Ibovespa recua após inflação nos EUA acima das expectativas do mercado

O dólar diminui os ganhos do início do dia, mas ainda opera em alta contra o real, ganhando 0,09% e negociado a R$ 5,22 na venda.

Ana Paula Pereira e Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda de 0,52% aos 122.323 pontos na abertura dos negócios desta quarta-feira (12), acompanhando a correção no exterior após divulgação da inflação nos Estados Unidos. Os preços ao consumidor no país subiram 0,8% em abril em meio a forte demanda propiciada pela reabertura da economia e restrições de oferta. No acumulado de 12 meses, a inflação acumulada nos EUA é de 4,2%, nível mais alto de 2008. A expectativa do mercado era de elevação próxima 0,3% no núcleo da inflação.

Para João Beck, economista e sócio da BRA, “o Federal Reserve vinha insistindo que o efeito [inflacionário] é transitório, mas o dado veio bem acima do esperado e alguns agentes começam a enxergar uma história diferente do discurso do Powell.”

Na avaliação de Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, uma inflação de curto prazo mais alta nos EUA pode ser positiva para o Brasil em função dos preços das commodities. “A Bolsa sentiu, mas acredito que aconteça uma recuperação dos preços dos ativos hoje dado que nossa Bolsa tem grande parte em minério e petróleo”, comenta. Em longo prazo, no entanto, o aumento nos preços pode resultar no aumento dos juros norte-americanos e uma fuga de capitais de mercados emergentes, como o Brasil, para a dívida pública dos EUA.

Desde que a maior economia do mundo começou a dar sinais de reabertura, o Federal Reserve dos Estados Unidos tem repetido sua promessa de paciência em manter intacta uma política monetária expansionista, estabelecendo o pleno emprego e a consolidação de sua meta de inflação como condições para um aperto monetário.

Os mercados monetários dos EUA precificam agora 100% de probabilidade do Fed elevar os juros em 25 pontos-base até dezembro de 2022, contra 88% antes dos dados de inflação.

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O dólar diminui os ganhos do início do dia, mas ainda opera em alta contra o real após os dados norte-americanos em meio à especulação global sobre quais serão os próximos passos do Federal Reserve frente ao avanço da inflação versus sua política monetária extremamente flexível. Às 10h10, horário de Brasília, a divisa norte-americana ganhava 0,09%, negociada a R$ 5,22 na venda.

No exterior, os índices de ações em Wall Street trabalham em queda na abertura dos negócios, com quedas puxadas pelos papéis de tecnologia repercutindo os dados da inflação. Na Europa, o destaque do dia é o crescimento econômico de março no Reino Unido, superando as expectativas do mercado. O país expandiu de 2,1% ante fevereiro, mudança foi liderada pela reabertura de escolas e pelos testes e vacinações contra a Covid-19, elevando a atividade no setor público e entre varejistas com ampliação no consumo. (Com Reuters)

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