Ibovespa fecha em alta com otimismo por reabertura da economia

O Ibovespa terminou em alta de 0,59% aos 130.207 pontos o pregão desta segunda-feira (14), apoiado pelo otimismo com a reabertura da economia brasileira após o estado de São Paulo antecipar em mais de 30 dias o calendário de vacinação contra a Covid-19. Os ganhos na sessão foram liderados por papéis diretamente beneficiados pela retomada, como Cogna ON (+9,4%) e BRMalls ON (+4,2%).

Nos indicadores, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) e calculado pelo Banco Central, mostrou que a atividade econômica brasileira voltou a registrar alta em abril, ainda que abaixo do esperado. Na comparação mês a mês, o índice subiu 0,44%, abaixo da expectativa do mercado que projetava avanço de 0,55%. Na comparação com mês de abril de 2020, ápice das perdas devido à Covid-19, o IBC-Br teve salto de 15,92%. No acumulado em 12 meses, no entanto, registra queda de 1,20%.

“O resultado veio abaixo da nossa expectativa de 1,5% e do consenso de mercado, mas não reverte nossa visão de recuperação relativamente rápida da nossa economia após o tombo em março, porque a surpresa negativa deve-se majoritariamente a ajustes na série histórica pelo BC. Por isso, não prejudicou o viés positivo da bolsa”, comenta Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos.

No Boletim Focus desta semana, as medianas das projeções do mercado apontam agora para a taxa básica de juros em 6,25% ao fim de 2021, de 5,75% antes. Para 2022, permanece o cenário de Selic a 6,50% ao final do ano. O Focus mostrou ainda a décima alta seguida na projeção para a inflação deste ano, com a alta do IPCA agora em 5,82%, contra 5,44% da semana anterior. Já o crescimento econômico agora é estimado em 4,85% para 2021, ante 4,36% previsto anteriormente. Para 2022, a previsão de expansão caiu para 2,20%, de 2,31% antes.

O mercado segue à espera das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, ambas previstas para a quarta-feira, dia 16. Por aqui, a expectativa é de nova elevação na taxa Selic, para 4,25% ao ano. Nos EUA, o mercado espera por sinais do Federal Reserve sobre os rumos da política monetária com a reabertura da economia.

O dólar teve forte queda contra o real, terminando o dia em baixa de 1,13% e negociado a R$ 5,0692 na venda, em uma sessão direcionada, principalmente, por fluxos cambiais, com todas as atenções do mercado voltadas às reuniões das autoridades monetárias.

Em Wall Street, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam o dia em máximas recordes, enquanto o mercado acompanha de perto a leitura do Federal Reserve para a inflação norte-americana. Na maior economia do mundo, os temores de superaquecimento econômico têm elevado ruídos relacionados a um possível aperto monetário precoce por parte do Fed.

No fechamento, o Dow Jones teve queda de 0,25% aos 34.393 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,18% aos 4.255 pontos e o Nasdaq avançou 0,74% aos 14.174 pontos. (com Reuters)

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