária norte-americana e sua possível consolidação em longo prazo. O fim da temporada balanços e as expectativas para o tom da ata da última reunião de política monetária do FOMC (Federal Open Market Committee), a ser divulgada nesta quarta-feira (19), colaboram para o ambiente de cautela.

Na análise de João Beck, economista e sócio da BRA, o mercado deve monitorar até onde vai a tolerância do Federal Reserve dos Estados Unidos com o avanço da inflação no país. O S&P 500 terminou a sessão em queda de 0,25% aos 4.163 pontos. Dos 11 principais setores do índice, os papéis de tecnologia e consumo básico estiveram entre os maiores perdedores. O Dow Jones recuou 0,16% aos 34.327 pontos e o Nasdaq teve queda de 0,38% aos 13.379 pontos.

O mercado de câmbio também repercute as expectativas para a ata da autoridade monetária norte-americana. O dólar fechou hoje com variação discreta, recuando 0,09% e negociado a R$ 5,26 na venda, com operadores locais acompanhando o desempenho da moeda no exterior em meio a dúvidas acerca da força do dólar num cenário de inflação em alta e juros baixos nos EUA.

Nos indicadores, o mercado digeriu hoje dados sobre a produção industrial da China divulgados pelo Bureau Nacional de Estatísticas. A atividade nas indústrias do país cresceu 9,8% em abril em relação ao ano anterior, em linha com o esperado por analistas, mas abaixo do salto de 14,1% de março. As vendas no varejo cresceram 17,7%, abaixo da projeção de alta de 24,9% e do ganho de 34,2% em março.

No contexto doméstico, o Boletim Focus do Banco Central trouxe revisão na projeção para o PIB em 2021, elevando a estimativa para 3,45% ante 3,21%. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) também teve estimativa elevada, de 5,06% para 5,15% em 2021. Mais cedo, a FGV (Fundação Getulio Vargas) trouxe o avanço de 3,24% na leitura mensal do IGP-10 de maio, acima da expectativa de 2,71%. O IPC-S subiu 0,35%, ante alta de 0,87% no mesmo período de abril. (Com Reuters)

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