Ibovespa fecha em máxima histórica com forte avanço da Petrobras

O Ibovespa encerrou o pregão da última sexta-feira de maio em máxima histórica, ganhando 0,96% e cravando os 125.561 pontos na sessão, impulsionado por alta nos papéis da Petrobras, após o banco norte-americano JP Morgan elevar a recomendação das ações da estatal para ‘overweight’ e estabelecer preço-alvo em R$ 35,50 ao final de 2021. Na semana, o índice brasileiro acumulou ganho de 2,4%.

O papel da Petrobras PN fechou o pregão com elevação de 4,17%, enquanto Petrobras ON subiu 5,78%. Em relatório, analistas do banco ressaltam uma menor percepção de risco com a nova administração e a performance operacional robusta da estatal, bem como seus efeitos nos yields de fluxo de caixa, além do valution barato.”Mesmo com nenhum ‘re-rating’, nós enxergamos uma expansão potencial do valor da ação de 19% por ano até 2023.”

Na análise de Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos, as altas na sessão doméstica poderiam ter sido ainda mais robustas, mas foram limitadas pelo choque do IGPM (Índice Geral de Preços-Mercado) e temores de uma crise hídrica com impactos sobre a tendência inflacionária. O IGP-M acelerou a alta a 4,10% em maio, levemente acima das expectativas dos economistas. Com o resultado do mês, o índice acumulou em 12 meses alta de 37,04%.

No exterior, o dia também foi positivo para os principais índices de ações, com investidores nos EUA digerindo dados sobre a inflação do país. Os preços ao consumidor medidos pelo índice PCE cresceram 0,6% em abril, em linha com as expectativas do mercado. Na leitura do Núcleo do PCE, que exclui componentes voláteis, os preços aumentaram 0,7% em abril, a maior alta desde outubro de 2001. No acumulado de 12 meses até abril, o Núcleo do PCE saltou 3,1%, contra expectativa de 2,9% no comparativo anual.

“O mercado busca qualquer sinal para entender que tipo de inflação estamos vivendo, se uma transitória, por conta do choque de oferta da Covid, ou uma permanente. Os dados de hoje do PCE voltaram o pêndulo para a primeira opção – temporária – e deixou os mercados mais animados”, avalia João Beck, economista e sócio da BRA.

No fechamento, o índice Dow Jones ganhou 0,19% aos 34.529 pontos, o S&P 500 avançou 0,08% aos 4.204 pontos e o Nasdaq valorizou 0,09% aos 13.748 pontos.

O dólar emendou a terceira queda contra o real nesta sexta-feira, recuando 0,82%, e fechando no menor patamar desde janeiro a R$ 5,2123 na venda, com os mercados ainda embalados pela fraqueza da moeda norte-americana no exterior em um dia positivo para o mercado de ações.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse na noite de ontem que os números e as expectativas fiscais melhoraram recentemente, o que explica parte do comportamento mais benigno do real, e que o BC vai fazer “o que for preciso” para garantir o cumprimento da meta de inflação.

“Nossa meta é a inflação. Estamos vigilantes com a inflação, com os componentes de inflação, com o elemento de dispersão, e nós vamos fazer o que for preciso para garantir que o Banco Central atinja sua meta de inflação.” (com Reuters)

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