Ibovespa abre em alta acompanhando indicadores positivos no Brasil e nos EUA

O Ibovespa opera em alta na abertura do pregão de hoje (24), ganhando 0,77%, a 129.422 pontos perto das 10h10, horário de Brasília, com o mercado acompanhando o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta manhã pelo Banco Central. A FGV (Fundação Getulio Vargas) também publicou dados sobre a confiança do consumidor brasileiro do mês de junho. Enquanto isso, a atenção no exterior se volta para a prévia do PIB e números do auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

No Relatório, o BC passou a projetar um superávit nas transações correntes do país em 2021 de US$ 3 bilhões, o equivalente a 0,2% do PIB, um aumento diante do mês anterior, que calculou superávit de US$ 2 bilhões. A revisão manteve a estimativa para o saldo da balança comercial em US$ 70 bilhões. A autarquia ainda calculou um crescimento do crédito no país de 11,1% este ano, ante projeção de 8,0% feita em março.

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Por fim, a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) pelo Banco Central cresceu para 4,6%, ante 3,6% estimados em março, citando o resultado melhor do que o esperado no primeiro trimestre do ano e os indicadores disponíveis para o trimestre corrente. Enquanto isso, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) subiu para seu maior patamar em sete meses em junho, ganhou 4,7 pontos, para leitura de 80,9.

O dólar recua frente ao real com os investidores digerindo as projeções divulgadas pelo BC, enquanto as políticas monetárias doméstica e norte-americana continuavam no radar. Às 10h10, a moeda era negociada em baixa de 0,72%, a R$ 4,9252.

Os futuros dos índices dos EUA apontam para abertura no azul, com investidores reagindo aos dados econômicos publicados nesta manhã. Segundo o Departamento do Comércio do país, o PIB cresceu 6,4% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, em conformidade com as duas primeiras estimativas e em linha com as expectativas do mercado.

Além disso, o mercado norte-americano direciona a atenção sobre os pedidos de auxílio-desemprego, que somaram 411 mil nesta semana, abaixo da medida de 418 mil na semana anterior, mas ainda acima da expectativa de 380 mil solicitações.

As ações europeias operam em alta nesta quinta-feira, enquanto investidores se atentam aos resultados do dia. O Stoxx 600 sobe 0,67%; na Alemanha, o DAX cresce 0,72%; o CAC 40 valoriza 0,99% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,73%.

Enquanto isso, no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,53%, diante da decisão do Banco Central da Inglaterra, que manteve sua política monetária inalterada em uma baixa histórica de 0,1%, mas prometeu monitorar o aumento da inflação. A maioria das autoridades do Comitê de Política Monetária do país votou para manter as compras de ativos no nível atual de £ 895 bilhões (US$ 1,24 trilhão).

As Bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta. O índice Shanghai, da China, subiu 0,01% no dia; o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,23%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,75%; enquanto no Japão, o índice Nikkei fechou neutro, em 0,00%.

Os contratos futuros do coque negociados na China atingiram uma máxima de seis semanas nesta quinta-feira, por temores de um aperto nas ofertas em meio à imposição de restrições ambientais. Os futuros mais negociados do coque na bolsa de commodities de Dalian chegaram a subir 3,8%, para 2.836 iuanes (US$ 437,80) por tonelada, enquanto a referência dos futuros do minério de ferro subiu 0,9%, a 1.165 iuanes a tonelada.

Os preços do petróleo, por sua vez, caíam nesta quinta-feira, mas ainda perto de seus maiores níveis em quase três anos apoiados por reduções nos estoques dos EUA, aceleração da atividade econômica alemã e dúvidas sobre o futuro do acordo nuclear com o Irã de 2015. Por volta das 9h45, o Brent operava em baixa de 0,72%, para US$ 74,65 o barril, já o WTI recuava 0,83%, para US$ 72,47 o barril. (com Reuters)

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