Forbes Radar: Hapvida, GPA, Eletrobras, Itaúsa, Isa Cteep e outros destaques corporativos

Últimas notícias sobre: EDP, Tack & Field, Grupo SBF, CSN, BR Partners, BR Properties, Copel, AES Brasil, Petrobras e Usiminas.

Artur Nicoceli
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No Forbes Radar de hoje (15), enquanto o GPA está considerando se separar de sua unidade colombiana Almacenes Éxito, em uma operação que entregaria ações da subsidiária aos acionistas do GPA, incluindo a rede francesa Casino Guichard Perrachon, a AES Brasil concluiu a alienação de 100% das quotas do capital social de sua subsidiária AES Inova Soluções de Energia para uma subsidiária integral da EDP Energias do Brasil. O valor da Operação foi de R$ 101,1 milhões.

Vale destacar que também que a Construtora Viver pediu na justiça o encerramento de sua recuperação judicial, quase cinco anos após início do processo. E que o Senado tem sessão convocada amanhã (16) para a votação da MP da privatização da Eletrobras.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

Eletrobras (ELET6)

O Senado tem sessão convocada para a votação, amanhã (16), da medida provisória que trata da privatização da Eletrobras.

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Já aprovada pelos deputados, a medida precisa agora ser avaliada pelos senadores. Caso seja modificada durante essa etapa da tramitação, terá de voltar para uma segunda votação na Câmara dos Deputados. Mas se os senadores optarem por aprová-la sem qualquer alteração, a MP segue para sanção presidencial.

A medida provisória precisa ter sua tramitação concluída no Congresso Nacional até o dia 22 de junho, quando perde sua validade.

A contratação compulsória de termelétricas a gás conforme o previsto na medida provisória de privatização da Eletrobras poderá promover economia de R$ 8 bilhões ao ano aos consumidores, afirmou a associação que representa distribuidoras de gás canalizado.

O cálculo da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) considerou despesas e benefícios com a contratação das térmicas, além do atual cenário de crise hidrológica.

Entretanto, representa um contraponto a outros segmentos do mercado, que se posicionaram contra o dispositivo inserido na MP, pela definição previa de locais e capacidades para as novas usinas, distantes da atual oferta de gás produzido no país.

Segundo a Abegás, a despesa anual pela contratação das termelétricas corresponde a aproximadamente R$ 13 bilhões, enquanto o benefício, contando com redução do preço da energia e GSF apurado (risco hidrológico), atingiria cerca de R$ 21 bilhões, gerando a economia de R$ 8 bilhões.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux comunicou o lançamento de 4 empreendimentos que juntos totalizam um VGV (valor geral de vendas) Bruto de R$ 344 milhões e VGV Líquido de R$ 311 milhões. Com estes projetos, a Moura Dubeux encerra o primeiro semestre do ano com 9 empreendimentos lançados, totalizando R$ 688 milhões em VGV Bruto e R$ 592 milhões em VGV Líquido.

Banco Inter (BIDI11)

Segundo o Brazil Journal, o Banco Inter acabou de lançar um follow-on para levantar ate R$ 5,5 bilhões. A Stone irá colocar R$ 2,5 bilhões para ficar com 4,9% da companhia. A família Menina, que controla a instituição finaceira, abriu mão da sua parcela.

A oferta será precificada em 24 de junho.

Hapvida (HAPV3)

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) informou ontem (14) que notificou as operadoras de planos de saúde Hapvida, pelo uso de cloroquina e outros medicamentos contra Covid-19.

Segundo a entidade, as operadoras contrariam recomendações de órgãos nacionais e internacionais e pressionam médicos a aplicarem o chamado tratamento precoce, colocando em risco a saúde e a segurança das pessoas.

Segundo o Idec, há indícios de que a Hapvida tem pressionado médicos a prescreverem esses produtos em pelo menos quatro Estados – Goiás, Pernambuco, Pará e Ceará. Neste último, a empresa recebeu multa de R$ 468 mil do Ministério Público por impor prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina.

EDP (ENBR3)

Grupos brasileiros como a Eneva e Votorantim Energia estão entre os interessados em três hidrelétricas da EDP Energias do Brasil, disse uma fonte com conhecimento do assunto ontem (14).

