Morre Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central, vítima de Covid-19

Langoni havia participado do processo de privatização da Vale e da Embraer.

Redação
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Reprodução/Banco Central
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Carlos Langoni comandou o Banco Central de 1980 a 1983, durante o governo de João Figueiredo

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Carlos Geraldo Langoni, ex-presidente do BC (Banco Central), faleceu na manhã de hoje (13), após seis meses internado no hospital Copa Star, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele lutava contra o coronavírus. Com 76 anos, atuava como diretor do Centro de Economia Mundial da FGV (Fundação Getulio Vargas).

PHD pela Universidade de Chicago, Langoni comandou o Banco Central de 1980 a 1983, durante o governo de João Figueiredo, o último da ditadura militar. Na época, ele tinha 35 anos, e se tornou o mais novo a presidir a instituição. De 1999 a 2001, foi Consultor Sênior da mineradora Vale. Ao longo de sua vida, publicou nove livros de economia, “A Economia da Transformação’” e “A Crise do Desenvolvimento, Uma Estratégia para o Futuro”.

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O economista participou do processo de privatizações da Vale e Embraer durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Além disso, trabalhou como consultor sênior da Vale entre os anos 1999 e 2011. Ele passou os últimos anos de vida realizando análises macroeconômicas para cerca de 40 empresas brasileiras, tais como: Visa, Bradesco, SKY e Organizações Globo, por meio de sua companhia, Projeta Langoni Consultoria Econômica.

A Diretoria Colegiada do Banco Central manifestou, em nota, “sua admiração pelo trabalho do presidente Langoni e transmite sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho”. O Hospital Copa Star também emitiu um comunicado lamentando a morte do economista, afirmando que “não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”.

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