Após PIB, Ibovespa renova máximas e supera marca dos 128 mil pontos

Os dados positivos do PIB pressionaram o dólar para queda de 1,49% a R$ 5,1465 na venda contra o real, o menor patamar desde dezembro.

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa encerrou em nova máxima o pregão desta terça-feira, 1º, alcançando os 128.267 pontos com alta de 1,63% na sessão. O impulso do dia veio do noticiário doméstico após divulgação de crescimento econômico no primeiro trimestre acima das expectativas do mercado. O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 1,2% entre janeiro e março, marcando o terceiro trimestre consecutivo de ganhos, mas bem abaixo da alta de 3,2% registrada no quarto trimestre de 2020. Com o resultado de hoje, o PIB brasileiro volta ao patamar observado no último trimestre de 2019, período pré-pandemia.

Os dados positivos do PIB pressionaram o dólar, que terminou o dia em queda expressiva, recuando 1,49% e negociado a R$ 5,1465 na venda contra o real, o menor patamar desde dezembro. Em 2021, o dólar já caminha para somar queda de 1% ante o real.

Na análise de Rodolfo Margato, economista da XP, “as contas do PIB confirmaram a maior resiliência da economia doméstica no período recente”, acrescentando que “a forte elevação dos preços internacionais de commodities e a melhor adaptação de empresas e famílias ao cenário pandêmico também devem ter contribuído para o bom desempenho do PIB no início de 2021.”

A economista e professora do COPPEAD/UFRJ, Margarida Gutierrez, avalia que o resultado do PIB “mostra uma recuperação baseada nos gastos privados, o que é muito bom”, já que em 2020 a economia brasileira foi sustentada por forte apoio fiscal e monetário. Os números de hoje elevam ainda as “projeções para o PIB de 2021 para algo em torno de 5% e não mais 3,5%. Se o ritmo de vacinação avançar, pode dar mais.”

A chefe de economia da Rico Investimentos, Raquel Sá, destaca o papel dos preços das commodities para a resiliência da atividade econômica do país no primeiro trimestre. “Desde o início do ano temos percebido uma tendência muito forte de alta das commodities. Nos termos de troca do Brasil, o que a gente compra em relação ao que a gente vende, isso melhorou muito nos últimos meses, e o agronegócio está entre 30% e 35% do PIB. Ou seja, se a gente fala do agronegócio, a gente fala da indústria e dos serviços, toda a cadeia de produção. Então, a elevação dos preços das commodities também contribuiu para esse resultado positivo, assim como a melhor adaptação das empresas e das famílias ao cenário da pandemia”, avalia.

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Na Bolsa, os preços das commodities também colaboraram para o movimento positivo do dia. As principais referências futuras do petróleo e do minério de ferro terminaram a sessão com novos ganhos, o petróleo Brent para agosto fechou em alta de 1,34% a US$ 70,25 o barril, já o WTI avançou 2,11%, a US$ 67,72. Mais cedo, o contrato mais negociado do minério na Bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, saltou 7,3%, para 1.170 iuanes (US$ 183,53) por tonelada.

Em Wall Street, os índices fecharam em campo misto depois de dados sobre a manufatura norte-americana confirmarem o crescimento na atividade. O PMI da manufatura do ISM cresceu para 61,2 em maio, contra 60,7 no mês de abril, acima das expectativas dos analistas. O relatório, no entanto, sinalizou que os preços das commodities e a escassez de matérias-primas seguem pesando sobre a atividade industrial dos EUA.

No fechamento, o Dow Jones avançou 0,13% aos 34.575 pontos, o S&P 500 teve queda de 0,05% aos 4.202 pontos e o Nasdaq recuou 0,09% aos 13.736 pontos. (com Reuters)

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