Forbes Radar: Iguatemi, CVC, JBS, Vale e outros destaques corporativos

No Forbes Radar de hoje (8), a administradora de shopping centers Iguatemi anunciou que seu conselho de administração aprovou a proposta de reorganização societária pela qual a empresa será incorporada por sua controladora, o Grupo Jereissati.

Ao mesmo tempo, o Banco Inter comunicou que escolheu os bancos para coordenar uma potencial oferta pública primária de units e a CVC está estudando uma nova oferta que pode levantar cerca de R$ 500 milhões.

Por fim, Arthur Lira (PP), presidente da Câmara, anunciou que a MP da privatização da Eletrobras deve ser votada nesta ou na próxima semana.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

Inter (BIDI11)

O Banco Inter comunicou ontem (7) que escolheu os bancos para coordenar potencial oferta pública primária de units, a R$ 57,84 cada, bem como convocou assembleia para elevar capital autorizado em R$ 7 bilhões.

O banco digital afirmou que está avaliando realizar uma potencial oferta pública primária (follow-on) de units e de ações ordinárias e preferenciais, no valor fixado de R$ 19,28 por ação ON e PN e R$ 57,84 por unit.

De acordo com fato relevante à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), foram escolhidos como coordenadores da potencial oferta, Bradesco BBI, BTG Pactual, Bank of America, Itaú BBA, JPMorgan e UBS Brasil.

Cosan (CSAN3) e Raízen

O grupo de energia e infraestrutura Cosan informou que sua co-controlada Raízen adquiriu a totalidade do negócio de lubrificantes da Shell no Brasil, segundo fato relevante divulgado ao mercado ontem (7).

A negociação da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell que atua como agente exclusivo de venda de lubrificantes da Shell no país, veio após vencimento de um contrato de 10 anos entre as empresas. A Raízen também atua nos setores de produção de açúcar e etanol de primeira e segunda geração, a partir de 860 mil hectares cultivados, além da distribuição de combustíveis e da cogeração de energia de bagaço de cana-de-açúcar.

A operação está sujeita à aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e ao cumprimento de outras condições suspensivas, informou a Cosan, sem citar valores da transação. A mais recente receita publicada pela empresa foi de R$ 120,6 bilhões.

A Raízen também protocolou o prospecto de sua oferta inicial de ações, segundo registro disponibilizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ontem (7).

Google (GOGL34)

O Google anunciou que fará alterações em seu negócio global de anúncios para que este não abuse de seu predomínio, curvando-se a uma pressão antitruste pela primeira vez graças a um acordo histórico com as autoridades francesas.

O pacto, que foi anunciado ontem (7) e também impôs uma multa de € 220 milhões ao Google, é a primeira vez em que o gigante tecnológico norte-americano concorda em fazer mudanças em seu negócio de anúncios enorme, que representa o grosso de seus rendimentos.

A agência reguladora descobriu que a Google Ad Manager, plataforma de gerenciamento de anúncios do Google para grandes publishers, favorecia o Google AdX, mercado de anúncios online da própria empresa onde os editores vendem espaço a anunciantes em tempo real.

O Ad Manager proporcionava dados estratégicos ao AdX, como os preços de lances vencedores, e o AdX também desfrutava de acesso privilegiado a pedidos feitos por anunciantes através dos serviços de anúncios do Google, disse a agência.

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Vale (VALE3)

A Vale fechou até o momento acordos de indenização com mais de 10,3 mil atingidos pelo rompimento de uma de suas barragens em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, e por desocupações em consequência do desastre, com o pagamento de mais de R$ 2 bilhões, informou a mineradora ontem (7).

Do total, foram fechados 1,4 mil acordos trabalhistas, envolvendo mais de 2,4 mil pessoas, e 3,6 mil acordos cíveis, contemplando 7,9 mil pessoas.

Em paralelo, a companhia assinou em fevereiro um acordo de R$ 37,69 bilhões com diversas autoridades com foco na reparação de danos coletivos causados pelo rompimento da barragem, que deixou cerca de 270 mortos, além de atingir residências, rio e florestas da região.

A Vale reportou anteriormente que o saldo de provisões para o acordo global de reparações coletivas, além de indenizações individuais, trabalhistas e emergenciais e atividades de remoção e contenção de rejeitos somava US$ 4,014 bilhões no fim do primeiro trimestre deste ano.

Após o desastre, a companhia precisou realizar uma série de revisões de segurança em suas atividades, o que levou à remoção de muitos moradores das proximidades de outras barragens em Minas Gerais e à paralisação e aprimoramento de diversas estruturas.

Tópico

A Locadora de galpões e equipamentos industriais Tópico pediu registro para realizar um IPO (oferta inicial de ações, segundo documento publicado ontem (7) pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Na operação, que será liderada por Itaú BBA, Bank of America, Santander e XP, a companhia pretende captar recursos para fortalecer sua capacidade financeira e comprar rivais.

Iguatemi (IGTA3) e Grupo Jereissati (JPSA3)

A administradora de shopping centers Iguatemi anunciou ontem (7) que seu conselho de administração aprovou proposta de reorganização societária pela qual a empresa será incorporada por sua controladora, o Grupo Jereissati.

A operação implica que a Iguatemi deixará de ter ações listadas no Novo Mercado da B3, segmento de mais alta governança corporativa, já que a nova empresa a ser formada terá units listadas no nível 1.

