Ibovespa recua à espera do Fed e Copom, mas sustenta 130 mil pontos

O Ibovespa fechou o pregão de hoje (15) em leve queda, perdendo 0,09% aos 130.091 pontos em dia marcado por baixo volume de negócios e cautela do mercado às vésperas das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Para amanhã é aguardada ainda alguma volatilidade extra na Bolsa brasileira em função do vencimento de opções sobre o índice Bovespa.

“A expectativa é muito grande tanto para o Copom quanto para o Fomc”, afirmou o diretor de investimentos da Kilima Asset, Eduardo Levy, em referência aos comitês de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve. O foco do mercado está voltado para os comunicados das autarquias, que devem trazer comentários sobre o cenário atual e sinalizações para a condução de ambas as economias nos próximos meses.

Em Wall Street, os principais índices de ações encerraram o dia em queda, com dados mostrando uma inflação mais forte e vendas mais fracas no varejo dos Estados Unidos em maio ampliando o movimento de ponderação do mercado antes da decisão do Federal Reserve.

O Departamento de Comércio norte-americano informou hoje que as vendas do varejo caíram 1,3% em maio, acima do esperado pelo mercado. Em outro relatório também divulgado nesta terça-feira, o índice de preços ao produtor para a demanda final nos Estados Unidos aumentou 0,8% no mês passado, após alta de 0,6% em abril e também acima das projeções. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou a 6,6% em maio.

No fechamento, o Dow Jones teve queda de 0,27% aos 34.299 pontos, o S&P 500 recuou 0,20% aos 4.246 pontos e o Nasdaq registrou desvalorização de 0,71% aos 14.072 pontos.

Nos Estados Unidos, a maior parte dos investidores aposta que as prováveis pressões inflacionárias “transitórias” vão evitar que o Fed sinalize uma mudança imediata na política monetária, mas algumas autoridades do banco central norte-americano já reconhecem que estão mais próximos de um debate sobre quando retirar parte do estímulo à economia.

As decisões de amanhã também estiveram no foco do mercado de câmbio, com o dólar terminando o dia em queda de 0,52% contra o real e negociado a R$ 5,0428 na venda. Sidnei Nehme, economista e diretor-executivo da NGO Corretora, disse em nota que o “correto equacionamento da relação câmbio/juros” pode levar o dólar a romper o patamar psicológico de R$ 5,00.

“Temos a convicção de que o dólar ficará entre R$ 4,60/R$ 4,80, ou até menos, se o investidor estrangeiro, em especial o especulativo, vier fazer ‘carry trade’ no nosso mercado, aproveitando a alta do juro”, explicou.

O “carry trade” é uma estratégia que consiste na tomada de empréstimos em moeda de país de juro baixo (iene japonês, por exemplo) e compra de contratos futuros da divisa de juro maior (como o real). O investidor, assim, ganha com a diferença de taxas.

Além da perspectiva de aumento de juros no cenário doméstico, vários analistas têm citado dados promissores sobre a atividade econômica como um fator de impulso para a moeda brasileira, principalmente devido ao alívio de preocupações sobre a relação dívida/PIB. (com Reuters)

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