Ibovespa abre em leve alta em dia de exterior positivo, com decisões de juros no radar

O Ibovespa abriu no azul hoje (11), com alta de 0,07%, a 130.176 pontos, após ter leve ganho na véspera apoiado pelas commodities, dando continuidade à sequência de altas vista anteriormente e buscando novos recordes. O exterior positivo favorece o bom humor na sessão de hoje. O dólar opera em alta ante o real nesta sexta-feira, em meio à redução de temores inflacionários nos Estados Unidos. Às 10h00, o dólar subia a 0,62%, a R$ 5,097. O mercado também já opera em ritmo de espera pelas reuniões de política monetária da próxima semana, aqui e nos EUA.

O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 0,7% em abril em relação a março, e teve alta de 19,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais cedo. A expectativa do mercado era de avanço de 0,6% no mês, e 18,2% na comparação anual.

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Além disso, o IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego) no Brasil divulgado hoje mais cedo, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no país, apontou continuidade da retomada no mercado de trabalho em maio, com alta de 4,7 pontos no mês e alcançando 83,4 pontos. A FGV (Fundação Getulio Vargas), que contabiliza o índice, ainda alertou para riscos a esse movimento.

Ainda hoje (11), está no radar mais uma reunião do G7 (grupo dos países mais ricos do mundo), em Cornwall, Reino Unido. A expectativa é que os líderes assegurem a iniciativa de cobrança do imposto mínimo de 15% para empresas multinacionais publicamente, atualizando a legislação tributária global.

Os índices futuros dos Estados Unidos caminham para uma abertura em alta, enquanto os dados da inflação de maio ainda repercutem no mercado. O indicador tem sido acompanhado de perto pelo mercado, na busca de pistas por uma potencial mudança da política de estímulos do Fed (Federal Reserve).

Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, explica que o resultado do CPI norte-americano não assustou o mercado: “os mercados internacionais receberam bem a inflação ontem (10). Apesar de o dado vir um pouco acima das expectativas, ele foi simplesmente ignorado e seguimos na trajetória de alta. No entanto, esse risco existe, não só nos EUA como em outros países, e precisa ser continuamente monitorado.”

As Bolsas europeias operam em alta, deixando um pouco de lado o aumento da inflação nos EUA, já que muitos estrategistas acreditam que ela seja transitório. O Stoxx 600 cresce 0,54%; na Alemanha, o DAX sobe 0,44%; o CAC 40 valoriza 0,67% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,14%; enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,45%.

Os mercados asiáticos fecharam a semana com resultados variados. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,36%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,33%; e no Japão, o índice Nikkei desvalorizou 0,03%; na China, o índice Shanghai, recuou 0,58%.

Os futuros do minério de ferro, por sua vez, saltaram nesta sexta-feira para o seu nível mais alto em mais de três semanas, após uma recuperação nos estoques de aço na China sugerir que a demanda pela matéria-prima permaneceu forte. O contrato mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian encerrou as negociações com alta de 5,9%, a US$ 195,19 por tonelada, após atingir seu maior valor desde 19 de maio, seu segundo aumento semanal consecutivo. Os preços do petróleo também avançam na sessão de hoje (11), com expectativas de uma recuperação na demanda de combustível nos Estados Unidos, Europa e China.

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