Bitcoin, Ethereum e Dogecoin despencam enquanto China amplia repressão

Neste fim de semana, autoridades chinesas cortaram a energia de um dos maiores produtores de criptomoeda do país, ampliando os esforços para controlar o setor.

Robert Hart
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Dado Ruvic / Reuters
Dado Ruvic / Reuters

Grande parte da mineração de criptomoedas na China utiliza energia proveniente de usinas a carvão, em desacordo com os novos objetivos climáticos do país

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O bitcoin recuava cerca de 9% no início da manhã de hoje (21) no exterior após autoridades chinesas bloquearem as principais minas da criptomoeda na província de Sichuan, em mais uma medida da ampla repressão aberta pelo país contra os mineradores de moedas digitais. A mineração do bitcoin é feita através de computadores que resolvem problemas matemáticos complexos e, para isso, consomem grandes quantidades de energia.

A China é a maior produtora de criptomoedas do mundo. Um estudo de 2020 concluiu que o país responde por quase 80% das operações globais de bitcoin, e Sichuan é a segunda região de maior mineração. Autoridades locais afirmam que a repressão deste fim de semana cortou a produção de bitcoin no país em mais de 90%, de acordo com a mídia estatal Global Times.

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O movimento parece ter precipitado um declínio acentuado no hashrate da criptomoeda – o poder computacional utilizado para extrair e processar transações de bitcoin. A queda fez com que o bitcoin caísse para seu menor valor em quase duas semanas, ficando abaixo de US$ 33.000 por token pela primeira vez em 12 dias. Às 11h30, horário de Brasília, a criptomoeda era negociada no exterior a US$ 32.720. No Brasil, o bitcoin era negociado a R$ 166.021 também no mesmo horário.

Outras criptomoedas importantes, que muitas vezes refletem os movimentos do bitcoin, também caíam na manhã de hoje (21). O ether, o cardano e o dogecoin, por exemplo, perdiam entre 5-6% no início desta segunda-feira.

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A abundância de eletricidade barata na China tornou o país o local ideal para a mineração de bitcoin com uso intensivo de energia. Porém, grande parte dessa energia é proveniente de usinas a carvão, uma fonte energética com forte impacto nas emissões de gás carbônico na atmosfera. A indústria de criptomoedas no país está em desacordo com os novos objetivos climáticos da China.

O uso de energia também é fonte de desconfortos dentro da comunidade cripto. Além do impacto ambiental que impulsiona a atual repressão das autoridades – e já foi responsável pelo fechamento de minas na Mongólia e em Xinjiang – a China está empenhada em evitar que as criptomoedas “infrinjam” a ordem financeira do país, levando à proibição de serviços financeiros que facilitem o trade de criptomoedas.

O mercado de criptomoedas ainda não se recuperou do último mês, quando a China anunciou a intensificação da repressão regulatória (anúncio que coincidiu com preocupações ambientais de Elon Musk). O valor total do mercado é agora próximo de US$ 1,4 trilhão, cerca de apenas 56% do que era há pouco mais de um mês.

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