Segundo essa fonte, que falou na condição de anonimato, cerca de dez grupos entregaram inicialmente propostas pelos ativos. O banco Bradesco BBI está assessorando o processo.

O jornal Valor Econômico informou as negociações em sua edição desta ontem (140, acrescentando que a AES Brasil também fez proposta. Em comunicado à Reuters, a AES Brasil disse que não entregou oferta.

A EDP Brasil tem como objetivo levantar cerca de R$ 4,5 bilhões com a venda das usinas, localizadas nos Estados do Espírito Santo e Amapá, com capacidade total de 800 megawatts.

Votorantim, Eneva e Bradesco não responderam imediatamente a pedidos de comentários da Reuters.

GPA (PCAR3)

O GPA está considerando se separar de sua unidade colombiana Almacenes Éxito, numa operação que entregaria ações da subsidiária aos acionistas do GPA, incluindo o francês Casino Guichard Perrachon, segundo duas fontes com conhecimento do assunto.

Seria uma transação similar ao recente “spin off” da unidade de atacarejo do GPA, Assaí, e faria parte de uma estratégia do grupo francês Casino de simplificar sua estrutura na América Latina e aumentar o valor atribuído às suas empresas na região.

O GPA tem mais de 97% do Éxito, que é listado na Colômbia, com um valor de mercado de cerca de US$ 1,5 bilhão. A empresa tem 515 supermercados na Colômbia e emprega 35 mil pessoas, além de controlar subsidiárias no Uruguai e Argentina.

O GPA, listado na B3, tem um valor de mercado de US$ 2,13 bilhões, sugerindo que os investidores não estão atribuindo o valor correto à unidade colombiana.

O recente spinoff do Assaí do GPA, em março, resultou num aumento imediato de 10% do valor de mercado combinada. O Assaí hoje vale mais que o dobro do que o GPA.

A alternativa ideal para os acionistas, segundo as fontes, seria listar o Éxito na B3, mas os regulamentos da bolsa proíbem a listagem direta de empresas estrangeiras. Agora o GPA e o Casino estão considerando qual seria a melhor alternativa, deixar o Éxito listado na Colômbia e entregar BDR (Brazilian Depositary Receipts) aos acionistas da B3, ou eventualmente acrescentar uma listagem nos Estados Unidos, onde são permitidas empresas estrangeiras, e daí emitir o BDR.

Em resposta ao pedido de comentário sobre o assunto, o grupo enviou um comunicado. “O GPA reitera que não há discussão em relação a esse tema. E reafirma seu interesse de investimento de longo prazo na Colômbia.”

Track & Field (TFCO4) e Grupo SBF (SBFG3)

Apesar do Brazil Journal divulgar uma notícia informando que existiria uma possível fusão entre o Track & Field e o Grupo SBF, controlador da Centauro, a companhia negou a informação que foi vinculada no site.

CSN (CSNA3)

A CSN foi condenada em segunda instância a pagar R$ 192 milhões à Light em uma disputa judicial iniciada em 2017. A origem do conflito ocorreu em 1994 quando a Light assinou contrato com a Rheem com o objetivo de que a fabricante de embalagens se comprometia a ceder à Light crédito de ICMS oriundo de benefícios fiscais concedidos pelo Estado do Rio de Janeiro.

“Com o pagamento do ICMS devido pela Light, o débito da CSN perante a concessionária séria quitado e, de igual modo, o débito da Rheem perante a CSN”, explica o relator do caso, desembargador Maldonado de Carvalho.

Ainda cabe recurso da decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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BR Properties (BRPR3)

A BR Properties anunviou que celebrou compromisso de compra e venda de imóveis com o Espaço Gaia Empreendimentos, tendo por objeto a alienação do imóvel denominado “Galpão Tucano”, localizado no Centro Empresarial Espaço Gaia Ar, na Cidade de Jarinu (SP), com área bruta locável (ABL) de 31.718 m², pelo preço total de R$ 94. milhões.

Copel (CPLE6)

A Copel comunicou aos seus acionistas que entrou em operação comercial a primeira unidade geradora da Pequena Central Hidrelétrica Bela Vista com 9,8 MW de capacidade instalada.

