Ibovespa abre no azul com dados de inflação e balanço de pagamentos no Brasil

O Ibovespa opera no azul na abertura do pregão de hoje (25), ganhando 0,14%, a 129.693pontos perto das 10h10, horário de Brasília, repercutindo dados sobre a inflação e balanço de pagamentos no Brasil. Nos mercados globais, os investidores digerem os números do PCE (índice de despesas de consumo pessoal, em inglês), dos Estados Unidos.

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), prévia da inflação do mês, subiu 0,83% em junho, segundo informações divulgadas hoje pelo IBGE. O resultado está em linha com a expectativa do mercado, que calculava avanço de 0,86%, e acima da alta do mês anterior, quando o indicador avançou 0,44%.

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O Banco Central também divulgou o balanço de pagamentos referente ao mês de maio. Segundo o relatório, as transações correntes registraram superávit de US$ 3,8 bilhões em maio de 2021, ante déficit de US$ 519 milhões na comparação anual. Ainda, as transações correntes nos 12 meses encerrados em maio de 2021 somou um déficit de US$ 8,4 bilhões (0,55% do PIB), ante US$ 12,7 bilhões (0,86% do PIB) em abril de 2021 e US$ 65,2 bilhões (3,85% do PIB) em maio de 2020.

Já as reservas internacionais somaram US$ 353,4 bilhões em maio de 2021, aumento de US$ 2,5 bilhões em comparação a abril de 2021.

Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, pondera que os acontecimentos da semana trouxeram projeções importantes, mas pouco claras quanto à inflação mundial e ao crescimento global. O analista percebe muita volatilidade no curto prazo gerando movimentações entre setores, “é importante entender que durante algumas semanas o mercado pode não andar no caminho que entendemos como objetivo de longo prazo, pois problema é que no curto prazo é imprevisível, ninguém consegue saber o que acontece, e pode acontecer queda”.

Ainda para hoje está prevista a apresentação pelo ministro Paulo Guedes da segunda fase da reforma tributária ao Congresso, além da expectativa de um anúncio sobre a prorrogação do auxílio emergencial.

O dólar avança contra o real nesta sexta-feira, enquanto investidores digerem os dados de inflação norte-americanos definidores sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve. Às 10h11, a moeda operava em alta de 0,38%, a R$ 4,9227.

Os índices dos Estados Unidos ensaiam uma alta na abertura de hoje, após a divulgação do PCE, um indicador chave para a inflação do país. O indicador subiu 0,5% frente a abril, e 3,4% na comparação anual, em linha com as expectativas, segundo consenso do Refinitiv, que esperava alta de 0,6% na comparação mensal.

Os mercados europeus operam mistos, com investidores monitorando a perspectiva de uma recuperação econômica estável e temores de uma redução do estímulo monetário nos EUA. O Stoxx 600 sobe 0,04%; na Alemanha, o DAX recua 0,08%; o CAC 40 desvaloriza 0,11% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,19%. Enquanto isso, no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,37%, após o Banco da Inglaterra prever, ontem (24) que a inflação ultrapassaria 3% em seu pico antes de esfriar.

As Bolsas asiáticas fecharam a semana em alta. O índice Shanghai, da China, subiu 1,15%; o Hang Seng, de Hong Kong, cresceu a 1,40%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,43%; enquanto no Japão, o índice Nikkei avançou 0,66%.

Os contratos futuros de aço e minério de ferro negociados na China avançaram nesta sexta-feira, enquanto os futuros mais negociados do coque na bolsa de commodities de Dalian saltaram 1,1%, para 2.827 iuanes (US$ 438,21) por tonelada, apurando alta de 5% na semana. Os contratos futuros de referência do minério de ferro, por sua vez, fecharam em alta de 1,2%, a 1.185 iuanes por tonelada.

Por fim, os preços do petróleo sobem no fim desta semana, e mantêm as expectativas para um quinto ganho semanal consecutivo. Espera-se que o crescimento da demanda supere a oferta e os produtores da Opep+ sejam cautelosos em retornar mais oferta ao mercado a partir de agosto. Às 9h50 desta manhã, o Brent subia 0,25%, a US$ 75,75 o barril, enquanto o WTI avançava 0,23%, a US$ 73,47 o barril. (com Reuters)

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