Preços ao produtor no Brasil sobem 4,78% em março, segunda maior alta da série

O indicador acumula elevação de 33,52% nos últimos 12 meses, taxa também recorde.

Redação
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REUTERS/Amanda Perobelli
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O indicador acumula elevação de 33,52% nos últimos 12 meses, taxa também recorde

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O IPP (Índice de Preços ao Produtor) registrou alta de 4,78% em março na comparação com o mês anterior, segundo maior avanço da série histórica iniciada em 2014. O indicador, agora, acumula elevação de 33,52% nos últimos 12 meses, taxa também recorde.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou ainda hoje (4) que a alta recorde de fevereiro foi revisada de 5,22% para 5,16%. Segundo o Instituto, o resultado de março reflete, principalmente, o aumento dos preços nas atividades de refino de petróleo e produtos de álcool (16,77%), outros produtos químicos (8,79%), madeira (7,73%), e papel e celulose (7,18%).

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O gerente de análise e metodologia da Coordenação de Indústria, Alexandre Brandão, explicou que o resultado teve impacto da depreciação do real frente ao dólar, que afeta tanto os preços dos produtos exportados pelo Brasil quanto os preços dos produtos importados, em particular das matérias-primas.

“Muitas matérias-primas estão com os preços majorados e essas altas se espalham por diversas cadeias”, disse Brandão no comunicado sobre os dados, e destacou ainda que outro fator foi o aumento da demanda internacional, principalmente da China.

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“As commodities têm aumentado de preço porque o mercado internacional está pressionado pela demanda, em particular a exercida pela China por produtos da agroindústria, como os derivados da soja e as carnes, em particular bovina. Mas também há pressões sobre produtos siderúrgicos e de celulose.”

O IPP mede a variação dos preços de produtos na ‘porta da fábrica’, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. (com Reuters)

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