Pertencente 100% a Copel GeT, a PCH Bela Vista conta com investimentos de aproximadamente R$ 200 milhões e terá capacidade instalada de 29,8 MW quando as três unidades geradoras estiverem em operação.

BR Partners

A BR Partners anunciou nesta terça-feira uma oferta pública inicial de units com esforços restritos de até R$ 562 milhões, que espera precificar em 17 de junho, de acordo com fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários.

A oferta do banco de investimentos consistirá na distribuição primária inicial de 22,75 milhões de units e secundária de até 3,05 milhões de papéis detidos por fundos BrapInvest, em caso, exclusivamente, de colocação das units adicionais.

Para atender a eventual excesso de demanda, a quantidade de units inicialmente ofertada poderá ser acrescida em até 1,5 milhão. Também está previsto um lote suplementar de até 2,275 milhões de units para atividades de estabilização do preço.

No contexto da oferta, o preço por unit está estimado entre R$ 16 e R$ 19[. Assim, a operação pode movimentar até R$ 561,9 milhões, se colocados todos os papéis, incluindo os lotes adicionais e suplementar.

A operação tem como coordenadores BTG Pactual, Itaú BBA e XP Investimentos e o início das negociações das units do nível 2 da B3 está previsto para 21 de junho, com o código BRBI11.

Os recursos líquidos provenientes da oferta primária serão destinados para reforço da estrutura de capital e o fortalecimento de balanço da companhia, “permitindo a expansão dos seus negócios nas áreas de Crédito Estruturado e Mercado de Capitais e Sales & Trading”, afirma o fato relevante.

AES Brasil (AESB3)

A AES Brasil Energia concluiu a alienação de 100% das quotas do capital social de sua subsidiária AES Inova Soluções de Energia para uma subsidiária integral da EDP Energias do Brasil. O valor da Operação foi de R$ 101,1 milhões.

Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa comunicou que recebeu correspondência de BlackRock informando que passou a deter, aproximadamente, 4,98% do total de ações preferenciais de emissão da holding.

Isa Cteep (TRPL4)

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista informou aos detentores das debêntures referentes à 8ª Emissão, que pagará juros no valor de R$ 18,435 por título de crédito.

Petrobras (PETR4)

A Petrobras finalizou a venda de sua participação de 50% no campo terrestre de Dó-Ré-Mi, localizado na Bacia de Sergipe-Alagoas, no estado de Sergipe, para a empresa Centro-Oeste Óleo e Gás Ltda.

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída pelo valor da venda de US$ 37,6 mil, que já havia sido pago à Petrobras na data de assinatura do contrato de compra e venda, em 05 de agosto.

Usiminas (USIM5)

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais informou a retomada do Alto Forno nº 2 da Usina de Ipatinga ontem (14). O equipamento tem capacidade de produzir 55 mil de toneladas de ferro-gusa por mês ou cerca de 600 mil toneladas por ano, e, com o retorno, a Usina volta a operar a plena carga na produção de aço bruto, contribuindo ainda mais com o atendimento às demandas do mercado doméstico.

A paralisação durou cerca de 14 meses e, desde dezembro de 2020, a empresa vinha trabalhando para a retomada da operação do forno. Foram investidos R$ 67 milhões no processo, que gerou cerca de 600 empregos temporários durante a obras, conduzidas, entre outras empresas, pela Usiminas Mecânica. Para a operação do equipamento, a Usiminas contratou 40 novos colaboradores permanentes.

Construtora Viver (VIVR3)

A construtora Viver informou ontem (14) que pediu na justiça o encerramento de sua recuperação judicial, quase cinco anos após início do processo.

Segundo a companhia, após ter recebido cinco capitalizações desde 2018, com a conversão de dívidas em capital e o pagamento de credores, 98% de sua dívida habilitada foi quitada.

Além disso, valores remanescentes e outros créditos ilíquidos anteriores ao pedido da recuperação judicial seguem sujeitos aos efeitos do plano.

“A conclusão da recuperação judicial permitirá que a companhia continue a crescer”, disse a Viver no fato relevante.

A empresa pediu recuperação em setembro de 2016, com mais de R$ 930 milhões em dívidas. Aprovado por credores, o plano de recuperação judicial foi homologado em dezembro de 2017.

