Orçamento trilionário de Biden deve levar dívida pública dos EUA para nível recorde

O rearranjo das finanças públicas proposto pelo presidente norte-americano elevaria a dívida para 117% do PIB ao longo de uma década.

Sarah Hansen
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Reprodução/Forbes
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Presidente dos EUA, Joe Biden, realizando pronunciamento em 20 de maio de 2021 em Washington, DC

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O presidente Biden deve propor um orçamento federal que prevê US$ 6 trilhões em gastos no ano fiscal de 2022, com déficits acima de US$ 1,3 trilhão por ano nos próximos dez anos, segundo informações antecipadas pelo The New York Times hoje (27), elevando os gastos federais ao nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial em meio às consequências da pandemia do coronavírus.

Biden propôs dois planos ambiciosos de gastos federais: o Plano de Empregos Americanos e o Plano de Famílias Americanas, que visam revitalizar a economia dos EUA por meio de investimentos em infraestrutura e na “economia do cuidado”.

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Grande parte do aumento nos gastos em seu orçamento de 2022 é impulsionado por essas duas propostas, juntamente com outros aumentos nos gastos discricionários, relatou o Times.

Biden propôs pagar as duas propostas em 15 anos com aumento de impostos para empresas e para os norte-americanos mais ricos. O poder de aprovar as propostas de gastos, em última análise, cabe ao Congresso.

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Perspectivas para o déficit fiscal em 2022

O déficit federal dos EUA é projetado em US$ 1,8 trilhão no ano fiscal de 2022, de acordo com o orçamento proposto pela Casa Branca. Durante o ano fiscal de 2020, último ano do mandato do presidente Donald Trump, o déficit federal totalizou US$ 3,1 trilhões graças às enormes despesas em resposta ao coronavírus e às medidas de alívio econômico. O orçamento proposto por Biden também elevaria a dívida pública total para 117% da economia ao longo de uma década, atingindo níveis recordes superiores aos observados durante a Segunda Guerra Mundial.

O jornal The Washington Post informou na semana passada que o orçamento de Biden excluirá algumas de suas principais promessas de campanha, incluindo um plano para cortar custos de medicamentos. O perdão para empréstimos estudantis também deve ser excluído, assim como um plano para aumentar o imposto sobre imóveis. O Times relatou que o plano de Biden para revisar o programa de seguro-desemprego do país também foi excluído do texto. A proposta oficial do orçamento será divulgada amanhã (28).

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