Investigação de relacionamento com funcionária levou à saída de Bill Gates do conselho da Microsoft

Reprodução/Forbes
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Em 2020, o bilionário renunciou ao conselho da companhia três meses após ser reeleito para o cargo

Os membros do conselho da Microsoft pediram ao cofundador da empresa, Bill Gates, que renunciasse ao conselho da empresa em 2020, enquanto realizavam uma investigação sobre seu suposto relacionamento romântico com uma funcionária, considerado impróprio, relatou ontem o The Wall Street Journal.

De acordo com o WSJ, membros do conselho da Microsoft que averiguavam o assunto contrataram um escritório de advocacia em 2019 para conduzir uma investigação sobre as alegações feitas por uma engenheira da Microsoft, que afirmou ter tido um relacionamento com Gates durante vários anos.

Durante o inquérito, alguns membros do conselho decidiram não ser adequado Gates permanecer como diretor da empresa de software. O executivo teria renunciado antes que a investigação sobre sua conduta fosse concluída e que o conselho pudesse tomar uma decisão formal sobre as alegações.

Um porta-voz de Gates disse ao WSJ que o bilionário teve um caso “quase 20 anos atrás”, observando que o relacionamento havia terminado amigavelmente e que a decisão de Gates de sair do conselho da Microsoft “não estava de forma alguma relacionada ao assunto”.

Em 2019, o The New York Times publicou uma reportagem sobre o relacionamento de Gates com Jeffery Epstein – condenado por crimes sexuais e acusado de tráfico de menores. Segundo registros, Gates conheceu Epstein em 2011 em sua casa em Nova York, encontrando-se com ele várias vezes entre 2011 e 2013. Uma porta-voz de Gates disse ao NYT que os dois foram apresentados para discutir “ideias relacionadas à filantropia”. Em 2013, Gates também fez um passeio no jato particular de Epstein do Aeroporto de Teterboro, Nova Jersey, para Palm Beach, na Flórida, acrescentou a reportagem do jornal que citou registros de voos. Melinda Gates, que está prestes a se divorciar do cofundador da Microsoft após 27 anos de casamento, expressou desconforto com a amizade do marido com o agressor sexual. De acordo com o jornal Daily Beast, Melinda falou a suas amigas sobre não querer nada com Epstein logo após o seu primeiro encontro com ele, e que a amizade de Gates com o suposto traficante sexual ainda a assombra. De acordo com o NYT, Melinda ficou infeliz quando o relacionamento de Gates com Epstein se tornou público em 2019 e contratou advogados para tratar do divórcio, que culminou no anúncio deste mês sobre a separação do casal.

Gates renunciou ao conselho da Microsoft em março de 2020, três meses depois de ser reeleito para o cargo. Em seu anúncio, o bilionário disse que queria se concentrar em suas atividades filantrópicas e que continuaria a servir como consultor técnico do CEO da Microsoft, Satya Nadella. No mesmo dia, Gates também saiu do conselho da Berkshire Hathaway, conglomerado comandado pelo bilionário, Warren Buffet. No início deste mês, Gates e sua esposa Melinda divulgaram um comunicado conjunto no Twitter anunciando sua separação após 27 anos de casamento. No depoimento, o casal disse não acreditar ser mais possível “crescer como um casal nesta próxima fase de nossas vidas”. No requerimento de divórcio, Melinda disse que seu casamento estava “irremediavelmente rompido”. Os dois, no entanto, planejam permanecer como copresidentes da Fundação Bill & Melinda Gates.

De acordo com a lista em tempo real de bilionários globais da Forbes, o patrimônio líquido de Bill Gates na manhã de hoje (17) é de US$ 128,3 bilhões. Isso torna o cofundador da Microsoft o quarto homem mais rico do mundo. Não está claro como Bill e Melinda irão dividir seus ativos, mas o tamanho da fortuna indica que a divisão provavelmente será um dos maiores acordos de divórcio da história.

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