Sanepar (SAPR4)

A empresa paranaense de saneamento do Sanepar anunciou ontem (14) a prorrogação por 90 dias do tarifa social para clientes cadastrados, nas medidas tomadas para minimizar os impactos causados pela pandemia da Covid-19.

Microsoft (MSFT34)

A Microsoft apresentou no domingo a futura chegada de 30 jogos e disse que a maioria desses títulos estará disponível em seu serviço de assinatura mensal, Xbox Game Pass.

A empresa disse que lançará novos jogos no Game Pass até o final do ano, incluindo títulos como a série de estratégia para PC “Age of Empires IV” e o jogo de corrida “Forza Horizon 5”.

Um dos jogos mais caros da Microsoft, “Halo Infinite”, agora está definido para lançamento neste ano depois de ser adiado devido ao desafio de os desenvolvedores ficarem presos em casa durante as restrições impostas pela pandemia.

Vários dos lançamentos anunciados na conferência E3 são da editora de videogames Bethesda, por trás de sucessos como Fallout e Doom. A Microsoft comprou no ano passado a ZeniMax Media, dona da Bethesda, por US$ 7,5 bilhões.

A Microsoft também anunciou datas de lançamento de dois jogos exclusivos para Xbox e PC – o RPG “Starfield” e o jogo de tiro com tema de vampiros “Redfall”. “Starfield” será lançado em 11 de novembro de 2022 e “Redfall” no ano que vem.

A empresa de análise de jogos Newzoo prevê que o mercado global de jogos terá receita de US$ 175,8 bilhões em 2021 e superará US$ 200 bilhões em 2023.

Equinor (E1QN34)

A petroleira norueguesa Equinor vai acelerar investimentos em energias renováveis e soluções de baixo carbono à medida que novos projetos de óleo e gás entram em operação, antes de atingirem um pico de produção em 2026, disse a empresa, em momento em que é pressionada para provar que pode se adaptar a um futuro mais “verde”.

A companhia, de propriedade majoritariamente estatal, disse que vai dedicar mais de 50% dos investimentos a energias renováveis e captura de CO2 até 2030, ante menos de 5% em 2020, atendendo às demandas de investidores e de alguns políticos noruegueses.

A pressão se intensificou no mês passado, depois que um tribunal holandês determinou que a Shell atue de forma mais agressiva para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, enquanto a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) afirmou que o mundo precisaria interromper investimentos em novos projetos de óleo e gás até o ano que vem para atingir emissões zero até meados do século.

Além disso, uma nova disputa legal contra os esforços pela exploração de petróleo no Ártico da Noruega foi revelada nesta ontem (14).

O presidente-executivo da Equinor disse que a empresa vai cumprir sua meta anterior, de um aumento anual de 3% na produção de petróleo e gás até 2026, à medida que novos projetos entram em operação, mas que até 2030 a produção diária será praticamente igual à de 2020, podendo recuar ainda mais depois disso.

Vale (VALE3)

Os membros de um sindicato que representa os trabalhadores da mina de níquel da Vale em Sudbury, Canadá, que estão em greve, rejeitaram a última oferta da empresa brasileira, e pediram que a mineradora se comprometa a negociações de “boa-fé” para que a paralisação seja resolvida.

Uma maioria de 87% dos membros do USW Local 6500 votou por rejeitar a segunda oferta realizada pela Vale em duas semanas, de acordo com o sindicato, que acrescentou que a oferta não foi diferente da anterior, que havia desencadeado a greve em 1º de junho.

O sindicato havia recomendado que seus membros rejeitassem a nova oferta da empresa brasileira, dizendo que ela oferecia “melhorias mínimas”.

Os 2.500 trabalhadores da mina cruzaram os braços em 1º de junho, reclamando dos planos de cortes de benefícios médicos e de saúde para aposentados, bem como aumentos salariais mínimos.

“A Vale quer reduzir o padrão de vida dos aposentados em nossa comunidade”, disse o presidente da United Steelworkers Local 6500, Nick Larochelle, em um comunicado.

A mineradora decidiu paralisar no início do mês as atividades de níquel, cobre e cobalto em Sudbury.

(Com Reuters)

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