Com sete pregões em alta, Ibovespa marca novo recorde aos 130 mil pontos

O Ibovespa fechou o último pregão da semana em novo recorde, ganhando 0,40% aos 130.125 mil pontos, com CVC ON (+7,41%) liderando os ganhos na sessão. O dia foi marcado por oscilações, mas o índice brasileiro acompanhou o bom humor internacional após o relatório de emprego dos Estados Unidos reforçar a necessidade de manutenção de uma política monetária expansionista pelo Federal Reserve.

Segundo dados do payroll, os EUA criaram 559 mil vagas de emprego em maio, abaixo das expectativas do mercado e na contramão dos dados positivos divulgados pelo relatório ADP no dia anterior, com 978 mil novos postos de trabalho. De acordo com Cristiano Oliveira, economista-chefe do Banco Fibra, “a recuperação da economia dos EUA segue sólida e em ritmo compatível com a expectativa de crescimento próximo de 7% para 2021”.

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“Os indicadores de hoje reforçam a ideia de que as discussões sobre a normalização da política monetária norte-americana devem perder força e que o mais provável é o início do tapering apenas no 1T22 – uma boa notícia para os mercados emergentes. O resultado do payroll é um dos fatores que explica a apreciação do real hoje pela manhã”, continuou.

O otimismo do dia foi beneficiado ainda por investidores mirando no avanço da vacinação e possível aumento na demanda por turismo. As ações da CVC (CVCB3) subiram 7,4% a R$ 27,11 no fechamento. Os papéis de shoppings, como Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTA3), prejudicados pelas restrições sanitárias, seguiram o movimento de alta, terminando a sessão com ganhos de 4,8% e 5%, respectivamente.

No mercado de câmbio, o dólar fechou em mínima de um ano nesta sexta-feira, engatando terceiro pregão de queda firme para recuo de 0,98% a R$ 5,0341 na venda, com o câmbio repercutindo um rali global de ativos de risco e efeitos do otimismo em curso sobre a economia do Brasil.

Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, comenta que “o dólar retorna para os níveis de dezembro do ano passado, quando acabou elevando o apetite por risco, remetendo ao destaque de alta para os bancos neste pregão, principal porta de entrada dos investidores estrangeiros na Bolsa brasileira por conta da ampla liquidez”.

Ainda no contexto doméstico, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta sexta-feira que o risco hidrológico que o Brasil vivencia atualmente decorre de fatores conjunturais e estruturais, e voltou a reforçar a necessidade de privatização da Eletrobras para contornar um potencial cenário adverso no setor elétrico. Sachsida afirmou que, no âmbito conjuntural, o país vivencia o pior período de volume de chuvas em mais de 90 anos de histórico, o que contribui para o agravamento da crise hídrica.

Em Wall Street, os principais índices fecharam a semana fecharam com altas consideráveis. O Dow Jones avançou +0,52% aos 34.765 pontos, o S&P 500 teve alta de +0,88%, a 4.429 pontos e o Nasdaq subiu +1,47% aos 13.814 pontos.

O petróleo ampliou os ganhos hoje e atingiu US$ 72 o barril pela primeira vez desde 2019, acompanhando as perspectivas positivas para a demanda global. O petróleo Brent subiu 0,8%, e fechou em US$ 71,89, alcançando uma alta intradiária de US$ 72,17, a maior desde maio de 2019.

As ações europeias fecharam a semana em patamar recorde na esteira do relatório de empregos norte-americano e com o otimismo da recuperação econômica da zona do euro impulsionou a maioria dos setores. O Stoxx 600 fechou em alta de 0,39%, a 452 pontos; na Alemanha, o DAX subiu 0,39%, a 15.692 pontos; o CAC 40 valorizou 0,12% na França, a 6.515 pontos; na Itália, o FTSE MIB fechou o dia em alta de 0,46%, a 25.570 pontos; enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 terminou subindo em 0,07% a 7.069 pontos. (com Reuters)

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