Investidor por trás da Moderna levanta US$ 3,4 bilhões para novo fundo

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Imigrante libânes Noubar Afeyan é fundador da Flagship Pioneering e da Moderna, fabricante de vacinas contra a Covid-19

A Flagship Pioneering, empresa norte-americana de capital de risco por trás da Moderna, fabricante da vacina contra a Covid-19, informou ontem (14) que levantou US$ 3,4 bilhões para um novo fundo. O novo produto tem proporções gigantescas, em um momento no qual os investimentos convergem para a biotecnologia e desenvolvimento de terapias.

O fundador da companhia, Noubar Afeyan, que possui uma fortuna avaliada em US$ 2,9 bilhões, ajudou a iniciar mais de 50 empresas de capital aberto e fechado, nas áreas de saúde e ciências ao longo de sua carreira. “A biotecnologia está na vanguarda do progresso tecnológico, desafiando-nos a pensar além dos avanços graduais e dar grandes saltos – e a Flagship está focada em saltar ativamente para os espaços científicos adequados para uma ruptura”, informou o empresário em um comunicado.

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Afeyan, de 58 anos, fugiu da guerra civil libanesa com sua família e emigrou primeiro para o Canadá em 1975 e depois para os Estados Unidos. Ele fundou a Flagship Pioneering em 2000. “Eu tinha 24 anos quando comecei. Eu era um imigrante e tinha um nome estranho”, disse ele à Forbes no mês passado. “É uma jornada de sobrevivência. Você se joga e começa a fazer o que pode.”

Afeyan é cofundador da Moderna, que foi lançada em 2010 para desenvolver produtos terapêuticos com base em mRNA, mas a Flagship Pioneering é muito maior e possui US$ 14,1 bilhões em ativos sob gestão após a conclusão do novo Fundo VII. Nos últimos quatro trimestres, a Flagship distribuiu um total de US$ 370 milhões para as empresas de seu portfólio, o qual inclui 41 companhias atualmente, entre elas Sana Biotechnology, Denali Therapeutics e Indigo Ag.

Com o novo capital, o fundo pretende investir em terapias, agricultura e nutrição. A empresa também está construindo uma nova divisão que se concentrará na medicina preventiva e em biossegurança, a fim de proteger a qualidade de vida das pessoas antes que adoeçam, além de se preparar melhor para ameaças futuras de doenças infecciosas. “A pandemia revelou a natureza crítica da saúde, não apenas para os indivíduos, mas para as economias e as sociedades”, disse Ara Darzi, presidente da iniciativa de medicina preventiva e segurança sanitária da Flagship, em um comunicado.

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