Segundo comunicado conjunto ao mercado, apesar disso, a empresa terá direitos de acionistas e práticas de governança “similares” ao do Novo Mercado. O free float esperado da nova empresa a ser criada na reorganização, Iguatemi SA, será de 45%.

Pelo proposta apresentada, os acionistas minoritários da Iguatemi têm que aprovar a saída da companhia do Novo Mercado abrindo mão da exigência de uma oferta pública de recompra.

A companhia também anunciou que o conselho de administração aprovou início do processo de sucessão do atual presidente-executivo, Carlos Jereissati. Para o seu lugar, o nome da atual vice-presidente financeira, Cristina Betts, foi indicado para ocupar a função a partir de 1 de janeiro de 2022. Betts também será presidente da Iguatemi SA, caso a reorganização seja concluída.

BR Distribuidora (BRDT3)

O conselho de administração da BR Distribuidora aprovou nesta ontem (7) a proposta de criação de um novo plano de previdência da companhia, batizado de FlexPrev, que será administrado pela Petros, informou a empresa em comunicado.

Segundo a distribuidora de combustíveis, o FlexPrev será um plano exclusivo na modalidade de contribuição definida. A companhia prevê oferecê-lo tanto para novas adesões quanto para migração voluntária de participantes ativos em planos atuais.

A companhia disse que a introdução do novo plano de contribuição definida deverá reduzir o risco de natureza atuarial presente em seus planos atuais, cujo passivo atuarial é de R$ 1,7 bilhão.

Os planos atuais, que possuem 7.768 participantes, geram custo de R$ 140 milhões por ano, acrescentou a BR Distribuidora.

“A implementação do novo plano, prevista para o início de 2022, deverá produzir um efeito financeiro ainda a ser mensurado quando da próxima reavaliação atuarial”, concluiu a empresa.

BRB (BSLI3)

O BRB (Banco do Brasília) informou ontem (7) que fechou parceria com a corretora Genial Investimentos, com o objetivo de administrar e gerir recursos de terceiros e das atividades de corretagem de titulos e valores mobiliários por 20 anos.

Banco do Brasil (BBAS3) e Visa (VISA34)

O Banco do Brasil e a Visa fecharam parceria de cashback para que os clientes que realizarem a partir de ontem (7) com cartões Ourocard acima de R$ 300 nas lojas Microsoft Store, Nintendo Game Store e PlayStation Store. Esse movimento terá duração até 2 de junho de 2022.

CVC (CVCB3)

Segundo o Brazil Journal, a CVC está se preparando para realizar uma nova oferta em que pode levantar cerca de R$ 500 milhões. Se comparado com o plano da companhia realizado no ano passado de levantar R$ 700 milhões em duas tranches, o valor é menor, mas a retomada do mercado de viagens já abre portas para um novo follow-on.

JBS (JBSS3)

A JBS comunicou que firmou acordo para adquirir 100% da Rivalea Holding e 100% da Oxdale Dairy Enterprise, pertencentes à empresa de alimentos QAF Limited, listada em Cingapura, pelo um valor de de AU$ 175 milhões (US$ 135 milhões).

Segundo a companhia, “com uma extensa linha de produtos em diversas categorias e verticalmente integrada, a Rivalea é líder na criação e processamento de suínos na Austrália, responsável por 26% dos suínos processados no país.”

“Com a aquisição da Rivalea, a JBS assume a liderança no processamento de suínos na Austrália. Adicionamos marcas importantes ao nosso portfólio e criamos melhores condições para acelerar o crescimento dos negócios de valor agregado e marca no país, além de fortalecer a nossa plataforma de exportação”, disse o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

“Com faturamento anual de aproximadamente AU$ 400 milhões (US$310 milhões), um Ebitda [lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização] de AU$ 37 milhões, duas unidades fabris e mais de mil colaboradores, a Rivalea já possui a sustentabilidade no foco de sua estratégia de negócios. A empresa comercializa marcas conhecidas do consumidor australiano, tais como: Riverview Farms, Family Chef e St. Bernard’s que fortalecerão nossa presença junto aos consumidores e clientes”, adiciona Brent Eastwood, CEO da JBS Austrália.

A aquisição está sujeita a aprovações regulatórias, incluindo a ACCC (Australian Competition and Consumer Commission) e o FIRB (Foreign Investment Review Board), ambos na Austrália.

Mitre Realty (MTRE3)

A Mitre Realty recebeu o índice de 100% de aceite na vistoria do Haus Mitre, na Vila Mariana, primeiro empreendimento entregue este ano, com quatro meses de antecedência.

“Esse 100% de aceite é uma prova de nosso zelo, qualidade e excelência. O altíssimo índice de satisfação é um marco para a companhia, que se orgulha do empenho e do rigoroso padrão de qualidade, e entrega produtos fiéis aos projetos”, destaca o CFO da Mitre, Rodrigo Cagali.

Petrobras (PETR4) e Braskem (BRKM5)

Segundo o Valor Econômico, a Petrobras está em contato com bancos para uma eventual venda de sua participação na Braskem. A Petroquímica possui 36,15% na companhia.

Eletrobras (ELET6)

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), anunciou ontem (7) que possivelmente irá ocorrer a votação da MP da Eletrobras nesta semana ou na próxima.

(Com Reuters)

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